Perigo!: pensamento lúcido sobre a música do Maranhão

Cansado (pra caralho) do trabalho (pelo qual havia chegado de viagem no dia anterior), gripado e bebendo de dia no aniversário de uma tia (rima involuntária mas verdadeira), acabei perdendo o show de lançamento de Z de vingança, disco de brega-rock (chamemos assim embora não seja exatamente isso) de estreia (idem) de Marcos Magah.

Não tenho informações do público presente ao Odeon para o espetáculo, que contou com outras intervenções, inclusive a de Bruno Azevêdo, nosso maior especialista em música brega (sua monografia em História e dissertação em Ciências Sociais, ambos os cursos na UFMA, abordam o tema), na ocasião na condição de DJ. Mas soube por um amigo ao telefone, me fazendo sentir alguma culpa (pelo que não deixo de agradecê-lo), que foi muito bom, um “acontecimento”, na falta de melhor adjetivo (por parte minha, não do amigo). E por não ter ido, também.

O fato é que o disco de Magah sai pelo selo Pitomba!, do mesmo Bruno Azevêdo que, ano que vem, lança às próprias custas s. a., sua dissertação. É um disco instigante, pelo que ouvi. E o texto que o autor de Breganejo blues escreveu sobre Z de vingança, mas não só, abarcando a música do Maranhão, em dado cenário, momento e recalque, é, qual o disco, instigante e deveria fomentar debates, se a cidade não usasse jornais apenas para o clipping de órgãos públicos e para embrulhar peixes no dia seguinte.

O texto saiu sábado no Alternativo (O Estado do Maranhão), data em que Magah subiu ao palco para o lançamento. A quem interessar, taí!: Homem lúcido e perigoso se dirigindo para o centro da cidade. Caso apareça um alerta, diga, óbvio, “estou ciente e quero continuar”: Azevêdo e Magah são perigosos, incomodam por fazerem pensar, até “Dona Internete” parece saber disso.

Sobre a lista encomendada por este blogueiro e citada por Bruno no início de seu artigo, sinto deixar-lhes curiosos por mais um tempinho. Espero que curto.

9 comentários em “Perigo!: pensamento lúcido sobre a música do Maranhão

  1. O show foi muito bom, caro amigo. O som ao vivo é melhor ainda, tem uma levada de punk, um som visceral, coisa que soube que Marcos gostava/ gosta muito, ele fez parte de bandas de punk pela cidade, segundo me contaram. Ele me lembrou o Keith Richards tocando guitarra com umas “pausas” ao longo dos riffs, o seu som me lembrou bastante o Ricard Hell and the Voidoids, uma levada de Wander Wildner. Uma das coisas mais legais que ouvi nos últimos tempos. Enfim, feliz e satisfeito por ter gente perigosa e ativa na parada.

  2. uma amiga me deu o Cd Z de Vingança, a primeira audiçao nao me pareceu nada demais, mas a medida que voce vai escutando o disco lhe pega de tal forma que vicia, é muito foda esse disco. foi ao show e ate conversei com ele que me pareceu uma pessoa bem legal, sem frescura. O show é do caralho, a versao que ele fez de viagem ao centro da queda foi simplesmente emocionante. parabens magah.

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