Lago da Pedra e Pedreiras são os próximos destinos de “Acalanto”

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Show de Wilson Zara e Trio Zamoma chega às cidades dias 3 e 4, respectivamente

Moisés Ferreira, Wilson Zara e Mauro Izzy, o Trio Zamoma. Foto: divulgação

Após a estreia, no último dia 20 de maio, no Mirante da Balaiada, em Caxias, a turnê “Acalanto”, do Trio Zamoma, chega aos municípios de Lago da Pedra e Pedreiras, nos próximos dias 3 e 4 de junho, respectivamente. O trio é formado por Wilson Zara (voz e violão), Moisés Ferreira (guitarra) e Mauro Izzy (contrabaixo). A ideia é realizar shows musicais sem aglomeração, em logradouros públicos, levando em conta o atual momento da pandemia de covid-19. “Acalanto” percorrerá, ao todo, oito municípios maranhenses, com patrocínio da Potiguar, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

Em Lago da Pedra a apresentação acontece na Praça do Farol (Rua Humberto de Campos, s/n°, Centro), dia 3 (sexta-feira), a partir das 20h. A abertura, a partir das 18h, contará com apresentação de quadrilha junina e haverá também exposição de trabalhos de artesãos lagopedrenses. O evento conta com o apoio local da Secretaria Municipal de Cultura e Juventude de Lago da Pedra.

“O projeto “Acalanto” vem para fortalecer a nossa Cultura, não só a cultura lagopedrense, mas também nossa cultura maranhense. Quando Hugo [Lima, produtor local] me falou sobre esse projeto, de imediato eu já disse que teríamos que trazê-lo a nossa cidade. Entramos em contato com Zara, a Prefeitura Municipal nos garantiu total estrutura e logística para que o evento seja algo realmente grandioso e já estamos com uma enorme expectativa para uma noite de cultura popular na praça. Essa data com certeza ficará marcada como um grande acontecimento em nossa cultura”, entusiasma-se o secretário municipal de Cultura e Juventude de Lago da Pedra Waldir Filho.

Já em Pedreiras, “Acalanto” terá apoio local da Fundação Pedreirense de Cultura e Turismo. A apresentação acontecerá na Praça do Jardim (R. Crecêncio Raposo), dia 4 (sábado), a partir das 20h30. A abertura fica por conta do artista Garrincha do Vale, conterrâneo de João do Vale, pedreirense que foi eleito por voto popular o “maranhense do século XX”.

“A gente sabe que a pandemia ainda não acabou, mas percebe o quanto estes momentos de encontro entre artista e público estavam fazendo falta, tanto para quem está no palco quanto para quem está na plateia. A gente sentiu uma energia muito boa na estreia do projeto e esperamos repetir a dose em Lago da Pedra, em Pedreiras e nos demais municípios que o projeto ainda vai percorrer”, comenta Wilson Zara, idealizador e coordenador de “Acalanto”.

O repertório é majoritariamente formado por sucessos da música popular brasileira e do pop rock nacional e internacional. As próximas datas da turnê “Acalanto” serão divulgadas em breve.

Tirem as mãos das nossas bandeiras!

Foto: Acervo Feira da Tralha. Reprodução

A Feira da Tralha, nas pessoas de seus idealizadores Riba e Marly, bem como todos os órfãos do sebo, bar e restaurante que hoje atende exclusivamente online, vem a público repudiar o furto de uma toalha com a imagem do pré-candidato à presidência da República Luís Inácio Lula da Silva, do mesmo modelo que causou frisson recentemente em um festival de música.

A Feira da Tralha sempre foi um lugar do afeto e do respeito e, por isso mesmo, está permanentemente na trincheira de combate ao bolsonarismo, essa tragédia que se abate sobre o Brasil, cuja pilha de cadáveres vítimas da covid-19 é, em sua absoluta maioria, fruto do descaso, da irresponsabilidade e do deboche do nanopresidente Jair Bolsonaro, entre outras mazelas, como o retorno do Brasil ao mapa da fome, os altos índices insegurança alimentar, miséria, desmatamento, desemprego e analfabetismo – todos voltaram a crescer sob o jugo do neofascismo que por enquanto ocupa o Palácio do Planalto –, além dos altos preços de combustíveis e alimentos.

A liberdade de expressão é um direito humano, e como tal, se interrelaciona e interdepende de outros direitos, sem poder feri-los. Arrancar de uma janela uma bandeira que significa a manifestação da opção política de alguém é, sem eufemismo, roubo. O gesto de quem o praticou condiz com a distância entre discurso e prática do poder central, que diz combater a corrupção, mas faz gastos exorbitantes no cartão corporativo e coloca tudo sob sigilo de 100 anos.

A bandeira nacional foi usurpada por um séquito de fanáticos, que desacreditam na ciência, mas passam adiante as teorias conspiratórias mais mirabolantes recebidas por aplicativos de mensagens. A bandeira da Feira da Tralha, com a efígie de Lula, merecidamente reconhecido como uma das maiores lideranças políticas do mundo em todos os tempos, foi roubada, sem meias palavras.

Fascistas não passarão! Devolvam as nossas bandeiras e o nosso país!

[mês passado estive presente no aniversário de Ribamarx, como carinhosamente o chamamos, ocasião em que ele ganhou a toalha de presente dos amigos Chico Neis e Gabriela Flor; como órfão do bar presencial e antifascista em tempo integral, esta nota também me representa]

Karla Castro lança hoje “Todo o meu sentimento através dos teus olhos”

Livro marca estreia da autora na poesia; noite de autógrafos acontece às 19h, no Reviver Hostel

Todo o meu sentimento através dos teus olhos. Capa. Reprodução

Conheci Karla Castro nas mesas dispostas na calçada da Feira da Tralha, saudoso sebo-bar do casal de amigos comuns Riba e Marly, paisagem afetiva e, infelizmente hoje saudosa (no formato bar presencial; o sebo continua atendendo pelo instagram), em geral escolhida para passar a régua no dia; em algumas noites, este repórter transmutava-se num arremedo de dj e, entre um gole e outro, a amizade se estabeleceu.

Se opto por iniciar este texto com declaração tão pessoal, é apenas para revelar minha surpresa ao descobrir outra faceta da fisioterapeuta cearense e professora universitária radicada no Maranhão há mais de 21 anos: a da poesia, ouro que ela entrega a quem interessar possa, com talento e honestidade em seu livro de estreia, “Todo o meu sentimento através dos teus olhos”, ilustrado por fotografias de Sílvia Estrela, que ela lança hoje (19), às 19h, no Reviver Hostel (Rua de Nazaré, 200, Centro).

Se antes Karla Castro escrevia – publicava, melhor dizendo – apenas artigos acadêmicos em sua área, ela adentra o terreno, ao mesmo tempo sagrado e profano da poesia, sem receios. Sua poesia tem um tom confessional e é marcada por referências: os acúmulos que nos tornam aquilo que somos. Música, fé, o feminino, a boemia, o onírico, lendas e contos de fadas, a própria poesia. Nada é jogo de cena.

No fim das contas, é um livro sobre o amor: o amor realizado, de um casal; o amor platônico; o amor pela poesia em si, traduzidos em títulos como “O engenho das sensações”, “Paixão”, “Até fazer morada”, “A rima, o amor e a poesia” ou “Autorretrato”.

Em “Letras absíntias”, desnuda-se por inteiro: “Porque a profundidade do mergulho,/ para onde suas letras absíntias me arrastam,/ desemboca em cálidos oceanos de lírios de sal/ que me desnudam despudoradamente/ e me fazem mergulhar descabida,/ e, mais profundamente ainda,/ tocando, com os meus pés vorazes,/ lugares do imaginário que,/ nem em sonho,/ tua escrita mais ousada arriscaria penetrar…”.

Desde o título – e da bela fotografia escolhida para capa, em que vimos, numa janela de um casarão em ruínas, um par de bonecos de pano – Karla Castro estabelece uma relação de troca e cumplicidade com o leitor, como se este fosse seu espelho e vice-versa.

Na noite de autógrafos haverá apresentações do Quarteto Ponto de Fuga e da dj Vanessa Serra, além de vários amigos lendo poemas do livro.

Caxias é o primeiro destino do Trio Zamoma, com a turnê “Acalanto”

Projeto com Wilson Zara, Mauro Izzy e Moisés Ferreira percorrerá oito municípios maranhenses

Wilson Zara e Mauro Izzy. Foto: divulgação

Caxias, a princesa do sertão, distante 360 quilômetros da capital, é o primeiro destino da turnê “Acalanto”, do Trio Zamoma, que reúne os músicos Wilson Zara (voz e violão), Moisés Ferreira (guitarra) e Mauro Izzy (contrabaixo).

Com patrocínio da Potiguar, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão, o projeto tem uma premissa interessante: na medida do possível, as apresentações acontecerão em áreas residenciais ou suas proximidades, em praças de bairros, de modo que as pessoas, ou a maioria do público, possa ver o show, ouvir a música dos artistas de suas próprias calçadas e janelas, evitando aglomerações, tendo em vista que a pandemia, embora tenha diminuído os números de contágios e óbitos, ainda não acabou.

O repertório é formado basicamente por clássicos da música popular brasileira e do pop e rock internacional, além de clássicos do cancioneiro de artistas maranhenses, num arco que vai de Belchior, Fagner, Raul Seixas, Zé Ramalho, Roberto Carlos, Beatles, Bob Dylan, Cesar Teixeira e Geraldo Vandré, entre outros.

Com este e outros projetos, sempre gratuitos, Zara tem sido um dos nomes mais importantes na interiorização da música, em frentes como a educação musical e a formação de plateia.

A apresentação de “Acalanto” em Caxias acontece nesta sexta (20), às 21h, no Mirante da Balaiada (Memorial da Balaiada, Av. General Sampaio, 297-339, Cangalheiro), um dos mais belos cartões postais do município.

A abertura fica por conta da banda Nossa Terra, formada por Jhony Rios (saxofone), Jhonny Casa Nova (voz), Wallace (guitarra), Júlio Cesar (teclado) e Ellain (baixo e voz). O evento conta com parcerias locais da Prefeitura Municipal de Caxias e Secretaria Municipal de Cultura de Caxias.

Novas datas e locais da turnê serão anunciados em breve.

Serviço:

O quê: show da turnê “Acalanto”
Quem: Trio Zamoma, com Wilson Zara, Moisés Ferreira e Mauro Izzy. Abertura: banda Nossa Terra
Quando: sexta (20), às 21h
Onde: Mirante da Balaiada (Memorial da Balaiada, Av. General Sampaio, 297-339, Cangalheiro, Caxias/MA)
Quanto: grátis
Patrocínio: Potiguar, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão
Apoio: Prefeitura Municipal de Caxias e Secretaria Municipal de Cultura de Caxias

Divulgação

Baile dançante agita a ilha na véspera do Dia das Mães

Os cantores Almeida Marcus e Célia Maria em A era do rádio. Foto: Zeqroz Neto. Divulgação

Depois de uma edição online, transmitida em janeiro passado, o baile dançante “A era do rádio” ganha o palco da Malte Show (Av. dos Holandeses, Calhau, ao lado do Shopping do Automóvel) neste sábado (7), véspera do Dia das Mães.

A festa é conduzida pelo cantor Almeida Marcus, acompanhado pelo grupo Era de Ouro, com a participação especial da cantora Célia Maria e discotecagem de Vanessa Serra. O Era de Ouro é formado por Rui Mário (sanfona, teclados e direção musical), Daniel Cavalcanti (trompete), Tiago Fernandes (violão sete cordas), Cleuton Silva (contrabaixo), Fleming (bateria) e Marquinho Carcará (percussão). A produção é de Ricarte Almeida Santos, da RicoChoro Produções Culturais.

No repertório, clássicos dançantes da chamada era de ouro do rádio brasileiro, notadamente as décadas de 1930 a 1960, com boleros, valsas, sambas e serestas de nomes como Adelino Moreira, Consuelo Velasquez, Oswaldo Farrés, Lamartine Babo, Pixinguinha, Herivelto Martins, Lupicínio Rodrigues, Evaldo Gouveia e Jair Amorim, entre outros.

Os ingressos antecipados custam R$ 40,00 (individual) e R$ 70,00 (casadinha) e podem ser adquiridos pelos telefones (98) 99101-4540, 99617-4741 ou 98192-0111.

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