Cinema pela Verdade em junho em São Luís

Até agosto de 2013 todos os estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, receberão a segunda edição da mostra Cinema pela Verdade, realização do Instituto Cultura em Movimento (ICEM) em parceria com o Ministério da Justiça (MJ), através de projeto contemplado em edital da Comissão da Anistia.

Em São Luís as sessões acontecerão entre os dias 13 e 28 de junho, na UFMA (Campus Universitário do Bacanga) e UEMA (Cidade Universitária Paulo VI, São Cristóvão, e Faculdade de Arquitetura, Praia Grande)

O propósito da mostra é a exibição de filmes sobre as ditaduras militares na América Latina. Após cada sessão há uma mesa de debates sobre o filme exibido, com a participação de professores, jornalistas, cineastas, historiadores e estudiosos do tema.

Quatro filmes integram a edição 2013 da mostra, que tem como agente mobilizadora em São Luís Dinalva dos Anjos, estudante de Educação Artística (UFMA), recentemente selecionada para a exposição coletiva Pinhole al redor del mundo, tendo fotografias realizadas com a técnica exposts nas cidades de Guayaquil e Manta, no Equador. Maiores informações pelo telefone (98) 8801-3681 e/ou e-mail dinalvadosanjos@hotmail.com

Dividindo a mesa com os professores Murilo Santos (UMA) e Paulo Rios (Faculdade São Luís), este blogueiro comentará No após sua exibição na UEMA (Paulo VI), dia 14 de junho, às 8h30min.

Confira a seguir as sinopses (com informações do release da mostra) e a programação da mostra Cinema pela Verdade em São Luís (abaixo apenas as sessões já confirmadas, o blogue voltará ao assunto, informando de novas).

Eu me lembro, de Luiz Fernando Lobo. Exibido no Festival Internacional do Rio de Janeiro, o documentário acompanhou cinco anos das caravanas da Anistia e reconstrói a luta dos perseguidos por reparação, memória, verdade e justiça por meio de imagens de arquivo e de entrevistas. Sessões: 13 de junho, 8h30min, UEMA (Paulo VI) e 19, 14h30min, UFMA.

Infância Clandestina, de Benjamín Ávila. Representante argentino ao Oscar 2013, categoria melhor filme estrangeiro. Argentina, 1979. Juan, assim como seus pais e seu tio leva uma vida clandestina. Fora do berço familiar ele precisa manter as aparências pelo bem da família, que luta contra a ditadura militar que governa o país. Sessões: 20, 14h30min, UFMA, e 28, 18h30min, UEMA (Arquitetura, Praia Grande).

Marighella, de Isa Grinspum Ferraz. Ganhador do Prêmio de melhor longa-metragem da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul em 2012. Carlos Marighella foi o maior inimigo da ditadura militar no Brasil. Este líder comunista e parlamentar foi preso e torturado, e tornou-se famoso por ter redigido o Manual do Guerrilheiro Urbano. Sessão: 27, 18h30min, UEMA (Arquitetura, Praia Grande).

No, de Pablo Larraín. Concorreu ao Oscar 2013 na categoria melhor filme estrangeiro. Pressionado pela comunidade internacional, o ditador Augusto Pinochet aceita realizar um plebiscito nacional para definir sua continuidade ou não no poder. Os líderes do governo contratam René Saavedra para coordenar a campanha contra a manutenção de Pinochet. Sessões: 14, 8h30min, UEMA (Paulo VI), e 18, 14h30min, UFMA.

7ª. Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul: confira a programação de hoje (26)

Já já, a partir das 13h, continua a programação (gratuita) da 7ª. Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que na capital maranhense é apresentada no Teatro da Cidade de São Luís (antigo Cine Roxy). A sessão de abertura, ontem, mais que lotou o espaço. Recomenda-se chegar meia hora antes das sessões para a retirada dos ingressos na bilheteria. Confira a programação de hoje (26).

13h

Olho de Boi (Diego Lisboa, Brasil, 19 min., 2011, ficção). Junca, um menino que vive na periferia de Salvador, ganha um par de sapatos sem cadarços de presente. Ele quer ir à escola com os sapatos, mas precisa enfrentar seu pai, os meninos mais velhos da rua e sua própria fé. | Direito da Criança e do Adolescente | Diversidade Religiosa

Funeral à Cigana (Fernando Honesko, Brasil, 15 min, 2012, ficção) Após a morte do pai, líder cigano deve transportar o corpo à sua cidade natal para atender o desejo de sua mãe. Mas ele enfrenta várias dificuldades para viver suas tradições plenamente. | Direito das Populações Tradicionais

Carne e Osso (Caio Cavechini/ Carlos Juliano Barros, Brasil, 52 min., 2011, documentário) Reportagem que denuncia as duríssimas condições de trabalho nos abatedouros e frigoríficos brasileiros, com jornadas cada vez mais estafantes, penosas e perigosas. A exigência de um rendimento crescente nas linhas de produção penaliza os trabalhadores, que desenvolvem doenças e muitos deles acabam incapacitados para exercer qualquer tipo de tarefa. | Direito ao Trabalho Decente| Combate ao Trabalho Escravo.

Classificação indicativa da sessão: 12 anos

15h

O Fio da Memória (Eduardo Coutinho, Brasil, 115 min., 1991, documentário) Grande mosaico sobre a experiência negra no Brasil, centrado na figura do artista popular Gabriel Joaquim dos Santos, filho de ex-escravos, trabalhador das salinas de São Pedro da Aldeia (RJ). Seus diários, presentes no filme como uma voz narrativa, permitem compreender alguns impasses da inserção do negro na sociedade brasileira após a libertação dos escravos. | Igualdade Racial.

Classificação Indicativa: livre

17h

Elvis & Madona (Marcelo Lattiffe, Brasil, 105 min., 2010, ficção) Madona é uma travesti que ganha a vida como cabeleireira num salão em Copacabana. Depois de anos de luta para realizar um show em homenagem ao Teatro Rebolado, Madona tem seu dinheiro roubado pelo amante. Enquanto pensa em uma estratégia para conseguir resgatar a quantia roubada, Madona conhece Elvis, entregadora de pizza que sonha em ser fotógrafa de jornal. Elvis e Madona se apaixonam, apesar dos obstáculos colocados pelo ex-amante. | Cidadania LGBT | Diversidade Sexual

Classificação Indicativa: 12 anos

19h

Marighella (Isa Grinspum Ferraz, Brasil, 100 min., 2012, documentário) Maior nome da militância de esquerda no Brasil dos anos 1960, Carlos Marighella participou dos principais acontecimentos políticos do país entre 1930 e 1969. Dirigido por sua sobrinha, o documentário é uma construção histórica e afetiva sobre este homem que era considerado o maior inimigo da ditadura militar e foi líder comunista, vítima de prisões e tortura, parlamentar, autor de Manual do Guerrilheiro Urbano, publicado mundialmente em diversos idiomas. | Combate à Tortura | Direito à Memória e à Verdade.

Classificação indicativa: 10 anos.