Obituário: Ana Rodrigues

Bom te ver (2005), documentário de Francisco Colombo que abre este post, é o melhor e mais profundo retrato de Ana Rodrigues, atriz e artista plástica falecida na noite de ontem (20), após lutas contra câncer e tumor no cérebro.

Tinha 66 anos. Apesar de aparições em filmes e novelas da TV Globo (lista alguns no curta), além de algumas exposições no currículo, muitos a viam apenas como mais uma “porra-louca”, andarilha ilheu, mais uma na multidão.

Não era. Desbocada, e eis o grande trunfo do filme: deixá-la à vontade, tinha classe, categoria. Era, antes de tudo, autêntica. Não chegava a ser seu amigo, embora a conhecesse. Encontramo-nos algumas vezes no sebo Papiros do Egito, que visito com frequência.

Deixa saudades e uma lacuna enorme nas artes do Maranhão, mais uma vez enlutadas.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

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