Arquivo da categoria: humor

Enquanto isso, na Federa de Nataino Sagado…

pê-Na pê-brin-pê-ca-pê-dei-pê-ra pê-do pê-pê, você insere a sílaba pê entre as sílabas das palavras. Na da UFMA, sede da reunião anual da SBPC, que começa amanhã, a onda é cortar a etra L, inúti…

Não sei de quem é a foto, a que cheguei via Sonique Mota, leitoratenta deste blogue, via facebook. Coitado do Cebolinha!

 

O circo tem palhaço

Da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo de hoje:

Sucesso dos anos 80 e separados desde 2000, a dupla de palhaços Atchim & Espirro voltou a se juntar e pretende retomar as apresentações em teatros e na TV. A reestreia será em um comercial de remédio antigripal. Eles gravaram música nova, um rap de Rincón Sapiência produzido por Tejo Damasceno.

“Eu dizia que tínhamos que esperar as crianças que nos viam crescerem para a gente voltar à TV”, diz Eduardo dos Reis, 44, o Atchim. “O que aparecer a gente vai fazer. As crianças de hoje estão carentes”, diz Carlos Alberto de Oliveira, o Espirro, que não revela quantos anos tem. “Palhaço não tem idade. Só digo que sou um pouco mais velho que o Atchim.”

Grifo do blogue no hilário, grande notícia a volta da dupla.

Júlio Gilson

Richard Bittencourt, o Fi, tirando onda com a “polêmica” do momento. Como diria o assessor de Bill Clinton, “é a economia, estúpido!”. Tivesse Carolina Dieckmann posado para uma Playboy da vida e recebido grana por isso, o vazamento das fotos da atriz nua certamente não seria tão comentado nem geraria tanta revolta na Teodoroa de Fina Estampa.

Ao Fi cheguei via Adão (ops!).

Entrevista autêntica

Experiências de uma vida inteira me ensinaram uma regra jornalística verdadeiramente perturbadora: a qualidade de uma entrevista não depende do espírito e do saber do entrevistado e sim do grau de inteligência do entrevistador que leva a coisa para a impressão.

A entrevista real

Shalom, sr. Tola’at Shani. Meu nome é Ben. Fui mandado aqui pela redação. Procurá-lo. Quer dizer: para uma entrevista.”

“Sente-se, jovem. Estou às suas ordens.”

“Nada mau, sua barraca. Tem classe. Palavra. Tem porão?”

“Ao que eu saiba, tem.”

“E ainda tem jardim na frente. Cabanas deste tipo custam caro, não é?”

“É verdade.”

“Pois é. Como já disse, estou aqui para entrevistá-lo sobre o romance histórico que escreveu. Foi o senhor mesmo que escreveu, não é?”

“Acabo de terminar a obra.”

“Ótimo. Então, o senhor já acabou o romance. Como se chama?”

Tu és pó.”

“Por que me trata por “tu”, de repente?”

“É o título do meu novo livro.”

“Ah, sim. Certamente fará um enorme sucesso. Como todos os seus livros. O senhor só tem escrito sucessos.”

“Faço o possível. Mas se o consigo, isto se deve aos leitores.”

“Palavras de ouro. E por que, sr. Tola’at Shani, escreveu aquele pó, ou melhor, aquele romance ou o que quer que seja, quero dizer, por que escreveu o livro? Justamente agora?”

“Por favor, seja um pouco mais claro.”

“Certo. Para mim, não faz diferença. Quero dizer, o que queria saber é: de que trata a coisa?”

“Se entendi bem, o senhor quer conhecer o enredo da minha mais nova criação.”

“O enredo, correto. Eu já disse isso.”

“Não vai fazer anotações?”

“Não preciso. Guardo na cabeça. Tudo. Inclusive o enredo. O que é o enredo?”

“Meu romance descreve um panorama das fraquezas e paixões humanas. Passa-se durante a Segunda Guerra Mundial. Seu herói é um soldado da Brigada Judaica. A jovem e bonita filha do prefeito de uma cidadezinha no sul da Itália apaixona-se por ele.”

“O senhor disse “soldado”. Na história ocorrem certamente umas pancadarias de primeira, não?”

“Como é?”

“Pancadarias, quero dizer, lutas.”

“Certamente, descrevo algumas ações militares, porém só de passagem. Trata-se, principalmente, do conflito interno, provocado pela guerra cruel, na alma do nosso soldado.”

“O que quer dizer “nosso soldado”? Soldado de quem?”

“O soldado do romance.”

“Ah, isso. O senhor devia ter sido mais claro. Então, o que é que há com ele?”

“No peito desse soldado trava-se uma luta entre seu fervente patriotismo e seus sentimentos de ódio contra a guerra desumana.”

“Quem ganha? E que quadro é esse?”

“Que quadro?”

“Aquele, na parede, ali.”

“Não é quadro, meu jovem, é meu diploma.”

“Diploma. Muito bem. Um diploma de quê? Não importa. Então, seu livro sobre a Itália é uma história verdadeira?”

“Até certo ponto. O cenário é autêntico, mas a história propriamente é uma variação sobre o tema da Antígona, de Sófocles.”

“Do quê?”

“Sófocles. Um autor de tragédias grego.”

“Já ouvi falar. O senhor tem toda a razão. Mas o senhor já disse algo contra a guerra.”

“Antígona era filha do rei Édipo.”

“Claro. Édipo. Aquele da psicanálise. Nada mau. É esta, então, sua story, não é?”

“A story tem, forçosamente, caráter local. Mas sua mensagem é universal. Uma espécie de levantamento da situação da nossa época. O amigo não quer mesmo fazer umas poucas anotações?”

“Para quê? Eu me lembro de tudo. Não se preocupe. Mais alguma coisa?… Ah, sim: creio que o senhor está transbordando de alegria, não é?”

“Por quê?”

“Quando alguém termina de escrever algo, não deve transbordar de alegria?”

“Hum. É possível. Creio que sim.”

A entrevista publicada

TRANSBORDANDO DE ALEGRIA!

É o que diz o autor do romance O aspirador de pó, numa entrevista exclusiva para nosso colaborador.

O conhecido escritor Tola’at Shani me recebeu no seu lar, para uma entrevista exclusiva. Ocasião: a publicação de seu novo romance, para o qual o autor vaticina um estrondoso sucesso.

Estou sentado diante do poeta, em seu estúdio mobiliado com extremo bom gosto. Observo seu perfil de linhas pronunciadas, a figura esbelta, os dedos finos, nervosos. Pela janela, pode-se apreciar a vista do bairro. É tardinha.

Tola’at Shani: Gosta da minha casa?

Eu: Nada mau.

T. Sh. (orgulhoso): Tem jardim na frente, três cômodos e meio e água encanada. Casas assim são muito, muito caras.

Eu: Dá licença de perguntar sobre o enredo de seu novo romance?

T. Sh.: Com prazer. Há um major na Brigada Judaica, pois a história se passa no estrangeiro, num domingo. E há muito tiroteio e outros choques. Em suma, uma tremenda confusão. Há ainda uma jovem filha na cidade italiana, uma figura quase clássica, como se fosse estrela de cinema. Ela tem um caso com um rapaz, um escritor, um que anda sonhando, um sonhador, por assim dizer, um bailarino-no-sonho…

Eu: É um de nossos soldados, não é?

T. Sh.: Correto. Em casa ele ainda é universitário, o soldado, e estuda uma porção de coisas. Mas agora, como soldado, caiu num conflito, quer dizer, numa rivalidade pela moça. Ela se chama Shula…

Eu (interrompo): Um instante, prezado amigo. Shula. Isso soa como tragédia grega.

T. Sh.: Correto. Acertou em cheio. E essa moça, como é seu nome?, é contra a guerra e louca por… por…

Eu: Édipo?

T. Sh.: Exato. Construí a coisa assim, para formular o complexo diretamente da tragédia de Sypholux. Eu devia ter dito ao senhor que nosso soldado tende um pouco para a “coluna-do-meio”, o senhor me entende. Mas não o demonstra. Além do mais, a história é verdadeira.

Eu: Pode-se dizer que se trata de um balanço da época atômica?

T. Sh. (surpreso): O senhor acha?

Eu: Sem dúvida.

T. Sh.: Está bem. Eu não costumo dar muitas voltas para chegar ao assunto. Lá, na parede, o senhor vê meu diploma.

Eu: Magnífico, Tola’at Shani.

T. Sh.: Diplomas não se ganham sem mais nem menos, o senhor sabe. Mais alguma coisa?

Eu: Uma última pergunta: o senhor está feliz por ter terminado O aspirador de pó?

T. Sh.: Estou transbordando de alegria.

&

Efraim Kishon, Como aborrecer um guarda (p. 15-18). 3ª. ed. São Paulo: Círculo do Livro, 1988.

De novo: qualquer semelhança com o jornalismo cometido pela maioria absoluta de nossos jorna(l)is(tas) não é mera coincidência.

Lançamento duplo no Papoético

Dyl Pires lança O perdedor de tempo, reunião de poemas, e Bruno Azevêdo e Karla Freire lançam a reunião de fototiras que “conta” o primeiro ano de Isabel, filha do casal (abaixo, na foto que traz detalhes sobre os lançamentos, clica que amplia!, pai, filha e o gato Marreco, personagem das fototiras), Isabel comics! – ano I, mais detalhes aqui em breve.

Adão

“Intelequituais” ufanóides continuam “vendendo” São Luís como Athenas Brasileira enquanto a cidade fecha, uma a uma, suas livrarias e a gente encontra inúmeros exemplares deste personagem de Adão a qualquer hora, em qualquer shopping center, que abrem (mesmo inacabados), um a um, violando legislações ambientais e sem trazer novas livrarias entre suas lojas.

Separadas pelo nascimento

A (des)governadora Roseana Sarney, fazendo o que mais entende...
... e a bruxa Maga Patalógica, cujo maior sonho é roubar a moeda número 1 do Tio Patinhas

Com todo respeito deste blogue à personagem de Walt Disney.

Mundo, mundo, vasto mundo/ se eu me chamasse Raimundo…

O blogue dedica este post a Bruno Azevêdo (brega é tu!) e Ricarte Almeida Santos, que outro dia, em meio ao expediente, cantou o trecho da música que vocês lerão na prosa abaixo.

TUDO É RAIMUNDO

Ventania, agitador cultural, botou um bar. No dia sete de setembro, depois do desfile dos colégios, Roberto Baresi sentou-se e pediu uma cerveja. Outros estudantes, vendo que a cerveja estava véu de noiva, super-gelada, imediatamente lotaram o ambiente. Eram vários pedidos ao mesmo tempo:

“Ventania, traz uma cerveja… Ventania, um refrigerante… Ventania, uma água mineral…”

Neste intervalo, alguém gritava…

“Ventania, bota Raimundo Fagner.”

A correria continuava e os estudantes pedindo cervejas, refrigerantes, água mineral e o rapaz cada vez mais alto gritava:

“Ventania, bota Raimundo Fagner.”

Depois de muita insistência do rapaz, Ventania entra no bar e grita:

“Lá vai a música.”

De repente se ouve uma introdução com ritmo brega e uma voz rouca brada nas caixas de som:

“Minha Santa Inês, minha terra querida…”

Raivoso, o rapaz rebate:

“Porra, Ventania, esse aí não é o Raimundo Fagner não, é o Raimundo Soldado!”

E cansado, Ventania finaliza:

“Tudo é Raimundo… e esse aqui é melhor ainda porque ele é soldado e além de tudo é maranhense.”

&

Zé Lopes, Bacabal – Cenas de um capítulo passado. São Luís: Edições Secma, 2009

Feliz Pitomba! nova!

Bobos da corte maranhense refestelam-se no carnaval carioca: o povo paga a conta

Ontem encaminhei ao Vias de Fato a página de cultura da edição deste mês, que chegará às bancas junto com o terceiro número da revista Pitomba!: o lançamento desta está marcado para esta sexta (16), às 19h, no Bar do Porto, aberto ao público (a revista custa R$ 5,00).

O que fiz para o jornal “que não foge da raia”: uma retrospectiva cultural. Diversas personalidades da cultura do Maranhão responderam à pergunta “para o bem ou para o mal, no campo cultural, o que você destacaria numa retrospectiva particular do ano que se encerra?”

O resultado você poderá conferir na edição impressa do Vias de Fato (aqueles que foram questionados por e-mail e responderam após o fechamento da edição terão suas respostas publicadas cá no blogue, junto das dos que responderam a tempo) e talvez você estranhe eu tanto falar do jornal quando o post deseja outra coisa.

O lance é o seguinte: entre as boas lembranças de alguns agentes culturais está o nascimento, a consolidação da revista Pitomba! Houve mesmo quem lembrasse da polêmica, de que tomou parte este blogue, envolvendo a publicação e o leitor-livreiro José Lorêdo, cujo texto que remonta à inquisição, acabou indo parar nas páginas do número 3 da de-vez-em-quandal editada por Bruno Azevêdo, Celso Borges e Reuben da Cunha Rocha. Dúvida que não quer calar: venderá a livraria Resistência Cultural este número da Pitomba!?

Abre este post poster encartado no caroço da revista, publicado com exclusividade neste blogue, retratando personalidades como a cantora Alcione, o secretário de saúde Ricardo Murad, o de cultura Luiz Bulcão, a governadora Roseana Sarney, o “sempre ridículo” Pergentino Holanda (cf. Flávio Reis) e outros “poderosos”, baba-ovos e quetais. Os maranhenses na festa carioca da Beija-Flor, paga com dinheiro dos que não serão convidados para esta festa podre. O derramamento de dinheiro público para bancar o carnaval alheio, de samba-enredo fruto de ensandecimento coletivo, foi outro fato lembrado na retrospectiva cultural do Vias de Fato, “para o mal”.

Apesar da turma ilustrada por Joka, 2011 fecha com saldo positivo, as sobrevivências de Pitomba! e Vias de Fato, sem o apoio de quaisquer verbas governamentais, provas incontestes disso, exceto, é claro, em se tratando das contas bancárias dos editores das publicações.

Abaixo, detalhes sobre o lançamento do novo número da Pitomba! e os nomes de quem está nesta edição.

De piadas sobre a Via Expressa: a coisa é séria

Escrevi o texto Violações de direitos: primeira carga transportada pela Via Expressa na condição de assessor de comunicação da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, entidade que recebeu ontem (17) a visita de um grupo de moradores da Vila Vinhais Velho, denunciando os desmandos, o descaso e o terror com que o Governo do Estado tem tocado sua megaobra “para os 400 anos de São Luís”. Em pouco tempo, o texto já ganhou repercussão no Portal Vermelho, no site do jornal Vias de Fato e no blogue de Ricarte Almeida Santos.

Comecei o texto com uma piada, que tenho ouvido e contado recorrentemente, em mesas de bar e por aí afora: o governo de Roseana Sarney está gastando mais com a propaganda da obra que com a obra em si. Outras duas piadas que sempre ouço: a Via Expressa vai se chamar Marginal Roseana Sarney; e, com a estadualização da mesma, será a MA 171.

Outra piada que ouvi, após a publicação do texto, foi a pergunta inteligente de Aline Coelho, no tuiter: “teriam os engenheiros contratados por Roseana Sarney planejado a Via Expressa a partir do Google Maps?” Seria cômico se não fosse trágico.

Para denunciar o que vêm sofrendo, moradores da Vila Vinhais Velho organizarão sábado (22), um café da manhã, para o qual estão convidando entidades, organizações, meios de comunicação (os que não têm compromi$$o$ financeiro$ com a veiculação de comerciai$ da megaobra e outra$ verba$ da comunicação governamental) e outros interessados no assunto. Detalhes aqui.