A notícia

Eu era um molecote que sequer tinha idade para tomar cerveja e, portanto, não bebia. Mas estava no bar, o saudoso Giovani, saudoso o bar, o ex-proprietário ainda está entre nós, em Rosário/MA, acompanhado de uns tios. Fran Gomes, atração da casa entre o fim de tarde e início da noite, certamente não lembra do episódio e nem teria por que.

Ele se apresentava, voz e violão, no local. Nossa mesa era próxima do palco. Eu, regado a refrigerante e com um conhecimento razoável de música brasileira para um garoto de minha idade, 14 anos?, 15?, 16?, adivinhava compositores e intérpretes das músicas com que ele agraciava o público presente, além de pedir-lhe músicas, algumas atendidas, outras não.

Talvez já “invocado” com minha “saliência”, a certa altura Fran Gomes lançou-me uma espécie de desafio: disse que ia tocar uma música que eu não conhecia. Duvidei. Dito e feito. Cantou a música abaixo, de Celso Viáfora e Vicente Barreto, pela qual apaixonei-me à primeira audição e, à época, não sosseguei até tê-la em disco em minha modesta coleção.

Um hino em tempo em que índios já não são salvos por guardas marinhos, muito pelo contrário.