Luiz Jr. Maranhão homenageia Papete em show

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Repertório prestigia músicas que se tornaram clássicas na voz do artista, mas vai além; apresentação terá participações especiais de Josias Sobrinho, Djalma Chaves, Ribinha de Maracanã, dj Pedro Sobrinho e convidado surpresa

O cantor, compositor e multi-instrumentista Luiz Jr. Maranhão. Foto: Ton Bezerra. Divulgação

O legado de Papete será lembrado em show em homenagem ao artista, falecido em 2016. O bacabalense José de Ribamar Viana, seu nome de batismo, é considerado um embaixador da cultura popular maranhense, que ele ajudou a tornar mais conhecida mundo afora. Em 1978 lançou o elepê “Bandeira de aço” (Discos Marcus Pereira), considerado um divisor de águas na música popular brasileira produzida no Maranhão.

O show “Canta Papete”, do cantor, compositor e multi-instrumentista Luiz Jr. Maranhão acontece neste sábado (4), às 21h, no Estaleiro Gastrobar (Rua do Trapiche, Praia Grande, próximo à Praça dos Catraieiros e Casa do Maranhão). O repertório, além dos clássicos do “Bandeira de aço” – assinados por Cesar Teixeira, Josias Sobrinho, Ronaldo Mota e Sérgio Habibe –, passeia por outros compositores gravados por Papete em sua discografia, por músicas que ele gravaria (caso de “Matraca matreira”, de Joãozinho Ribeiro) e por homenagens (“Terreiro”, que Luiz Jr. Maranhão compôs em homenagem a Papete e gravou em seu disco com a participação do homenageado).

“O repertório consiste nas músicas consagradas pelo Papete, começando pelo “Bandeira de aço”, mas eu dei uma atualizada, fazendo um exercício de pensar também em músicas que Papete poderia ter gravado, músicas atuais da cultura popular do Maranhão, além de três músicas autorais, “Saudade de São João”, que eu lancei o videoclipe ano passado, “Zabumbada na ilha” e “Boizinho guerreiro”, que eu fiz em parceria com Celso Borges”, antecipa Luiz Jr. Maranhão.

Luiz Jr. Maranhão (violão sete cordas, guitarra e viola caipira) será acompanhado por Dark (bateria), Marquinhos Carcará (percussão), Cleuton Silva (baixo), Edinho Bastos (guitarra), Murilo Rego (teclado), Danilo Santos (saxofone e flauta) e Hugo Carafunim (trompete). O show contará ainda com as participações especiais do dj Pedro Sobrinho e dos cantores e compositores Josias Sobrinho, Djalma Chaves e Ribinha de Maracanã, além de uma participação surpresa.

Os ingressos custam R$ 50,00 (individual), R$ 90,00 (casadinha) e R$ 250,00 (mesa) e podem ser reservados ou adquiridos antecipadamente pelo telefone/whatsapp (98) 99112-5481 (Tatiana Ramos). A produção é da RicoChoro Produções Culturais.

Serviço
O quê: show “Canta Papete”
Quem: Luiz Jr. Maranhão e banda. Participações especiais: Josias Sobrinho, Djalma Chaves, Ribinha de Maracanã, dj Pedro Sobrinho e convidado surpresa
Onde: Estaleiro Gastrobar (Rua do Trapiche, Praia Grande; próximo à Praça dos Catraieiros e Casa do Maranhão)
Quando: dia 4 (sábado), às 21h
Quanto: R$ 50,00 (individual), R$ 90,00 (casadinha) e R$ 250,00 (mesa)
Informações, reservas e vendas antecipadas: (98) 99112-5481 (Tatiana Ramos).
Produção: RicoChoro Produções Culturais.

Obituário: Papete

Papete em clique de Marcio Vasconcelos
Papete em clique de Marcio Vasconcelos

A despeito das controvérsias, da aura mítica e das diversas lendas em torno do LP Bandeira de aço [1978], desde sua feitura, iniciativa do desbravador Marcus Pereira, até os dias atuais, e já lá se vão quase 40 anos, Papete (8/11/1947-26/5/2016), falecido ontem, após meses de batalha contra um câncer de próstata, acabou por tornar-se uma das vozes mais importantes da cultura popular do Maranhão.

Bandeira de aço foi o disco mais lembrado da música popular produzida no Maranhão desde 1972 em enquete realizada pelo jornal Vias de Fato.

Papete contribuiu para tornar nacionalmente conhecidos ritmos como o bumba meu boi, o tambor de crioula e o tambor de mina, entre outros. Será para sempre lembrado como um grande intérprete de clássicos do cancioneiro do Maranhão, particularmente o do período junino.

Como percussionista acompanhou artistas de outras searas, entre os quais Almir Sater, Chico Buarque, Diana Pequeno, Dominguinhos, Erasmo Dibell, Jane Duboc, João Bá, Josias Sobrinho, Marília Gabriela (sim, a apresentadora!), Osvaldinho da Cuíca, Passoca, Paulinho da Viola, Paulinho Nogueira, Renato Teixeira, Rita Lee, Toquinho e Veronica Ferriani.

Não à toa muita gente costuma se referir a clássicos de nomes como Cesar Teixeira, Josias Sobrinho, Ronaldo Mota, Sérgio Habibe – os quatro gravados por ele em Bandeira de aço –, Chico Maranhão, Donato, Humberto de Maracanã, Manequinho e Ronald Pinheiro, entre muitos outros, como “aquela música de Papete”. O que pouca gente sabe é que Papete compunha muito raramente, embora tenha sido parceiro de nomes como Celso Borges e Chico Saldanha.

Há um ano lançou o livro Os senhores cantadores, amos e poetas do Bumba meu boi do Maranhão, com CDs e dvd revelando o pesquisador que ele já era antes mesmo da obra, que conta com músicas, depoimentos e fotografias – realizadas por Marcio Vasconcelos.

Seu último disco de carreira foi o duplo Sr. José de Ribamar e outras praias [2013], cujo título aludia ao nome de batismo do bacabalense, José de Ribamar Viana, e à sua versatilidade, registrando um leque amplo de compositores – mas voltando às origens: o segundo disco era uma regravação de Bandeira de aço, com a ordem das faixas alteradas.

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