Espetáculo online relembra grandeza da era de ouro do rádio

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O cantor Almeida Marcus. Foto: Almir Praseres. Divulgação

O espetáculo online “A era do rádio”, do cantor Almeida Marcus, é um primor. Tudo foi pensado de modo a garantir aos amantes de um repertório consolidado no inconsciente coletivo uma espécie de viagem no tempo – mas engana-se quem pensa que o show virtual vai agradar apenas a saudosistas. É também uma tentativa de aprofundar o interesse das novas gerações por gêneros como bolero, samba-canção, valsa, choro, fox etc.

Já na abertura a voz do produtor e mestre de cerimônias Ricarte Almeida Santos soa com um efeito para parecer envelhecida, como se gravada há décadas num acetato. Figurino e cenário (de Rivânio Almeida Santos) também colaboram para que o espectador se sinta em casa – como em casa se sentiam os frequentadores de bares e boates onde esse repertório era incansavelmente praticado ali pelos arredores do surgimento da bossa nova.

São duas horas de espetáculo, conduzido com maestria por Almeida Marcus, cuja intimidade com o repertório vem de berço: com sua avó Bibi, que o criou, o cantor aprendeu a gostar da sonoridade do período que empresta o título ao show, as décadas de 1940 a 60.

A dj Vanessa Serra abre “A era do rádio” criando a ambiência necessária para Almeida Marcus adentrar o estúdio ProAudio, onde o show foi gravado (direção e fotografia de Paulo do Vale). Ela desfila seu repertório a partir de sua coleção de vinis, com a habitual desenvoltura e gingado, um convite à dança, entre números instrumentais e pérolas do repertório de Nelson Gonçalves e Altemar Dutra.

O Conjunto Era de Ouro faz jus ao nome. Almeida Marcus escalou um timaço de feras para acompanhá-lo: Rui Mário (sanfona, teclados e direção musical), Daniel Cavalcanti (trompete), Tiago Fernandes (violão sete cordas), Cleuton Silva (contrabaixo), Fleming (bateria) e Marquinho Carcará (percussão).

Almeida Marcus não se prende ao óbvio: vai de Besame mucho (Consuelo Velasquez) e Quizás, quizás, quizás (Oswaldo Farrés) a Entre espumas (Roberto Müller), A volta do boêmio (Adelino Moreira) e Caminhemos (Herivelto Martins), as duas últimas hits do repertório de Nelson Gonçalves.

A cantora Célia Maria. Foto: Almir Praseres. Divulgação

Reconhecida como uma das mais belas vozes da música popular brasileira produzida no Maranhão, Célia Maria fez praticamente um show dentro do show. Uma participação digna do adjetivo especial, um desfile de pérolas: Hino ao amor (Edith Piaf/ Marguerite Monnot. Versão: Odair Marsano), Atiraste uma pedra (David Nasser/ Herivelto Martins), Alguém me disse (Jair Amorim/ Evaldo Gouveia), Manhã de carnaval (Luiz Bonfá/ Antonio Maria) e Carinhoso (Pixinguinha/ João de Barro), cantada em dueto com o anfitrião.

Antes e depois da diva, Vanessa ainda pilotou suas pick-ups, transpondo o limite da era de ouro, ao lembrar clássicos como Fitipaldiando (Oberdan Oliveira), sucesso de Nonato e Seu Conjunto, e A raposa e as uvas (Reginaldo Rossi).

Almeida Marcus está ansioso por retornar aos palcos. Enquanto isto não é possível, caprichou: não há nada fora do lugar em “A era do rádio”. Antes de encerrar o cantor desfilou ainda sucessos como Nada além (Custódio Mesquita/ Mário Lago), Anos dourados (Tom Jobim/ Chico Buarque), Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues) e Perfídia (Alberto Dominguez. Versão: Lamartine Babo), clássico absoluto em qualquer seresta que se preze.

“A era do rádio” tem patrocínio da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, cujos recursos no Maranhão são administrados pela Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma). O vídeo será disponibilizado hoje (15), às 18h, no canal RicoChoro ComVida no youtube.

Com quase 200 inscritos, Trilhas e Tons encerra sua sexta temporada

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Oficina percorreu sete municípios maranhenses em 2021

O instrutor Nosly ministra oficina em São Luís Gonzaga. Foto: divulgação

“É como se fosse um caminho, para nós que já temos conhecimento, mesmo que seja pouco, para que possamos absorver muito mais da música, que é um universo infinito. Para mim foi muito bom, foi muito gratificante participar dessa oficina”. É o que diz Eduardo Paulino, um dos alunos certificados pela oficina “Trilhas e Tons – Teoria musical aplicada à música popular” em São Luís Gonzaga, sétima cidade percorrida pelo projeto em 2021, com patrocínio da Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

Além de São Luís Gonzaga, a oficina visitou também os municípios de Vitorino Freire, São Luís, Paço do Lumiar, Matinha, Açailândia e Lagoa Grande do Maranhão, com 195 cursistas inscritos e 165 certificados ao fim da jornada.

Marilene de Sousa Jerônimo Apoliano, secretária municipal de Cultura de São Luís Gonzaga, reconhece a importância de Trilhas e Tons: “De grande relevância para o nosso município, a equipe envolvida é super competente e muito cuidadosa, o material didático é excelente e o instrutor utiliza uma ótima metodologia. Os alunos ficaram agradecidos pela oportunidade de termos recebidos essa oficina na nossa cidade. Nosly, Zara e Mauro são excelentes profissionais. São Luís Gonzaga agradece pela oficina”, declarou.

Para Nosly, instrutor da oficina, “é sempre recompensador fazer essa troca. As aulas nunca acontecem no automático, por que em cada cidade são pessoas diferentes, com experiências diferentes, níveis de conhecimento diferentes. A gente ensina, mas também aprende, percebendo na prática o ensinamento de Paulo Freire, num tempo em que o patrono da educação brasileira sofre tantos ataques. A nossa oficina soma educação e cultura, ferramentas necessárias para que a gente possa vislumbrar um horizonte melhor para nossa gente”.

A maior parte dos que assistiram às 20 horas aula da oficina em cada município é formada por estudantes (60%), seguida por professores (18%), agricultores (4%), autônomos (3%) e funcionários públicos (2%); outras profissões somam 13%. No recorte por faixa etária, alunos de 16 a 20 anos somam 32%, seguidos por alunos de 21 a 40 anos (27%), até 15 anos (25%), de 41 a 60 (10%) e acima de 60 anos (6%).

“Eu fui indicado para participar do projeto pela diretora da escola Roseli Nunes, escola do MST, que ensina em tempo integral. Eu sempre fui da música; eu sou filho da terra, lavrador, e para mim foi muito fascinante. É um pouco rápido, mas abre um leque de possibilidades; não ensina tudo de música, mas os princípios básicos, que nos dão um degrau, pra que a gente suba e aprenda muito mais. Eu já tinha um certo conhecimento, mas era pouco perto do que eu aprendi na oficina”, reconhece o aluno Wanderson Moreira, de Lagoa Grande.

“Oportunidades como essa a gente não deve deixar passar. O professor deu de si o melhor para nós. Eu agradeço a equipe organizadora, que se empenhou para transmitir para nós um belo conhecimento, na música, nos instrumentos”, agradece Gilvan Martins, também cursista em São Luís Gonzaga.

Moisés Cruz é professor de música em São Luís Gonzaga. “As aulas trazem uma abordagem sobre assuntos como harmonia, melodia, aborda todos os temas musicais. A gente aproveitou para aprofundar alguns temas, relembrar outros assuntos que estudamos e acabam ficando pra trás. Para mim foi uma oportunidade de ter uma experiência mais ampla, o que tem sido para mim um momento especial, único. A gente não tinha muito essa chance de ter esse conhecimento mais próximo da gente. Eu vou levar isso para minha vida, para minha sala de aula, para meus alunos”, afirma.

Ministrada por Nosly, coordenada por Wilson Zara, com assistência de Mauro Izzy, três nomes bastante reconhecidos no cenário da música produzida no Maranhão, a oficina “Trilhas e Tons – teoria musical aplicada à música popular” já percorreu, desde 2013, 59 cidades maranhenses, certificando 1.498 cursistas (de um total de 1.535 inscritos). Ao final de cada turma, sempre há um show com a equipe do projeto e a participação de cursistas, com entrada franca.

“O projeto vem se consolidando, os alunos aprendem, e a gente vai aprendendo também. Estamos mais maduros. No início do projeto, lá em 2013, a gente tinha dificuldades em estabelecer parcerias para chegar aos municípios, e hoje a gente é procurado, o que demonstra a demanda crescente pela formação e qualificação de nossos músicos. A oficina, como toda atividade artística e cultural, foi afetada pela pandemia. Nestes sete municípios visitados pelo projeto este ano, todos os cuidados foram tomados, e a gente aproveita para salientar a importância da existência de mecanismos como a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, através da qual Trilhas e Tons recebe o patrocínio da Equatorial Maranhão. A gente vai continuar trabalhando para levar formação e entretenimento a todo o Maranhão”, finaliza Wilson Zara.

Um choro abolerado

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Identificados com o universo brega, Marcos Magah e Walfredo Jair são os convidados do último sarau da temporada 2021 de RicoChoro ComVida; as outras atrações são o Quarteto Crivador e a dj Vanessa Serra

O cantor e compositor Marcos Magah. Foto: divulgação
O cantor Walfredo Jair, ídolo seresteiro. Foto: divulgação
A dj Vanessa Serra. Foto: divulgação

O constante estímulo ao diálogo entre diferentes gêneros musicais e gerações distintas é uma premissa do sarau RicoChoro ComVida desde sua origem – e até antes, em outros projetos idealizados e desenvolvidos por Ricarte Almeida Santos.

Puristas sempre torceram os narizes, mas essa estranheza e esse atrito acabam sendo vitamina para a cena musical, que se fortalece com estes encontros, às vezes inusitados.

Se Raul Seixas é hoje considerado um dos maiores nomes do rock nacional e, por que não dizer, da música popular brasileira, pouca gente sabe ou se lembra de que ele foi um dos inventores do brega como o conhecemos hoje, tendo sido guitarrista do disco de estreia de Odair José e fornecedor de sucessos para os repertórios de Diana e Jerry Adriani, entre outros.

Quem for ao sarau RicoChoro ComVida desta sexta-feira (26) vai entender do que se está falando. Marcos Magah e Walfredo Jair são os artistas convidados, ambos nomes identificados com a música brega, cada qual a seu modo. O segundo foi integrante de Os Fantoches, uma das maiores bandas de baile já surgidas em São Luís, e é nome de destaque na noite ludovicense, animando bares, restaurantes e casas noturnas com seu dançante repertório de boleros. O primeiro ajudou a consolidar a cena punk na capital maranhense, como integrante da banda Amnésia, tendo retomado à música alçando voo solo com o lançamento de “Z de vingança” em 2012, disco com pitadas de brega, rock e psicodelia.

Originalmente programado para acontecer no Largo da Igreja do Desterro, em reverência a Walfredo Jair, artista oriundo da região, o sarau RicoChoro ComVida de sexta-feira (26), às 18h, que encerra a temporada 2021 do projeto, terá como palco o mesmo cenário de suas duas edições anteriores: o jardim do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro). O evento é gratuito e aberto ao público.

Walfredo Jair e Marcos Magah serão acompanhados pelo Quarteto Crivador, formado por Fleming Bastos (bateria), Rui Mário (sanfona e direção musical), Tiago Fernandes (violão sete cordas) e Wendell de la Salles (bandolim). O grupo, formado por virtuoses em seus respectivos instrumentos, leva o nome de um dos três tambores da parelha do tambor de crioula, revelando em seu batismo a influência da diversidade rítmica da cultura popular maranhense, em um estreito diálogo entre choro e tambor de crioula, bumba meu boi, lelê, tambor de mina, cacuriá, tribo de índio e coco, entre muitos outros.

Vanessa Serra é a dj convidada desta edição do sarau, que fecha com chave de ouro a temporada 2021 de RicoChoro ComVida. Jornalista de formação, produtora por vocação e pesquisadora musical por hobby transformado em profissão, sua presença tem tudo a ver com o espírito deste sarau, em particular: boleros e sambas-canções, além de temas desbragadamente bregas costumam figurar em suas inspiradas playlists, sem falar, é claro, no choro.

As três edições de RicoChoro ComVida em 2021 foram garantidas por meio da emenda parlamentar 39210011 OGU 2021, destinada pelo deputado federal Bira do Pindaré à Prefeitura Municipal de São Luís, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). O sarau musical tem produção de RicoChoro Produções Culturais, Girassol Produções e Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt, e conta com tradução simultânea em Libras, a língua brasileira de sinais, banheiros acessíveis e assentos preferenciais próximo ao palco.

Divulgação

Serviço

O quê: sarau RicoChoro ComVida
Quem: DJ Vanessa Serra, Quarteto Crivador e os cantores Marcos Magah e Walfredo Jair
Quando: dia 26 de novembro (sexta-feira), às 18h
Onde: Jardim do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro)
Quanto: grátis
Apoio cultural: emenda parlamentar nº. 39210011 OGU 2021, do Deputado Bira do Pindaré à Prefeitura de São Luís
Informações: facebook: ricochorocomvida; instagram: @ricochoro

Era de ouro do rádio será lembrada em transmissão online

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Cantor Almeida Marcus e o grupo Era de Ouro passearão por clássicos do cancioneiro brasileiro; gravação acontece neste domingo (21) e terá participações especiais da cantora Célia Maria e da dj Vanessa Serra

O cantor Almeida Marcus. Foto: divulgação

Uma homenagem à era de ouro do rádio é a proposta do espetáculo musical apresentado pelo cantor Almeida Marcus, acompanhado pelo supergrupo Era de Ouro, com as participações especiais da cantora Célia Maria e da dj Vanessa Serra. O show, que terá transmissão online, será gravado neste domingo (21), no estúdio Pró Áudio. A gravação acontece com recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, no Maranhão administrados pela Secretaria de Estado da Cultura.

Almeida Marcus conta como surgiu a ideia, uma homenagem à sua avó, de quem herdou o bom gosto musical. “A era de ouro do rádio me acompanha desde criança. Foi por meio da minha avó, Benedita, que a gente chamava de vovó Bibi, e, como meus pais moravam no interior, trabalhando, eu morava aqui na capital onde nasci, com ela. Ali eu sempre fui embalado, sempre escutava as músicas dos anos 1920, 30, 40, aquelas músicas na época que o rádio conquistou a sua máxima, vamos dizer assim, apesar de até hoje ele estar aí entre os meios de comunicação. Entre os cantores que eu ouvia estavam Ângela Maria, Herivelto Martins, Lupicínio Rodrigues e assim por diante. Eu sempre gostei de cantar, quando criança eu participei de festivais, participei de escola de samba, na adolescência e na juventude cheguei a cantar em banda, fiz carnavais, e acabei enveredando para a área do samba, onde eu vez ou outra sempre participava em algum momento, mas nada profissionalmente. Até que essa minha avó veio a falecer e eu resolvi homenageá-la e fiz um show no Lítero da Praça João Lisboa. Foi sucesso de público e crítica e desde então eu já realizei duas lives beneficentes, com uma boa arrecadação, já fui contratado para alguns eventos particulares e surgiu essa oportunidade, pela Lei Aldir Blanc”, conta.

“Eu estava no estúdio de Luiz Jr. Maranhão, quando eu pensei em realizar esse show no Lítero de que falei, e a gente conversando, lá estavam Ricarte e Luiz Jr., que por coincidência estava gravando um álbum de Dona Célia. E surgiu o nome dela, em razão de que ele foi comentar sobre o álbum e a gente procurava uma voz feminina e encontrou Dona Célia e desde então ela está presente em todos os eventos da era do rádio, é a nossa dama maior”, revela sobre o convite e a participação da cantora Célia Maria, com a reverência devida.

O supergrupo Era de Ouro. Da esquerda para a direita: Fleming Bastos, Cleuton Silva, Daniel Cavalcante, Rui Mário, Tiago Fernandes e Marquinhos Carcará. Foto: divulgação

Almeida Marcus será acompanhado pelo grupo Era de Ouro, formado por Tiago Fernandes (violão de sete cordas), Daniel Cavalcante (trompete), Cleuton Silva (contrabaixo), Rui Mário (acordeom, teclado e direção musical), Marquinhos Carcará (percussão) e Fleming Bastos (bateria).

A apresentação contará também com a participação da dj Vanessa Serra. “Além de jornalista é uma pesquisadora musical, e Vanessa gosta muito desse tipo de música e tem até uma live dominical chamada “Alvorada”, então o convite foi algo muito natural, tem tudo a ver com o propósito”, elogia Almeida Marcus.

Ele revela as expectativas e agradece novamente a saudosa e querida avó: “É uma mistura de ansiedade, medo, vontade de fazer, e que dê tudo certo. Pena que não pode ser presencial. ainda, por que eu curto mais o lance do show, do público, da presença, mas realizar essa apresentação por meio da Lei Aldir Blanc, ajudar tanta gente, tantos profissionais que estão aí envolvidos em todo esse projeto da era do rádio, que deu certo e que eu agradeço a vovó Bibi”, finaliza.

Serviço

O quê: gravação do espetáculo “A era de ouro do rádio”
Quem: o cantor Almeida Marcus e o grupo Era de Ouro, com participações especiais da cantora Célia Maria e da dj Vanessa Serra
Quando: a gravação acontecerá dia 21, às 19h (a veiculação pelo youtube e redes sociais será divulgada em momento oportuno)
Onde: Estúdio Pró Áudio
Patrocínio: Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, cujos recursos, no Maranhão, são administrados pela Secretaria de Estado da Cultura

Jhoie Araújo celebra retorno aos palcos

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O cantor é uma das atrações do sarau RicoChoro ComVida, que acontece neste sábado (6), no Museu Histórico e Artístico do Maranhão. As outras atrações são a cantora Lena Garcia, o Regional Caçoeira e o dj Victor Hugo

O cantor Jhoie Araújo. Foto: divulgação

“Estou muito feliz pelo convite. O RicoChoro ComVida, além de ter se tornado um evento necessário para o calendário de São Luís, é um importante marco como difusor de cultura e artistas maranhenses. O projeto está me permitindo cantar um repertório que gosto muito e quase não tenho oportunidade de apresentar, por conta das proposições dos locais e eventos que me disponho a cantar pra ganhar a vida”.

O depoimento é do cantor Jhoie Araújo, um dos convidados do sarau RicoChoro ComVida que acontece neste sábado (6), às 17h30, no jardim do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro). Ele divide o palco com a cantora e compositora Lena Garcia e os dois terão como anfitrião o Regional Caçoeira, formado por Wendell Cosme (cavaquinho e bandolim), Tiago Fernandes (violão sete cordas), Wanderson Silva (percussão) e Vitor Monteiro (flauta). O dj da noite é Victor Hugo. O evento tem entrada franca, devendo ser observadas as normas de segurança sanitária vigentes. O uso de máscara é obrigatório.

“O projeto está me possibilitando dividir o palco com a Lena, que além de ser minha amiga, me embalou quase toda manhã no programa Santo de Casa. Quando a conheci, por volta de 2015, fiquei emocionado em saber de quem era a voz por trás da música “Nenhuma estrela”, fora a memória afetiva de vê-la interpretando a canção que ficou em primeiro lugar no festival João do Vale. Estou falando tudo isso pra provar o quanto são incríveis os encontros que RicoChoro ComVida proporciona”, continua Jhoie Araújo.

Ele adianta, mas sem entregar completamente, o que está preparando em termos de repertório, para a apresentação: “reuni cações que gosto de cantar e me levam pra lugares e cenas diversas, um panorama que vai de Cesar Teixeira, passa por Cartola e desemboca em “Kumbaya”, que é uma música do meu amigo Sfanio que tive uma grande felicidade em gravar com a minha banda Baré de Casco”.

O cantor, que como todos os trabalhadores e trabalhadoras da cadeia produtiva da cultura, teve que paralisar as atividades em razão do isolamento social imposto pela pandemia de covid-19, comenta a atual realidade brasileira, a importância da arte para atravessar a crise sanitária, e o retorno aos palcos, no projeto RicoChoro ComVida: “acredito que a maior riqueza que a gente pode ter é a arte, não de uma maneira romântica; passamos por uma treva e a possibilidade, mesmo com restrições, de nos apresentarmos, com responsabilidade, é impagável, afinal, fizemos frente a toda essa desgraça que aconteceu; com certeza contribuímos para manter a sanidade mental nesse período e tentamos desde sempre levar alimento a alma”.

As três edições do sarau RicoChoro ComVida em 2021 foram garantidas por meio da emenda parlamentar 39210011 OGU 2021, destinada pelo deputado federal Bira do Pindaré à Prefeitura Municipal de São Luís, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). O evento tem produção de RicoChoro Produções Culturais, Girassol Produções e Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt, e conta com tradução simultânea em Libras, a língua brasileira de sinais, banheiros acessíveis e assentos preferenciais próximo ao palco.

Serviço

O quê: sarau RicoChoro ComVida
Quem: DJ Victor Hugo, Regional Caçoeira, os cantores Jhoie Araújo e Lena Garcia
Quando: dia 6 de novembro (sábado), pontualmente às 17h30
Onde: Jardim do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro)
Quanto: grátis
Apoio cultural: emenda parlamentar nº. 39210011 OGU 2021, do Deputado Bira do Pindaré à Prefeitura de São Luís
Informações: facebook: ricochorocomvida; instagram: @ricochoro

“Andarilho Parador” e o reencontro de Djalma Chaves e Nosly com o público

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Artistas se apresentam na Concha Acústica Reinaldo Faray (Lagoa da Jansen), dia 7 de novembro (domingo), às 19h

Nosly e Djalma Chaves voltam a se encontrar com o público no próximo dia 7. Foto: Zema Ribeiro

O show “Andarilho Parador”, de Djalma Chaves e Nosly, realizou duas temporadas, entre 2015 e 2018, percorrendo cidades do interior do Maranhão, e capitais brasileiras, como Teresina/PI, Belém/PA e Brasília/DF.

Já havia algum tempo que os amigos não subiam juntos ao palco – situação agravada pela infelizmente ainda vigente pandemia de covid-19 –, mas obedecendo todos os protocolos de segurança sanitária, Djalma Chaves e Nosly voltam a se apresentar neste domingo, 7 de novembro, às 19h, na Concha Acústica Reinaldo Faray (Lagoa da Jansen), em São Luís.

O show tem entrada franca, graças ao patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma), com recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc.

“Tivemos todos que parar de trabalhar durante a pandemia. Isso aconteceu com toda a cadeia produtiva da cultura e também fazemos parte disso. Agora, seguindo todos os protocolos recomendados, voltaremos a desfrutar do calor da plateia”, entusiasma-se Nosly.

“Djalma Chaves é uma das minhas referências e tocar ao lado dele, pra mim, é uma honra muito grande. São muitos anos de amizade fraterna e andanças musicais. Então, resolvemos juntar, levar tudo isso pro palco”, continua.

O nome do show surge a partir da junção do título de dois discos dos artistas: “Andarilho”, de Djalma Chaves, e “Parador”, de Nosly, que depois deste já lançou “Sambas”, inteiramente dedicado a este gênero musical.

““Andarilho Parador” é nosso moto contínuo, nossa engrenagem, amor, afeto e música no palco. Estamos acompanhados, nesse show, de grandes amigos, músicos de altíssimo nível”, elogia Nosly (voz e violão), referindo-se a, além de Djalma Chaves (voz e violão) e ele próprio, Murilo Rêgo (teclados e direção musical), Rui Mário (sanfona), Sued (guitarra), Mauro Travincas (baixo) e Fleming (bateria). A produção é de Tatiana Ramos.

Para Djalma Chaves, a volta aos palcos é motivo de “uma ansiedade muito grande: o artista não vive sem a troca de energia com o seu público. No decorrer da pandemia, eu e Nosly trocamos muitas ideias, virtualmente, e vamos finalmente poder colocá-las em ação nesse reencontro presencial com o nosso público”.

“O repertório do show será composto por músicas autorais, parcerias, além de algumas pérolas do genial conterrâneo João do Vale, com uma mescla de ritmos como pop, xote, bumba meu boi, baião e reggae. Será um show pra cima, com um momento relax onde faremos duas músicas no estilo “um banquinho, um violão””, antecipa Djalma Chaves.

“Tem algumas músicas novas também. O repertório está super alinhado com nossa proposta, de proporcionar à plateia o nosso melhor”, finaliza Nosly.

Serviço

O quê: show musical “Andarilho Parador”
Quem: Djalma Chaves, Nosly e banda
Quando: dia 7 de novembro (domingo), às 19h
Onde: Concha Acústica Reinaldo Faray (Lagoa da Jansen), São Luís/MA
Quanto: grátis
Patrocínio: Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma), com recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc
Informações: facebook.com/andarilhoparador

O fuxico do ano

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Lançamento de single e videoclipe de Alexandra Nicolas no próximo dia 5 de novembro marca sua estreia como compositora

A dona do fuxico. Capa. Reprodução

“Nem te conto”, diz um a outro, morto de vontade de contar. O outro não desdenha e quer saber. Mas o suspense faz parte do jogo. Um se prepara, pigarreia, ganha tempo. Quantos sinônimos há para fuxico? Fofoca, burburinho, mexerico, intriga… O povo aumenta mas não inventa.

Esse release, parece, nada acrescerá de novo. Parece que já está todo mundo sabendo. De quê? Como assim, de quê? Em que mundo vocês vivem? Vocês estão falando sério? Estão por fora? Não estão sabendo de nada? Não estão entendendo nada? Juro que quem não entende sou eu. Em tempos de redes sociais, quando a gente vai mostrar alguma coisa pra alguém, a resposta, invariavelmente, é: vi há cinco minutos.

Mas é sério mesmo que vocês não estão sabendo? Pois eu conto, que eu não tenho papas na língua. É o seguinte, sem arrodeio: a cantora Alexandra Nicolas vai fazer sua estreia dia 5 de novembro. Os apressados hão de me corrigir: que estreia? Alexandra Nicolas tem mais de 20 anos de carreira e dois discos lançados, “Festejos” (2013) e “Feita na pimenta” (2018).

Eu não disse que o povo aumenta mas não inventa? Pois é, vou repetir: dia 5 de novembro Alexandra Nicolas estreia. Como compositora. A data marca o lançamento do single e videoclipe “A dona do fuxico”.

A faixa foi gravada entre o Canadá, onde mora atualmente, e o Brasil, com a participação da família Cordeiro, pai e filho, os mestres da guitarrada paraense, Manoel (baixo, pianos, flauta, synths, guitarra solo, arranjos e direção musical) e Felipe (programação eletrônica, guitarra base e arranjos).

Ah, é? Agora ficaram curiosos? Pois agora peguem uma cadeira, botem na calçada e esperem que já já o single chega. E o videoclipe também, rodado em Chelsea, na província do Quebec, e São José de Ribamar, no Maranhão, com direção, roteiro, direção de produção e produção executiva de Thais Lima. Com elenco formado majoritariamente por não atores, o videoclipe consegue captar a essência do recado musical de Alexandra Nicolas, que não guarda segredo: em questão de tempo o fuxico de que é dona estará na boca do povo.

Tudo preparado com muito capricho como é do feitio da artista. Vocês não vão se arrepender do embalo e certamente pularão das cadeiras de balanço de suas calçadas já entrando na dança – como se o vídeo continuasse fora da tela e ganhasse vida.

Agora, se vocês ainda têm dúvida, só digo duas coisas: por favor, não confundam fuxico com fake news. Como dizem por aí pelas redes sociais: “é verdade este bilhete”. E para quem, tal e qual São Tomé, só acredita vendo, deixo que a própria Alexandra Nicolas, a dona do fuxico, conte estas boas novas para vocês. Leiam o que ela me disse – eu não sou o dono, mas ajudo a espalhar.

Lançamentos de single e videoclipe marcam estreia de Alexandra Nicolas como compositora. Foto: Veruskka Oliveira. Divulgação

ENTREVISTA: ALEXANDRA NICOLAS

ZEMA RIBEIRO – Depois de dois discos, pela primeira vez você lança um single e este marca sua estreia como compositora. Qual a sensação?
ALEXANDRA NICOLAS – Uma sensação de ter simplificado a minha vida como artista e ao mesmo tempo um apego com a feitura artesanal de todo o processo, falo do olho no olho, corpo a corpo… Isso mesmo, a feitura de um álbum leva uns bons anos de namoro, outro de concepção, até parir o menino todo mundo já virou família. Me considero uma cantora das antigas já, amo o tempo de estúdio, se pudesse morava em um. Aí você imagina como foi fazer um single. O single é aquela rapidinha que faz menino bonito e inteligente, sabe? Eu amo as preliminares de todo o processo, de me familiarizar com todos os envolvidos e principalmente o meu diretor musical, então eu tive essa dificuldade em ter que fazer algo mais rápido, porque desta vez isso não foi possível, mesmo assim, posso não ter demorado os nove meses, mas uns bons quatro pra conseguir o que eu queria. Martin [Messier, marido e diretor geral] fala que não criei tanta intimidade com o diretor musical; porém criei intimidade com a faixa. Nunca tinha passado tanto tempo trabalhando em uma única faixa. A compositora foi uma surpresa até pra mim, que dormi e acordei com um refrão e três estrofes, é meio místico, parece que tem gente falando no seu ouvido… E deve ter mesmo…

Há todo um clima criado com tuas postagens em redes sociais anunciando a música. Há uma grande expectativa do fã-clube. A ideia é essa mesmo, provocar a curiosidade das pessoas?
Eu tenho isso desde menina, tudo meu é assim… adoro esse ar de suspense, do “nem te conto”, “tu nem vai acreditar”… sempre fiz surpresa com tudo. Minha equipe sofre, pois não deixo vazar nada até a hora h. E meu fã-clube endoida junto… não é à toa que venho bulindo com eles há mais de 10 anos, dando uma pitada de pimenta ali, outra aqui e tudo no final vira uma festa.

“A dona do fuxico” é o título de tua estreia como compositora. O que você pode adiantar sobre a música?
Uma delícia, engraçada, colorida, ritmo fogoso e vai mexer com todo mundo que vive atento pra vida dos outros. É um gênero musical que nunca gravei antes e há anos queria gravar, porque amo demais e danço desde pequena. Com certeza é o ritmo mais quente que gravei até hoje.

Vamos falar um pouco do processo, desde a ideia, até a composição, registro e agora, o lançamento. E também falar em quem está com você nesse registro.
Fui dormir com uma ideia que nasceu em 2008, com uma sensação de dívida. Daí dormi com o mote, e acordei às 4h da manhã com o refrão na cabeça. Fui ao banheiro e gravei esse refrão no celular. Quando voltei para o quarto, meu marido estava assustadíssimo e me perguntou: “está tudo bem? Aliás, está dormindo ou sonâmbula?”. Eu respondi: “acordadíssima e super bem”. Ele retrucou: “é impressão minha ou você estava cantando?”. Eu disse: “eu estava cantando sim, foi uma música que chegou pra mim”… Ele assustado, deu um pulo da cama e disse: “você estava compondo?”. Eu disse: “isso mesmo, e vi quem estava tocando”. Ele perguntou: “quem?”. Eu respondi: “Manoel Cordeiro, o herói da guitarra paraense”. Aí já viu… no dia seguinte fui atrás dele e um colega em comum nos apresentou e assim começamos a fuxicar. Ele ficou feliz com ideia e jura que será um novo gênero da música brasileira. Nasceu Fuxico, com a direção musical e arranjos de Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro, porque eu sou dessas, gosto de combo e o combo Cordeiro assina a produção desse trabalho.

A imagem de pessoas sentadas em calçadas, sobretudo no interior do Brasil, evoca, em “A dona do fuxico”, que também ganhou videoclipe, um certo ar romântico e saudosista. A seu ver, o fuxico e a fofoca são ainda bastante atuais?
Fuxico é ancestral, antepassado, avoengo, fuxico é presente, é o agora e é o futuro pra além da humanidade. Ele faz parte da natureza humana. É essencial à nossa sobrevivência. Desejamos na nossa essência saber o que se passa com o outro. O fuxico nos permite saber quem é quem, furar o véu da hipocrisia, descobrir em quem podemos confiar… Há até quem diga que a nossa linguagem se desenvolveu com o propósito de fuxicar e fofocar. Fuxico é atual, perpétuo e imortal. Permeia todas as classes econômicas, políticas e intelectuais. Não sei o que seria da humanidade sem ele. Fuxico levanta, fuxico desperta, fuxico derruba e fuxico esmorece. Dependendo do fuxico enriquece ou empobrece. O fuxico é internacional! Aqui no Canadá pode ter certeza de que se fuxica tanto quanto no Brasil e no mundo.

Serviço

O quê: lançamento do single e videoclipe “A dona do fuxico”
Quem: a cantora Alexandra Nicolas
Quando: dia 5 de novembro (sexta-feira)
Onde: nas plataformas digitais
Quanto: grátis
Faça aqui a pré-save.

Riqueza e diversidade marcam “Karawara”, novo disco de Rommel

[release]

Álbum será disponibilizado dia 5 de novembro nas plataformas de streaming e sai pela Biscoito Fino

O cantor e compositor Rommel. Foto: Estúdio 78. Divulgação

Ao longo dos últimos meses o cantor e compositor Rommel antecipou aperitivos de seu novo disco, “Karawara”, que será disponibilizado nas plataformas de streaming no próximo dia 5 de novembro (sexta-feira). O álbum sai pela gravadora Biscoito Fino.

Maranhense de São Luís, radicado no Canadá, Rommel não perdeu um pingo de brasilidade. Seu novo disco, cantado em português, espanhol, francês e inglês, é também marcado pela diversidade rítmica que é sinônimo de música popular brasileira.

A expressão em tupi que dá título ao disco refere-se aos espíritos da floresta e é também uma homenagem aos povos indígenas do mundo, e sua história de luta por direitos humanos básicos e reconhecimento. Nos singles e videoclipes que o artista disponibilizou até aqui, além da pluralidade melódica, o trabalho é marcado também pelo passeio por vários assuntos urgentes: “Karawara” é, com o perdão do clichê, um disco para dançar e pensar.

O sagrado dos terreiros das religiões de matriz africana, o combate ao racismo, as belezas naturais de São Luís e Montreal, a degradação ambiental (que tem arrancado povos e espíritos das florestas de seu habitat natural), a celebração da ancestralidade, através da reverência a grandes mestres comparecem ao temário de “Karawara”.

Um time de músicos de primeira grandeza, entre brasileiros e canadenses acompanha Rommel (voz, violão e guitarra) ao longo das 13 faixas autorais, que ele assina sozinho ou em parceria. Destacamos a banda base: André Galamba (baixo, guitarra e violão), Aquiles Melo (bateria), Carlos Bala (bateria), Dark Brandão (percussão), David Ryshpan (teclados), Debson Silva (trombone), Erivan Duarte (baixo), Márcio Oliveira (trompete), Parrô Mello (saxofone e arranjos de metais), Paulo Bottas (teclados) e Vovô Saramanda (percussão, arranjos e efeitos). A produção musical é de Rommel e Rafael Cunha França.

“Karawara” terá show de lançamento online dia 6 de novembro (sexta-feira), com transmissão pelo canal Rommel Music no youtube. A apresentação acontece às 21h (horário de Brasília).

Videoclipe – A faixa-título do novo disco de Rommel também vai ganhar videoclipe, que será lançado em novembro, após o disco. O clipe de “Karawara” foi rodado no Xingu, bebendo diretamente na fonte ancestral de que se alimenta o disco e a obra de Rommel como um todo. O videoclipe é dirigido por Takumã Kiukuro, cineasta indígena, da aldeia que lhe dá o sobrenome, atualmente residindo na aldeia Ipatsé, no Parque Nacional do Xingu, e Caio Lazaneo.

A música poderosa de Rommel aliada a imagens orgânicas – indígenas captados por seus irmãos – garante ao espectador um mergulho profundo na ancestralidade tão cara ao artista e/m sua coerente trajetória. Kiukuro teve filmes premiados nos festivais de Gramado e Brasília, dois dos mais importantes do país, e no Presence Autochtone de Terres em Vues, em Montreal. Lazaneo tem mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação (ECA/USP) e teve seu curta-metragem “Ressuscita-me” premiado na categoria Super Filme do Festival Internacional de Cinema Super8 de Curitiba, em 2017.

“Karawara”. Capa. Reprodução

Serviço

“Karawara”, novo disco de Rommel. Nas plataformas de streaming no dia 5 de novembro (sexta-feira).

Show virtual de lançamento dia 6, no canal Rommel Music no youtube.

O videoclipe da faixa-título será disponibilizado ainda em novembro.

“Trilhas e Tons” chega a Matinha colhendo frutos

[release]

Produtor local da oficina foi seu aluno em cidade vizinha e já colaborou com outras edições da formação

De aluno a produtor: Zeca está prestes a se formar em Licenciatura em Música. Foto: divulgação

José Manoel Lindoso Mendes, o Zeca, como é mais conhecido, participou da oficina “Trilhas e Tons: Teoria musical aplicada à música popular”, quando a formação ministrada por Nosly com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy passou pela cidade de Viana, em 2016.

“Eu me sinto honrado e agradeço imensamente por tudo o que aprendi durante o curso, pois através desse conhecimento a mais eu consegui passar no vestibular da UemaNet, onde estou concluindo o curso de Licenciatura em Música”, conta, orgulhoso.

“Sinto-me muito feliz de ter sido um aluno da turma da oficina e poder ajudar a levar a outros municípios”, afirma. Depois de receber o certificado, ele já foi produtor local de Trilhas e Tons em Penalva, onde mora, e assume a tarefa mais uma vez, desta feita em Matinha, onde a oficina aporta semana que vem, de 25 a 29 de outubro.

Em Matinha as inscrições já estão abertas e podem ser feitas na Secretaria Paroquial da Igreja São Sebastião, ao lado da praça, em Matinha. As aulas acontecerão no Salão Paroquial, ao lado da Igreja São Sebastião, das 14h às 18h. Trilhas e Tons tem carga horária de 20 horas aula e as inscrições e material didático utilizados na oficina são gratuitos. A formação tem patrocínio da Equatorial Maranhão através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

“Estou à disposição em poder fazer por outras pessoas o que Trihas e Tons fez por mim”, entusiasma-se ele, que trabalha com música em um projeto filantrópico em Viana, juntamente com seu irmão Fernando, outro que frequentou a oficina, em Penalva, no caso.

Zeca desenvolve ainda outros projetos musicais pela região e cita-os: “com a banda marcial, o projeto Eu posso Aprender mais e Música na Escola. E na cidade de Matinha, na Escola Estadual Aniceto, com o projeto Música na Escola”.

“Zeca é um exemplo do poder da música aliado a seu próprio potencial. É um aluno que virou parceiro, que mete a mão na massa, se envolve. Isso tudo dá um gás danado na gente, nos incentiva a continuar, deixa toda equipe de Trilhas e Tons muito contente”, elogia o coordenador Wilson Zara.

SERVIÇO

O quê: oficina “Trilhas e tons – Teoria musical aplicada à música popular”
Quem: o instrutor Nosly, o coordenador Wilson Zara e o assistente Mauro Izzy
Quando: de 25 a 29 de outubro
Inscrições: já abertas
Onde: inscrições na Secretaria Paroquial da Igreja São Sebastião, ao lado da praça, em Matinha; aulas no Salão Paroquial, ao lado da Igreja São Sebastião
Quanto: grátis (inscrições, aulas e material didático)
Patrocínio: Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão
Informações: contatowilsonzara@gmail.com, (98) 999753999, facebook.com/trilhasetons

O Choro visita o Museu

[release]

Primeiro sarau RicoChoro ComVida na temporada 2021 acontece no jardim do Museu Histórico e Artístico do Maranhão; serão obrigatórios uso de máscara e apresentação da carteira de vacinação contra a covid-19

A pandemia ainda não acabou, mas com o avanço da vacinação, apesar de alguns insistirem em jogar contra, aos poucos atividades em diversos setores vão retomando a normalidade, ou ao menos o que é possível neste contexto de prorrogação indefinida das medidas de segurança sanitária impostas pelo novo coronavírus e suas variantes.

A exemplo de outros importantes festivais e espetáculos, RicoChoro Produções Culturais, Girassol Produções e Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt orgulhosamente anunciam a retomada dos saraus RicoChoro ComVida, evento já consolidado no calendário cultural da capital maranhense que, ano passado, pela primeira vez, teve suas edições realizadas em modo online, com transmissão pela tevê e youtube.

“Algumas atividades foram mais afetadas que outras pela pandemia e sua indefinida prorrogação. O setor cultural foi o primeiro a parar e é um dos últimos a retomar suas atividades, ainda com uma série de restrições. E a gente sabe que a alma da roda de choro, além dos músicos no palco ou ao redor de uma mesa, está na plateia, que vibra com as execuções dos músicos, que aplaude, que se entusiasma com a beleza dessa música tão representativa da cultura brasileira”, comenta o idealizador e produtor do projeto Ricarte Almeida Santos.

A primeira das três edições da temporada 2021 dos saraus RicoChoro ComVida terá como palco os jardins do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro), garantindo ao mesmo tempo um local aberto e ventilado e o controle de acesso ao evento, com aferição de temperatura, uso obrigatório de máscaras, disponibilidade de álcool em gel e indispensável apresentação da carteira comprovando a vacinação contra a covid-19.

A tertúlia musical terá início às 17h30, no sábado, dia 23 de outubro. As atrações são o DJ Franklin, o Regional T.R.A.H.4 e os cantores Célia Maria e Tiago Máci, num inusitado encontro de gêneros e gerações.

O DJ Franklin em edição anterior de RicoChoro ComVida. Foto: Zeqroz Neto. Divulgação

Atrações – O DJ Franklin é um dos mais requisitados e respeitados disc-jóqueis da cena musical da ilha. Sua vasta coleção de vinis, seu minucioso trabalho de pesquisa e sua total entrega ao ofício quando no palco casam perfeitamente com uma das propostas dos saraus RicoChoro ComVida, justamente o estímulo do diálogo do Choro com outras vertentes da tão rica e diversa música popular brasileira.

Henrique Duailibe, Arlindo Carvalho, Rui Mário e Tiago Fernandes, o Regional T.R.A.H.4. Fotos: divulgação

O Regional T.R.A.H.4 recebeu este nome a partir das iniciais de seus quatro integrantes: Tiago Fernandes (violão), Rui Mário (sanfona), Arlindo Carvalho (percussão) e Henrique Duailibe (teclado). Formado especialmente para a ocasião, o quarteto reúne nomes de destaque em seus respectivos instrumentos, além de juntar ao menos três gerações da música popular produzida no Maranhão. Rui Mário é o diretor musical desta temporada dos saraus RicoChoro ComVida.

O sarau e o grupo marcam um retorno mais efetivo de Henrique Duailibe aos palcos, fora eventuais participações especiais que faz em um ou outro evento. Instrumentista, arranjador e produtor, Duailibe perdeu a visão, mas nem um pingo da musicalidade. É um dos nomes mais importantes da produção de música popular no estado do Maranhão, sendo fácil encontrá-lo nos créditos de discos e espetáculos, já tendo tocado com um sem número de artistas locais. Em quase 40 anos de carreira, ele já produziu mais de 300 cds, tendo vencido 10 prêmios Universidade FM, além do prêmio Papete, da Festa da Música do Maranhão. Produziu discos de Alê Muniz, Cláudio Pinheiro, Daffé, Gabriel Melônio, Omar Cutrim e Papete, entre muitos outros.

A cantora Célia Maria volta ao palco de RicoChoro ComVida. Foto: Zeqroz Neto. Divulgação

Invariavelmente recebendo epítetos como “diva” ou “voz de ouro” do Maranhão, Célia Maria tem uma longa trajetória na música, tendo iniciado sua carreira ainda na adolescência, quando inventou seu nome artístico para se apresentar escondida dos pais em programas de auditório em rádios de São Luís. Tentou carreira no Rio de Janeiro, onde morou, e chegou a se apresentar no mítico Zicartola, de propriedade do casal mangueirense Cartola e Dona Zica, palco de bambas como Nelson Cavaquinho, entre outros. Depois da temporada carioca, regressou à terra natal, onde vive. Em 2001 lançou seu único disco até aqui, o homônimo “Célia Maria”, com arranjos e direção musical de Ubiratan Sousa, com um repertório que incluía clássicos de Chico Maranhão, Chico Buarque, Antonio Vieira, Bibi Silva, Edu Lobo e Cesar Teixeira. “Milhões de uns”, composição de Joãozinho Ribeiro tida como destaque do álbum, venceu o Prêmio Universidade FM, na categoria Melhor Choro. Está com um segundo disco gravado, dedicado ao repertório de compositores da Madre Deus, com arranjos e direção musical do violonista Luiz Júnior Maranhão.

O cantor e compositor Tiago Máci. Foto: divulgação

Tiago Máci é um dos compositores mais festejados de uma nova geração que passeia com desenvoltura por diversos estilos, tendo por inspiração desde o folk de Bob Dylan até o samba de Cesar Teixeira, não à toa homenageado em sua composição “Samba do fuleiro”. Lançou o ep “Mete o amor, forte” (o título faz referência a “Met(amor)fose”, de Cesar Teixeira) e o álbum “Amor delivery”. É parceiro de, entre outros, Marcos Magah – que subirá ao palco de RicoChoro ComVida em outra edição do sarau ainda este ano – e Zeca Baleiro.

Acessibilidade cultural – Além da preocupação permanente com a formação de plateia, os saraus RicoChoro ComVida têm também um compromisso com a inclusão cultural. Para tanto, todas as edições do projeto, desde a sua origem, em tempos pré-pandêmicos, são realizados com assentos prioritários próximos ao palco, banheiros acessíveis e tradução simultânea em Libras, a língua brasileira de sinais.

Apoio cultural – As três edições de RicoChoro ComVida em 2021 foram garantidas por meio da emenda parlamentar 39210011 OGU 2021, destinada pelo deputado federal Bira do Pindaré à Prefeitura Municipal de São Luís para a realização dos saraus.

Serviço

O quê: sarau RicoChoro ComVida
Quem: DJ Franklin, Regional T.R.A.H.4 e os cantores Célia Maria e Tiago Máci
Quando: dia 23 de outubro (sábado), pontualmente às 17h30
Onde: Jardim do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro)
Quanto: grátis
Apoio cultural: emenda parlamentar nº. 39210011 OGU 2021, do Deputado Bira do Pindaré à Prefeitura de São Luís
Informações: facebook: ricochorocomvida; instagram: @ricochoro

Sarau “Vinil & Poesia” retoma encontros com audição do vinil homônimo

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O endereço da tertúlia poético-musical é o Ramiro’s Gastrobar; na reestreia Vanessa Serra terá como convidados o Joaquim Zion, Eloy Melônio, Dicy e Marcos Magah

A dj coruja e seu rebento. Foto: Alberto Jr./ Divulgação

É difícil metaforizar a trajetória da dj Vanessa Serra na cena das artes, cultura e entretenimento em São Luís. Dizer meteórica é pouco, por que em geral um meteoro passa ou destrói. E ela, em pouco menos de meia década de atuação, provou que veio para ficar, que nasceu para isso.

Jornalista experimentada, com atuação no segmento cultural, incluindo produções, ela aliou a bagagem acumulada ao longo destes anos de experiência com sua nova paixão, nova é modo de dizer, sua paixão recém-descoberta ou redescoberta, melhor classificar assim. Embora classificar também não seja bem o verbo, já que em seus sets ela passeia por todas as bossas, de boleros da era de ouro do rádio a novidades quentes lançadas após o revival do vinil.

O que é necessário dizer é que Vanessa Serra tem familiaridade com o métier e aqui, sim, a palavra cabe bem: seu envolvimento com a diversidade musical brasileira, mas não só, vem de berço. Das festas nos quintais das casas de família e de suas vastas coleções de discos de vinil – parte ela acabou herdando de gente que foi se desinteressando, fruto dos processos de digitalização, com o avanço do streaming –, duma época nem tão longínqua em que todos os brasileiros esperavam pelo Natal contando também com a chegada do disco novo de Roberto Carlos.

Vanessa Serra foi cavando uns espaços e inventando outros. Havia sentado em outras praças para a tertúlia semanal, com uma premissa bastante simples: ela tocaria seus vinis, animando a noite dos presentes, que poderiam fazer uso do microfone para recitar poemas – autorais, de poetas prediletos e malditos, citados de memória ou lidos em livros que ela também levava para estimular o diálogo com a plateia.

A ideia vingou e evoluiu e logo ela passava a receber um convidado por semana, da música ou da poesia. Então veio a pandemia e o sarau passou a ser online e nisso ela se reinventou também. Sua Alvorada, nas manhãs de domingo, é um dos eventos mais bem sucedidos em termos de audiência (e fidelidade desta) ao longo do confinamento a que ainda estamos parcialmente obrigados.

A cadeia produtiva da cultura foi uma das mais atingidas pela pandemia do novo coronavírus: de repente artistas, técnicos de som, roadies e toda uma fauna de profissionais do setor se viram sem condições e oportunidades de trabalho e sem a possibilidade de contato com o público.

Após muita pressão popular e tensos debates no congresso nacional, foi aprovada a Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, cujo batismo homenageia um compositor e cronista sempre crítico deste triste estado de coisas, não à toa autor de um sem número de composições que invariavelmente comparecem aos bailes presenciais e virtuais de Vanessinha, como ela é comumente chamada pelos amigos.

Através de seleção em edital da citada lei, Vanessa Serra aprovou o projeto “Vinil & Poesia”, nome do sarau interrompido pela pandemia, e gravou o disco homônimo – também disponível nas plataformas de streaming –, produzido por ela, que reúne uma constelação de astros e estrelas da música e poesia produzidas no Maranhão.

Uma live de lançamento chegou a ser realizada no final do ano passado. Era o possível para o momento. O vinil não havia chegado, por atraso na fábrica, mais um fruto da pandemia, fazer o quê?

“Esperar não precisa mais”, como diz o compositor: é chegada a hora de uma audição presencial de “Vinil & Poesia”, na retomada do sarau que lhe emprestou o nome. Na tarde de hoje (2), haverá edição especial do sarau “Vinil & Poesia”, com os djs Vanessa Serra e Joaquim Zion, e participações do poeta Eloy Melônio e dos cantores Dicy e Marcos Magah. O reencontro acontece no charmoso Ramiro’s Gastrobar (Rua Aziz Heluy, 350, São Marcos), a partir de 16h. O áudio e técnica estão a cargo de Capella Sonorizações.

Serviço

O quê: sarau “Vinil & Poesia”, com audição do vinil homônimo
Quem: a dj Vanessa Serra e convidados
Quando: sábado (2), às 16h
Onde: Ramiro’s Gastrobar (Rua Aziz Heluy, 350, São Marcos)
Quanto: R$ 10,00 (couvert artístico individual)
Outras informações e reservas: @ramiros.gastrobar/ @vinilepoesia/ @vanessaserrah

*

Ouça “Vinil & Poesia”:

São Luís recebe oficina “Trilhas e tons” semana que vem

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Formação em Teoria musical aplicada à música popular será realizada entre os dias 4 e 8 de outubro, na Escola Municipal de Música de São Luís

Wilson Zara, Mauro Izzy e Nosly estão de volta à estrada com a oficina “Trilhas e Tons”. Foto: divulgação

Literalmente na estrada desde 2013, a oficina “Trilhas e Tons: teoria musical aplicada à música popular” teve sua trajetória interrompida ano passado, diante das restrições sanitárias impostas pela pandemia de covid-19. Mesmo ainda em meio à crise, a oficina retomou suas atividades no último dia 27 de setembro, em Vitorino Freire/MA, observando todas as normas de segurança sanitária: uso de máscaras, distanciamento social adequado, uso de álcool em gel.

A próxima parada da formação ministrada por Nosly com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy é a capital maranhense. Em São Luís, “Trilhas e Tons” será realizada entre os próximos dias 4 e 8 de outubro, na Escola Municipal de Música de São Luís (Emmus, Rua do Giz, 53, Praia Grande), no turno vespertino (das 14h às 18h), para interessados/as em geral, a partir de 14 anos – as inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no local; o material didático utilizado na oficina também é distribuído gratuitamente.

“Essa oficina vem como um presente para a Escola Municipal de Música de São Luís, para que a gente, dentro da nossa proposta de formação e linguagem musical, possa levar, não só para os profissionais da rede pública municipal, mas também para a comunidade esse contato com a música, tons, melodia, com a construção dessa poesia que a gente com certeza também vai trabalhar. Vai ser um momento muito legal para nós da Emmus, principalmente para aquelas pessoas que estão no exercício da atividade musical e que não têm esse conhecimento”, declara a diretora da Emmus Maria Alice Bogéa.

“Acho que vai ser um aprendizado muito expressivo. Liderada por Nosly, que aqui dentro de nosso estado e no país, é um nome que a gente tem muito apreço, é uma pessoa que tem uma expressão dentro da música muito forte, tanto na questão da composição quanto na parte de produção, além de Wilson Zara e Mauro Izzy, que também dispensam apresentações. Isso nos enche de alegria, é meu sentimento enquanto gestora da Emmus”, continua.

“Trilhas e tons: Teoria musical aplicada à música popular” tem patrocínio da Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

Serviço

O quê: oficina “Trilhas e tons – Teoria musical aplicada à música popular”
Quem: o instrutor Nosly, o coordenador Wilson Zara e o assistente Mauro Izzy
Quando: de 4 a 8 de outubro
Inscrições: já abertas
Onde (inscrições e aulas): Escola Municipal de Música de São Luís (Emmus, Rua do Giz, 53, Praia Grande)
Quanto: grátis (inscrições, aulas e material didático)
Patrocínio: Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão
Informações: contatowilsonzara@gmail.com, (98) 999753999, facebook.com/trilhasetons

Sexta temporada da oficina “Trilhas e tons” começa dia 27 em Vitorino Freire

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Uma das edições de Trilhas e Tons, realizada no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho. Foto: Acervo Trilhas e Tons. Divulgação

Após certificar mais de 1.000 cursistas em mais de 50 municípios maranhenses, a oficina “Trilhas e tons: Teoria musical aplicada à música popular” chega este ano a sua sexta temporada, mais uma vez com patrocínio da Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

Desta vez serão sete municípios maranhenses contemplados e o roteiro desta edição do projeto inicia seu trajeto pelo município de Vitorino Freire, onde a oficina acontece entre os próximos dias 27 de setembro e 1º. de outubro – as inscrições estão abertas e podem ser feitas na Escola de Música Maestro Zé Mitonho, onde também acontecerão as aulas. São oferecidas 30 vagas por turma, com inscrições e material didático gratuito.

“Trilhas e tons” tem carga horária de 20 horas aula, distribuídas em cinco dias de formação. A oficina de teoria musical aplicada à música popular é ministrada pelo cantor e compositor Nosly, com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy, todos nomes reconhecidos por sua atuação de longa data na cena da música popular brasileira produzida no Maranhão.

Em Vitorino Freire, “Trilhas e tons” conta com parcerias locais, estabelecidas com o Coletivo Cultural de Vitorino Freire, Feeling Assessoria de Comunicação e Marketing, Secretaria Municipal de Cultura, Mulher e Turismo, além da própria Escola de Música Maestro Zé Mitonho.

Morador de Lago da Pedra, por onde a oficina já passou em edição anterior do projeto, foi o carioca Hugo Lima quem colocou o Coletivo Cultural e a produção em contato. “Fazer a ponte entre o projeto “Trilhas e Tons” e o Coletivo Cultural de Vitorino Freire foi apenas uma forma de contribuir para o fomento da cultura e expansão de apresentação de um estilo musical que vem sendo esquecido no nosso país”, declara.

Ele relembrou a passagem da oficina pelo município em que mora: “O acontecimento movimentou positivamente a cidade. “Trilhas e Tons” deixou mais que conhecimento musical na cidade: o projeto fomentou escola de música e loja de instrumentos musicais também; os frutos dessa iniciativa linda são colhidos até hoje em Lago da Pedra”.

“É a primeira vez que Vitorino Freire tem a honra de receber um projeto de música, teórico e prático, com direito a dar certificado aos participantes. É muito grandioso para nós, fazedores de cultura, e para nós, vitorinenses, recebermos o projeto que já tem uma visibilidade nacional. Nós conhecemos o trabalho do Wilson Zara e entendemos que ele tem muito a colaborar com todos nós. É um abraço, é um apoio a mais que Wilson Zara e o projeto “Trilhas e tons” estão trazendo para a juventude de Vitorino Freire alavancar um pouco mais nas suas ideias de músicos. Nós temos certeza que em Vitorino Freire há muitos músicos em potencial, que precisam apenas de um empurrão, de um incentivo, como esse que o projeto “Trilhas e tons” está trazendo ao município. Nós ficamos muito gratos”, afirmou o jornalista Salis Chagas, membro do Coletivo Cultural de Vitorino Freire e articulador local do projeto.

A oficina chega ao município logo após as comemorações do aniversário da cidade, dia 25 de setembro. “Vai ser também um presente para o município”, continua Salis, bastante entusiasmado com a iniciativa.

Serviço

O quê: oficina “Trilhas e tons – Teoria musical aplicada à música popular”
Quem: o instrutor Nosly, o coordenador Wilson Zara e o assistente Mauro Izzy
Quando: de 27 de setembro a 1º. de outubro
Inscrições: já abertas
Onde (inscrições e aulas): Escola de Música Maestro Zé Mitonho
Quanto: grátis (inscrições, aulas e material didático)
Patrocínio: Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão
Informações: contatowilsonzara@gmail.com, (98) 999753999, facebook.com/trilhasetons

Refletir(-se) (n)o outro: a essência da música de Rommel

[release]

O cantor e compositor Rommel. Foto: divulgação

Essência é uma palavra que cabe bem para definir a musicalidade de Rommel. Cidadão do mundo, o artista tem alinhado em seu trabalho influências do pop e da diversidade da cultura popular do Brasil.

No próximo sábado, 25 de setembro, chega às plataformas digitais o segundo single de “Karawara”, disco que Rommel lança em novembro pela Biscoito Fino. Trata-se de “In essence”, faixa que tem influências do budismo, procurando enxergar para além do que se vê.

No videoclipe, Rommel vê e é visto por pares, num jogo de reflexão – literalmente –, de perceber o outro como uma extensão de si próprio. Em tempos de intolerância e individualismo, o artista passa uma mensagem altruísta. A música é um afrobeat com a rítmica inspirada nos Batás, tambores usados em ritos religiosos da cultura iorubá na Nigéria, mas também em Cuba, no Haiti e no Tambor de Mina do Maranhão.

O videoclipe de “In essence” foi rodado no Canadá, onde Rommel reside, e conta com a participação da dançarina Jade Maya, cujo bailado traduz o jogo da diversidade de que fala a música: “vozes múltiplas, cores, nuances do arco-íris”, diz a letra, cantada em inglês, em tradução livre.

O primeiro single de “Karawara”, “Agô”, lançado no último dia 4 de setembro, teve boa receptividade do público e foi destaque nos principais aplicativos e plataformas de streaming.

Serviço:

O quê: lançamento do single e videoclipe de “In essence”
Onde: plataformas digitais e canal do artista no youtube (Rommel Music)
Quando: sábado, 25 de setembro, às 23h
Quanto: grátis

*

Veja o teaser e faça a pré-save do videoclipe:

Single “Agô” antecipa “Karawara”, novo disco de Rommel

[release]

Faixa chega às plataformas de streaming 3 de setembro; álbum sai em novembro

O cantor e compositor Rommel. Foto: divulgação

No próximo dia 3 de setembro (sexta-feira), chega a todas as plataformas de streaming a música “Agô”, primeiro single (pré-save aqui) de “Karawara”, álbum que o cantor e compositor Rommel lança em novembro, pela gravadora Biscoito Fino. O videoclipe de “Agô” será lançado no dia seguinte (4 de setembro, sábado) e no dia 5 de setembro será disponibilizado o mini-documentário “Agô – Até o sopro derradeiro”.

Composta por Rommel, em parceria com Enrico Lima e Orlando Macedo, “Agô” é um ijexá, ritmo pelo qual o artista sempre foi apaixonado. A música passeia pela cultura afro-brasileira, em diálogo com a sonoridade dos terreiros das religiões de matriz africana.

“Pedindo a paz de Oxalá/ dizendo agô aos Orixás/ Agô/ Levando flores para ofertar/ e as pegadas vão pro mar/ Amor”, diz um trecho da letra, que também reforça a importância da arte como uma forma de resistência, o que se manifesta em outras faixas de “Karawara”.

O videoclipe de “Agô” foi rodado no Rio de Janeiro, com a presença de Aline Valentim, professora de danças afro-brasileiras, e é dedicado ao centenário de Mercedes Baptista, bailarina e coreógrafa brasileira, pioneira no combate ao racismo.

“Karawara” tem canções em português, inglês e francês e conta com a participação de músicos do Brasil e do Canadá, onde o maranhense Rommel mora atualmente.

Em “Agô”, Rommel (voz e violão) é acompanhado por Carlos Bala (bateria), André Galamba (baixo e guitarra), Vovô Saramanda (percussão), David Ryshpan (teclado), Parrô Mello (saxofone), Márcio Oliveira (trompete), Debson Silva (trombone), Jordan Zalis e Pryia Shah (backing vocals).

*

Leia a letra:

“Agô” (Rommel Ribeiro/ Enrico Lima/ Orlando Macedo)

Ijexá repica e retumba no fim da tarde
Um sonho que passa e o tempo corre ligeiro
Levada que arde ao sol da eternidade
Subindo a ladeira até o sopro derradeiro

Ijexá repica e retumba no fim da tarde
Um sonho que passa e o tempo corre ligeiro
Levada que arde ao sol da eterna Arte
Subindo a ladeira até o sopro derradeiro

Pedindo a paz de Oxalá
Dizendo agô aos Orixás
Agô
Levando flores para ofertar
E as pegadas vão pro mar
Amor

Didê, agô, didê
Didê, agô, didê
Agô
Didê, agô, didê
Didê, agô, didê
Agô

*

Assista ao teaser:

SERVIÇO

O quê: lançamento do single e videoclipe “Agô” e mini-documentário “Agô – Até o sopro derradeiro”
Quem: o cantor e compositor Rommel
Quando: dias 3 (single), 4 (videoclipe) e 5 de setembro (mini-documentário)
Onde: nas plataformas digitais
Quanto: grátis

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