Tirem as mãos das nossas bandeiras!

Foto: Acervo Feira da Tralha. Reprodução

A Feira da Tralha, nas pessoas de seus idealizadores Riba e Marly, bem como todos os órfãos do sebo, bar e restaurante que hoje atende exclusivamente online, vem a público repudiar o furto de uma toalha com a imagem do pré-candidato à presidência da República Luís Inácio Lula da Silva, do mesmo modelo que causou frisson recentemente em um festival de música.

A Feira da Tralha sempre foi um lugar do afeto e do respeito e, por isso mesmo, está permanentemente na trincheira de combate ao bolsonarismo, essa tragédia que se abate sobre o Brasil, cuja pilha de cadáveres vítimas da covid-19 é, em sua absoluta maioria, fruto do descaso, da irresponsabilidade e do deboche do nanopresidente Jair Bolsonaro, entre outras mazelas, como o retorno do Brasil ao mapa da fome, os altos índices insegurança alimentar, miséria, desmatamento, desemprego e analfabetismo – todos voltaram a crescer sob o jugo do neofascismo que por enquanto ocupa o Palácio do Planalto –, além dos altos preços de combustíveis e alimentos.

A liberdade de expressão é um direito humano, e como tal, se interrelaciona e interdepende de outros direitos, sem poder feri-los. Arrancar de uma janela uma bandeira que significa a manifestação da opção política de alguém é, sem eufemismo, roubo. O gesto de quem o praticou condiz com a distância entre discurso e prática do poder central, que diz combater a corrupção, mas faz gastos exorbitantes no cartão corporativo e coloca tudo sob sigilo de 100 anos.

A bandeira nacional foi usurpada por um séquito de fanáticos, que desacreditam na ciência, mas passam adiante as teorias conspiratórias mais mirabolantes recebidas por aplicativos de mensagens. A bandeira da Feira da Tralha, com a efígie de Lula, merecidamente reconhecido como uma das maiores lideranças políticas do mundo em todos os tempos, foi roubada, sem meias palavras.

Fascistas não passarão! Devolvam as nossas bandeiras e o nosso país!

[mês passado estive presente no aniversário de Ribamarx, como carinhosamente o chamamos, ocasião em que ele ganhou a toalha de presente dos amigos Chico Neis e Gabriela Flor; como órfão do bar presencial e antifascista em tempo integral, esta nota também me representa]

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