INÉDITOS

WADO E FINO COLETIVO PELA PRIMEIRA VEZ EM SÃO LUÍS

O cantor alagoano e a banda carioca tocam pela primeira vez na capital maranhense, dentro da programação cultural do Laboratório Internacional de Mídias Livres.

A programação do Laboratório Internacional de Mídias Livres, que acontece em São Luís de hoje (22) até sábado (24) será completamente marcada pelo ineditismo. O encontro discutirá alternativas e estratégias de comunicação, na perspectiva de garantir o acesso democrático à comunicação, algo ainda distante no país, apesar da garantia constitucional desse direito. A idéia é a criação de um laboratório permanente, reunindo profissionais, professores, estudantes e curiosos em geral.

A programação cultural segue a mesma trilha e também trará à São Luís nomes importantes do cenário alternativo nacional. Além das atrações locais, todas com alguma ligação com a temática do evento pioneiro.

Hoje (22), a partir das 22h, na Praça Nauro Machado, onde se concentrará a programação cultural do Laboratório Internacional de Mídias Livres, sobem ao palco a Banda Pedra Polida, Lena Machado e Choro Pungado, Banda Kazamata e o alagoano Wado.

Amanhã (23), a festa começa mais cedo, no mesmo local. Às 19h o palco estará livre para bandas e/ou artistas que desejem mostrar seu trabalho. Interessados em participar devem se inscrever pelo site http://www.laboratoriodemidiaslivres.org. Às 20h, o DJ Pedro Sobrinho comanda as pick-ups na festa Mixando o Mundo. E a partir das 22h acontecem shows de Erivaldo Gomes e Didã, Cesar Teixeira e a banda carioca Fino Coletivo.

WADO – Catarinense de nascimento, Wado reside em Alagoas, onde trabalha na imprensa. De influências várias – o funk, o afoxé, o reggaeton – tem construído sua obra, cujo título mais recente é Terceiro mundo festivo (2008), disponível para download (legal) em seu site, http://www2.uol.com.br/wado.


[Wado. Foto: divulgação]

As periferias do mundo têm produzido música com quase nada de matéria prima. É a seca do sertão juntada a microfones baratos, estúdios caseiros, pouco conhecimento técnico, mas muita vontade e urgência. Entre os títulos de sua discografia há um Manifesto da arte periférica (2001, sua estréia).

Wado já participou do Tim Festival, Projeto Pixinguinha (da Funarte) e de festivais pela Europa. A caravana por ele integrada no Pixinguinha foi escolhida para representar o Brasil quando das comemorações do Ano do Brasil na França, em 2005. O artista tocará em São Luís pela primeira vez, justo no Ano da França no Brasil, 2009.

FINO COLETIVO – Mais que uma banda, o Fino Coletivo é uma reunião de artistas. Com um cd lançado, o homônimo Fino Coletivo já coleciona hits e fãs. Atualmente é formado por Adriano Siri (voz), Alvinho Cabral (guitarra, violão e voz), Alvinho Lancelotti (voz), Daniel Medeiros (baixo, programações e voz) e Marcus Cesar (bateria).


[Fino Coletivo. Foto: divulgação]

O Fino já teve Wado como integrante, mas a distância geográfica entre o Rio de Janeiro da banda e a Alagoas do compositor-jornalista levou-os a trilhar caminhos não tão distintos assim: ambos continuam fazendo boa música. Sorte a nossa.

Bebendo em várias influências, somadas umas às outras, cada integrante trouxe as suas, o Fino Coletivo passeia com desenvoltura e qualidade, principalmente por funk e samba. Parte do repertório do primeiro cd da banda pode ser ouvido em http://www.myspace.com/finocoletivo. O site oficial, com maiores informações, é http://www.finocoletivo.com/. Também é a primeira vez que eles vêm à São Luís.

O Laboratório Internacional de Mídias Livres é uma realização da Universidade Federal do Maranhão, Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão, FAPEMA e diversas organizações da sociedade civil. A programação completa do Laboratório Internacional de Mídias Livres pode ser acessada pelo site http://www.laboratoriodemidiaslivres.org ou pelo blogue http://laboratoriodemidiaslivres.blogspot.com.

[Texto do blogueiro publicado no site da Secma e distribuído aos meios de comunicação maranhenses]

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

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