Arquivo mensal: janeiro 2011

Tralha


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O genial Marcatti na Tralha nº. 2 (dezembro de 1989), revista de “quadrinhos para adultos”, como advertido na capa, que desencavei escarafunchando a Estante Virtual.

Este número da Tralha, revista de que não tenho maiores informações, trazia também trabalhos de Glauco Mattoso e Lourenço Mutarelli, entre outros nomes. Além da história que postei acima, Marcatti ainda assina o traço de outras páginas.

Minha primeira vez

no Papoético.

Quinta-feira passada (27) fiz minha estreia no debate-papo capitaneado por Paulão. Boa conversa, com gentes interessantes, no Chico Discos, também conhecido como Sebo do Chiquinho. Eu e Marcus Saldanha conversamos com os presentes sobre blogues e literatura e um monte de outras coisas. Cheguei atrasado e ao adentrar o recinto, a discussão era sobre os vários sotaques do bumba-meu-boi.

Celso Borges fez a leitura de uma arrebatadora crônica futebolística de Nelson Rodrigues e Chico pôs para rolar um dos vinis que ele levou: um Eumir Deodato raro.

Abaixo, registro feito por uma garota cujo nome não lembro, do celular de Marcus Saldanha, que a acompanhava:


Da esquerda para a direita: Paulo Melo Sousa, Celso Borges, Robson, este blogueiro e Marcus Saldanha. De costas, Marília de la Roche.

Quinta que vem, Wilson Marques conversará sobre literatura infantil. O Papoético acontece às quintas-feiras, a partir das 19h, no Chico Discos (Rua Sete de Setembro, Centro, quase esquina com Afogados). A entrada é gratuita, o consumo, obviamente, não.

“A arte no Maranhão está ameaçada”

Músico de formação, bancário de profissão. Assim poderia ser definido o cantor, compositor e violonista Gildomar Marinho até bem pouco tempo. Nascido em Santa Inês e crescido em Imperatriz, hoje se divide entre Fortaleza e São Luís. Em 2009 ele lançou Olho de Boi, gravado aqui, fazendo um apanhado de mais de 20 anos de criação musical, antes restrita a pequenos círculos de amigos. Em 2010, foi a vez de Pedra de Cantaria, gravado lá, que após lançado na capital cearense, onde hoje o artista vive por dever do ofício de bancário e do mestrado em Avaliação de Políticas Públicas (UFC), deverá ganhar show de lançamento em São Luís, muito em breve. Tão logo ele retorne da turnê Na estrada, em que percorrerá 20 cidades nordestinas ao lado de Carlinhos Veloz e Wilson Zara. É verdade que Gildomar continua se dividindo entre as duas funções mas, sorte a nossa, aos poucos a música vai ganhando ainda mais espaço em sua vida – e nas nossas. Ouça trechos de seus discos em sua página no myspace – é a trilha ideal para a leitura da entrevista abaixo, que ele concedeu ao Vias de Fato em sua mais recente passagem por São Luís.

ENTREVISTA: GILDOMAR MARINHO
POR ZEMA RIBEIRO


Foto: Paulo Caruá

Vias de Fato – Você começou na música ainda criança. Em Fortaleza/CE licenciou-se em música (UECE), ainda na década de 1990. No entanto só mais recentemente tem se dedicado ao que podemos chamar de carreira artística, com o lançamento de dois discos, em 2009 e 2010. A que se deveu essa demora? Gildomar Marinho – A música, na verdade, sempre esteve presente na minha vida, já que meu pai, dublê de motorista e violonista, desde cedo me incentivou a tocar. Em Fortaleza pude me dedicar mais fortemente à música tocando em eventos e nos barzinhos e interagindo com nomes importantes da cena musical cearense. Isso tudo, somado à formação em Música, foi moldando o meu trabalho, que só recentemente me senti preparado para registrar. Posso afirmar que a gravação da música O Mano no CD Regar a Terra, do MST, foi o empurrão que faltava para eu criar coragem. Eu sou muito crítico com o meu trabalho e com minhas limitações, mas o incentivo de amigos e dos parceiros foi fundamental para o projeto sair do meu papel imaginário.

Em Fortaleza, em paralelo ao trabalho no Banco do Nordeste, da primeira vez que você morou lá, havia a administração de um bar que serviu de ponte para diversos artistas maranhenses, o Pertinho do Céu, casa lendária do circuito universitário alternativo da capital cearense. Fale um pouco dessa experiência. Foi uma experiência muito positiva, pois a casa, apesar de pequena, tinha uma programação cultural muito intensa, com música, artes plásticas, cinema, já que na época o cinema cearense estava despontando para ser o que é hoje em importância no cenário nacional, e até um bloco de carnaval a perambular pelas ruas boêmias do Benfica. Isso tudo sem nenhum apoio, público ou privado. Era uma coisa de movimento mesmo. Por estar dentro do circuito universitário, muitos frequentadores do bar hoje estão em posição de destaque no cenário cultural, acadêmico, político e até mesmo empresarial. Quando revejo alguém, a associação é inevitável. Mas hoje há muitos lugares em Fortaleza cumprindo o mesmo papel. Sobrou a gostosa saudade de um tempo bem intenso.

Olho de Boi, seu disco de estreia, trazia um apanhado de mais de 20 anos de criação, músicas antes restritas a um pequeno grupo de amigos-fãs. Pedra de Cantaria continua esse processo de registro e traz composições mais novas e resgata uma música de teu pai, o bolero Não fale nada. Como se deu a concepção e produção dos dois trabalhos? O Olho de Boi era um sonho antigo, já que em 1997, eu e o Paulo Renato, um cantor e compositor cearense, havíamos feito um show no Teatro São José, em Fortaleza. O show não tinha nome e precisávamos de um. Não me lembro como, lembrei de uma reportagem que tinha lido recentemente sobre o selo Olho de Boi e fiz uma associação ao bumba-meu-boi maranhense. A saudade bateu, corri pro violão com caneta e papel e fiz a música, assim, de uma sentada. Peguei o telefone e liguei pro Paulo: tenho o nome do show e a música. Os amigos sempre diziam: tem que registrar isso, tem que gravar. Em 2008 criei coragem e gravei o CD com algumas músicas que estavam no fundo do baú e algumas que fiz no estúdio, além da parceria contigo, na música Lembra?. A cereja do bolo, para mim, foi a participação da cantora mineira Ceumar, que muito me emocionou com sua voz em Alegoria de saudade. O projeto do Pedra de Cantaria também é antigo. Semelhante ao Olho de Boi, surgiu por causa de um poema a quatro mãos [também com o repórter], então inacabado, concebido em um momento maravilhoso que foi a Festa do Divino em Alcântara. Isso em 2004, se não me engano. O verso: “Pedra de cantaria, se eu pudesse alcantararia São Luis, Maranhão” ficou martelando meu juízo por anos e eu não conseguia definir um compasso que completasse musicalmente a frase. Eu pensei: vou executar o projeto. Na hora, a inspiração bate. Confiei um pouco na sorte. Trocando e-mails, letra indo e voltando, a tecnologia ajudou, ajusta aqui e ali, a música saiu. No CD Pedra de Cantaria me permiti a expandir as parcerias, incluindo a música Pra Chorar no Rio, com Ricarte Almeida Santos. Gravar a música de meu pai foi muito emocionante. Ele havia cantado para mim a música quando fui visitá-lo em Imperatriz. Eu anotei rapidamente a letra e fiquei martelando a melodia na cabeça. Quando eu mostrei a música gravada para ele, a emoção foi mútua. Os músicos foram muito competentes no registro.

A partir do dia 16 de janeiro você cai literalmente Na Estrada, no projeto homônimo que levará Carlinhos Veloz, Wilson Zara e você a 20 cidades nordestinas. Fale um pouco de sua relação com estes dois artistas e do projeto em si. Ambos são meus amigos desde a nossa passagem por Imperatriz, nos anos 1980 e comecinho dos anos 1990, embora a aproximação com o Carlinhos tenha se dado mais recentemente, quando ele resolveu vir morar em São Luis. Amigos comuns, memórias comuns, sonhos e projetos comuns, resolvemos fazer uma parceria para levar a música maranhense para os estados do Nordeste, sobretudo para o interior. A ideia é simples: tocar e cantar para os estudantes, que serão os artistas, produtores, formadores de opinião, ou simplesmente ouvintes no futuro. Uma espécie de semente plantada. Junto com os shows, faremos uma pequena oficina sobre a música popular, com destaque à música maranhense. Estamos com uma expectativa positiva, pois é um intercambio importante para nós. O projeto conta com o patrocínio da Petrobras e tem o apoio do Ministério da Cultura.

Você participou do histórico show de aniversário de 26 anos da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), que viria a ser a primeira apresentação da cantora Lena Machado em São Luís. Anos depois, com O Mano, integrou o repertório do disco que comemorou os 20 anos de atuação do MST no Maranhão. Em Pedra de Cantaria há uma homenagem ao líder camponês e agora Doutor Honoris Causa (UFMA) Manoel da Conceição [o carimbó elétrico Batalha do Cerrado]. É fácil trazer a temática dos direitos humanos para dentro de tuas criações sem soar panfletário? Obrigado pelo “sem soar panfletário”. Resta saber se o pessoal que não gosta do Mané tem a mesma opinião [risos]. Na verdade, a temática dos direitos humanos me acompanha desde os tempos da infância. A minha mãe, pobre, sempre enfatizou os valores como honestidade e respeito ao próximo. Estes valores foram se consolidando na minha trajetória na Pastoral de Juventude, na minha militância política e acabou refletindo na minha criação musical. No Maranhão é até fácil tornar-se panfletário, devido à sua característica de estado assimétrico socialmente e dominado por décadas por uma única oligarquia. Sobretudo, por seus métodos de aliciar, cooptar, ameaçar, e utilizar o bem público em proveito próprio. Esse negócio de madrinha de boi, patrono disso, mausoléu daquele, praça deste, até municípios com nomes de pessoas vivas e ativas politicamente, não é mais do que o velho patrimonialismo grassando o século XXI neste estado. Até a arte no Maranhão está ameaçada, quando a produção artística inconveniente aos seus interesses é preterida, perseguida, ignorada. E o que é pior: a cultura oficial maranhense se resume a apoio a eventos concentrados no tempo, Carnaval e São João, e no espaço, São Luis. Sobram umas migalhas para o interior e para as demais datas do ano. Isso cria uma confusão entre estado de mecenato e estado de mercenários. Isso tudo dá até motivos para um par de sambas, canções e raps de protesto. No entanto, ao fazer uma canção, um verso, eu me imagino ouvindo ou lendo em outra dimensão de tempo e espaço. Uma abstração. Eu não conserto versos por conveniência. Se eu percebo que a letra que vou dizer ou cantar não soma nada aos valores que acredito, eu simplesmente aborto. Tiro da carne. Extirpo.

Olho de Boi contou com a participação especial da cantora mineira Ceumar. Pedra de Cantaria reuniu Carlinhos Veloz, Celso Borges, Erasmo Dibell e Lília Diniz. Como foi trabalhar com cada um/a e reuni-los nestes dois trabalhos? Foi uma experiência ímpar. Mandei uma guia bamba de Alegoria de Saudade pra Ceumar, a letra nem estava pronta e ela respostou dizendo que havia gostado e que gravaria comigo. Fiquei muito emocionado. A tecnologia permitiu a gravação à distância. A voz dela foi captada em Amsterdã, o que torna o Olho de Boi internacional [risos]. Aproveitei a experiência para reunir os bons nomes da cena musical maranhense no meu segundo trabalho. Em Claustrofobia contei com a ótima performance do poeta Celso Borges, com o poema Vazio. Carlinhos Veloz emprestou sua bela voz na música O Rio e Erasmo Dibell, com seu suingue sarará cantou em Madre. Contei também com a participação da poeta e atriz Lilia Diniz, com sua voz de lavadeira cantando Oiei pro Céu, de Dona Elza de Tutóia, que abre a música Batalha do Cerrado, em homenagem ao líder camponês Manoel da Conceição. Carlinhos, Erasmo, Lilia e o Celso, todos foram muito receptivos e o resultado foi muito além do que eu esperava.


Reprodução

Pedra de Cantaria já teve dois shows de lançamento em Fortaleza. Olho de Boi, em 2009, teve shows de lançamento no Maranhão, em Imperatriz e São Luís. Quando o público daqui poderá conferir o disco novo ao vivo, no palco? Após a turnê, que vai até o início de fevereiro, pretendo fazer o show em São Luis e, quem sabe, em Imperatriz. O que mata é o ofício. Bater ponto, frequentar aulas e fazer shows itinerantes exige uma agenda coordenada. Estou com a expectativa de fazer o show em meados de março ou abril.

Teu primeiro disco foi gravado em São Luís, com músicos daqui; o segundo, em Fortaleza, com músicos de lá. É possível fazer uma comparação entre as experiências? Entre as experiências, sim. Em ambas, percebi uma receptividade muito boa do meu trabalho. Olho de Boi, por ser o primeiro, entrei um pouco assustado no estúdio, e com a preocupação de dar uma unidade ao disco, com um repertório tão diverso. O Marcus e o Robertinho, do estúdio Kerigma, que assinaram a direção, me deixaram bem à vontade e me permitiram interferir no resultado. Gravar em Fortaleza foi uma experiência um pouco diferente, pois eu já tinha uma proposta para o CD e contei com o importante apoio do Hoto Jr, percussionista cearense, que se envolveu integralmente ao trabalho e dirigiu a gravação e os shows de lançamento. Quando eu botava as guias ele já dizia: essa música cabe tais instrumentos e vou convidar esses músicos e tal… só pude interferir um pouco na hora de mixar. O que posso dizer é que todos foram muito profissionais.

Teus dois discos tiveram apoio do programa Cultura da Gente, do Banco do Nordeste. Você já pensa num terceiro trabalho? O que o fã-clube pode esperar? Eu pretendo gravar o terceiro trabalho, provisoriamente intitulado de Tocantes. Pretendo fazê-lo de forma independente. A ideia é fazer um trabalho com músicas feitas “no forno”. Inéditas até para mim hoje. Tenho algumas parcerias sendo trabalhadas, que vão enriquecer o trabalho. Em termos de estilo, posso adiantar que o disco será mais “baladeiro”. Quero fechar a trilogia de discos em estúdio para poder avançar em outros projetos. Outras mídias.

Vivendo na ponte aérea entre o Ceará e o Maranhão, como você observa a cena cultural, sobretudo musical, daqui, do ponto de vista da organização da classe artística e da gestão cultural? Olha, vou dizer o que vejo, da forma como vejo. Recentemente vi em um jornal local um título interessante, em letras garrafais: “A cultura deu um salto no Maranhão”. Não li a reportagem, mas poderia interpretá-la de duas maneiras: a cultura deu um salto aqui na breve gestão do Joãozinho Ribeiro, quando se ensaiou a democratização dos bens e serviços culturais em favor da criação, fruição e desenvolvimento da cultura maranhense, e depois, por propulsão, foi cair em outro lugar; a segunda interpretação é que o salto pode ter sido para um abismo sem tamanho, por causa da miopia dos gestores públicos que os impede de ver que não se faz cultura por decreto. É necessária a construção de uma política cultural que vá além dos eventos e festas e da confusão que se faz com outras áreas como o turismo, que termina drenando os parcos recursos destinados à cultura em prol de um programa que já tem sua própria política e seu próprio orçamento. Do ponto de vista da organização da classe artística, ainda impera o velho individualismo e as associações “de pasta”, na qual o sujeito fica de plantão na porta da secretaria, com um projeto na mão, representando uma coletividade real ou imaginária, esperando a boa vontade do “servidor público”. Sim, embora não pareça, mas são servidores públicos. O resultado termina sendo aquele que já citei anteriormente, que vai cair na arte tutelada, cujo ápice pode ser descrito como o visto na festa de ano novo que termina sendo uma ode aos governantes de plantão. Tendo a oportunidade de conhecer a gestão de outros estados, percebo que o caminho é o inverso: o da interiorização, o da municipalização, o do Brasil de dentro. Isso significa a criação de equipamentos culturais em pontos-chave no interior, estimulando a participação e formando e valorizando os verdadeiros agitadores culturais. Só a título de exemplo, conheço o pequeno município de Pedro II, no Piauí, que conseguiu aprovar dezenas de projetos culturais em editais, pelo simples fato de ter tido um equipamento de difusão, discussão e fruição da cultura, um pequeno espaço cultural. Simples, barato e eficaz, para usar o jargão administrativo.

Qual a sua análise dos oito anos do governo Lula no setor cultural, com os ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira, e quais as expectativas para os próximos quatro anos, com Dilma Rousseff na presidência e Ana de Holanda no Ministério da Cultura? O exemplo dos meninos de Pedro II, que ilustrei, dá a dimensão dos resultados da gestão Lula. A cultura, antes vista como apêndice da educação, como mera manutenção de bens simbólicos, ou ministério de cabide de aliados derrotados, ganhou musculatura política, aumentou, ainda que modestamente, seu orçamento. Mas o mais importante: colocou a diversa, contraditória, rica, desigual, concentrada política cultural em discussão. E a premissa de buscar o aumento constante do apoio, desconcentrar os bens e serviços culturais e a busca de alcançar um sistema nacional de cultura que garanta a esta e às próximas gerações o direito universal à cultura, já justifica uma análise positiva. Quanto à nova ministra Ana de Holanda, tenho boas expectativas, pela trajetória de sua família, por estar perto de alguém como Chico Buarque, que soube como poucos sintetizar a alma, a cultura brasileira e pelo compromisso firmado pela Presidente Dilma em intensificar as mudanças iniciadas na gestão Lula. Mas a minha expectativa é reforçada por causa dos meninos de Pedro II e de tantos outros lugares que, uma vez que aprenderam o caminho das pedras, não retrocedem por vontade ao ponto anterior.

A entrevista até aqui foi com o artista Gildomar Marinho. Agora, uma pergunta ao funcionário do Banco do Nordeste: do que o Maranhão precisa para ter um Centro Cultural Banco do Nordeste instalado aqui? Como funcionário do Banco do Nordeste não tenho a autorização adequada para responder a essa pergunta, já que esta é uma decisão da alta administração do Banco. Agora, o que posso dizer é que há um cenário positivo de apoio à cultura e que é preciso aproveitar estes bons ventos. O Banco está querendo imprimir sua nova marca, a cultura está entre suas estratégias de ação e já há três centros culturais do Banco do Nordeste, em Fortaleza e Juazeiro do Norte, no Ceará, e Sousa, na Paraíba e outros estão em construção. É hora de juntar forças para conseguir um para o Maranhão. Pessoalmente, preferiria que fosse no interior, pelas razões que já enfatizei nesta entrevista. Mas, sendo no Maranhão, serei um soldado nesta luta. O que se precisa é de uma forte mobilização local, acima de ideologias, e a disponibilização de um espaço físico adaptável para a implantação do centro cultural. Neste caso, a parceria é fundamental.

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O músico, amigo e parceiro Gildomar Marinho aniversaria hoje. Com Carlinhos Veloz e Wilson Zara, pelo projeto Na Estrada, apresenta-se hoje em Recife/PE, na Estação Central Metrô, às 19h, com entrada franca. Nossos votos de feliz aniversário e sucesso vão aqui, com a reprodução desta entrevista publicada no Vias de Fato de janeiro/2011.

Papoético

Com diversas possíveis leituras, assim o jornalista e poeta Paulo Melo Sousa, vulgo Paulão, e a turma que tem se reunido às quintas-feiras batizaram os encontros etílicos-líricos-literários que vêm acontecendo sempre às 19h no Chico Discos (Rua Sete de Setembro, quase esquina com Afogados).

Hoje o Papoético debaterá blogues e literatura e terá como convidados este que vos tecla e Marcus Saldanha. O que não quer dizer que se vá passar a noite toda falando só do assunto-tema. Ouvem-se discos (quem quiser pode levar o seu), lêem-se poemas e contos e, vez por outra, rolam canjas musicais. E é claro, apreciam-se bebidas quentes e geladas e tira-gostos práticos: queijo, azeitonas e salgadinhos.

O espaço é pequeno, mas aconchegante. Quem quiser, pode chegar, o convite está feito.

Aperreio no Laborarte

Por um motivo ou outro, ainda não consegui prestigiar as sessões do Cineclube Laborarte, que têm apresentado filmes bastante interessantes.

Amanhã (27), às 18h30min, com entrada gratuita, é a vez de exibirem Aperreio, doc-curta de Doty Luz e Humberto Capucci (Café Cuxá Filmes), premiado no Curta Carajás, no Pará. O filme (20min), produzido sob encomenda do Comitê de Monitoramento das Políticas Voltadas às Vítimas das Enchentes, mostra o “aperreio” por que passaram muitos maranhenses com as enchentes que castigaram o estado em 2008 e 2009.

Para quem ainda não viu, eis uma ótima oportunidade.

O Laborarte fica na rua Jansen Müller, 42, Centro.

Coyote uivando em livrarias


Capa: Priscilla Buhr

Quem avisa é o amigo-editor Ademir Assunção. Eu já havia comprado as minhas no Sebo do Bac. Sim, no plural: há tempos compro, pelo menos quatro edições da Coyote: leio-coleciono uma e dou uma para a prima Érika, que formou em Letras (ainda não entreguei o número 21, o que farei junto da Pitomba). As restantes também são dadas, com uma rotatividade entre o(a)s presenteado(a)s. Ocasional. Sem critérios rígidos. Ou mesmo (pré-)estabelecidos. É minha forma de tornar a Coyote mais conhecida por aqui. Ou de (tentar) fazer um(a) ou outro(a) se interessar por poesia, literatura e essas coisas que este mundo tem insistido em dizer que são chatas ou cansativas. Bem, a quem ainda não conhece a Coyote, fica a dica.

Um poema inédito de Celso Borges

Dica do blogue para leitura do post: play na música, leitura com background

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Trombone man, Rico Rodriguez

ODE A RICO RODRIGUEZ
CELSO BORGES

Juro
Por todos os dias e deuses de todas as manhãs
Por todos os estranhos socos que o mundo me dá
Juro pelo pântano que me afunda
Pela mais profunda crença no que nunca vi
Nunca toquei…

Só tu, Rico Rodriguez
Tocas minha alma pela boca

Tua música sem palavras sem rimas
Me diz tudo que tem de ser dito:
A dança da alma a parir o ouro do mundo

Só tu, Rico Rodriguez
Tocas minha alma pela boca

Nem trocadilhos de poesia rara
Nem truques da prosa de Avalovara
Nem a boina de Ernesto Che Guevara
Nem os dedos das mãos de Victor Jara
Nem o beijo de Clark Gable em Scarlett Ohara

Só tu, Rico Rodriguez
Tocas minha alma pela boca

Nem a nuvem linda de uma manhã clara
Nem o sol se pondo numa tarde rara
Nem a vanguarda louca de Tristan Tzara
Nem as pernas e a voz e os olhos de Nara

Só tu, Rico Rodriguez
Tocas minha alma pela boca

Nem trança de Prince
Trilha de Terra em Transe
Triunvirato de Roma
Trama de Truffaut
Nem o trumpete de Miles Davis

Só tu, Rico Rodriguez
Tocas minha alma pela boca

Só e só o solo do trombone sagrado de Rico Rodriguez
Ali se ouve além

Viva São Sebastião!

O jornalista Cesar Teixeira integrou a equipe que, em 2002, há quase 10 anos portanto, fundou o Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante, capitaneado pelo professor e escritor Alberico Carneiro e Josilda Bogea Anchieta, recém-falecida. Confesso que, ao saber de sua subida, temi pelo único suplemento literário ora em circulação no Maranhão. Restaria apenas sua boa lembrança, como dela?

Hoje, dia de São Sebastião, como bem lembrou Rielda Alves no tuiter, lembrei de um texto de Cesar Teixeira sobre o santo, publicado na edição 48 (18.jan.2003) do citado suplemento, que republicaremos abaixo. Qual não foi minha surpresa, a página do Guesa Errante na internet está fora do ar. Já teria ido se juntar a São Sebastião e Josilda? (Acabei recuperando o texto, cuja edição impressa tenho em casa, no “em cache” do Google).

Hoje empenhado na consolidação do Vias de Fato (alô, turma!, edição de janeiro/2011 já nas bancas!), projeto alternativo de comunicação, o autor de Bandeira de aço tem o raro dom do que poderíamos chamar de “eternidade do texto”. Ou se eu não tivesse contado vocês diriam que a matéria abaixo já conta oito anos?

ARCO E FLECHA PARA SÃO SEBASTIÃO!
CESAR TEIXEIRA

Amarrado num tronco e crivado de flechas, São Sebastião é festejado em todo o Maranhão, onde é identificado com Oxóssi nos terreiros iorubas. Ele, porém, não foi morto a flechadas, e sim a pauladas, por ordem de Diocleciano, em 20 de janeiro de 288 d.C., aos 38 anos. Na Casa das Minas, porém, o dia do santo é 19, consagrado a Azonce, a quem está ligado.

Recende ainda o cheiro das pa-lhinhas de Reis, mas a cidade já vive os festejos de São Sebas-tião, que também vira Oxóssi no Maranhão. Nas igrejas, terreiros, sítios e casas que devem promessa são feitas homenagens ao santo martirizado durante o Império Romano, que perseguia cristãos tal como se caçam, hoje, cães portadores de cólera nas ruas.

Mas a sociedade moderna continua politeísta, e seus deuses integram o panteão capitalista: o FMI, a Microsoft, a OPEP, a Internet, Walt Street etc. Os justos ainda são torturados e mortos, antes de serem adorados, como se deu no séc. III com São Sebastião, defensor nas guerras, fome e epidemias.

Cenas de martírio – São Sebastião teria nascido em Milão, na Itália, conforme relatos de Santo Ambrósio e Santo Agostinho, mas há a versão de que nasceu em Narbone, na Gália, em 250 d.C., tendo ingressado na carreira militar aos 19 anos. Impressionado com a bravura do jovem soldado, o imperador Diocleciano o nomeou chefe da primeira corte pretoriana.

O tirano, porém, sente-se traído quando descobre que São Sebastião propagava a fé cristã em Roma e o condena à morte. Diante da guarda, o santo foi despido, amarrado a um tronco e atingido por flechas, sendo abandonado para morrer. Por milagre, resiste aos ferimentos.

Irene, viúva de Castulo, também martirizado, vai ao local para remover e sepultar o corpo de São Sebastião. Encontra-o ainda vivo e o esconde em sua casa. Restabelecido, o santo retoma sua luta e apresenta-se ao imperador, censurando-o pelas injustiças contra os cristãos e pedindo que deixe de persegui-los.

Alheio ao discurso, Diocleciano ordena a sua execução por bastonamento e golpes de bolas de chumbo em 20 de janeiro de 288 d.C., aos 38 anos. Para evitar que fosse venerado pelos cristãos, o cadáver é jogado na Cloaca Máxima, esgoto público de Roma.

O corpo de São Sebastião é encontrado por Santa Luciana, para quem apareceu em sonho pedindo-lhe que o sepultasse junto às catacumbas da Via Appia.

Okê, meu santo! – Dizem os cronistas que, durante a batalha triunfal contra os franceses que invadiram o Rio de Janeiro, São Sebastião foi visto lutando ao lado dos portugueses, índios e mamelucos. Coincidentemente, era o dia 20 de janeiro de 1567.

Essa aura guerreira, no sincretismo religioso, o identificaria com o deus ioruba da caça e das florestas, Oxóssi, como ocorre no Rio, no Maranhão e na cidade de Porto Alegre. “Okê!” é a sua saudação, e o grito que o anuncia parece o latido de um cachorro.

O mesmo orixá, no entanto, é São Jorge em Recife e na Bahia, onde Nina Rodrigues, em estudo pioneiro, o encontra assentado no terreiro de Menininha do Gantois. Em Cuba, alguns santeros têm Oshó-Oshi ou Oshosé como São Alberto.

No Maranhão, os festejos de São Sebastião destacam-se nos municípios de maior incidência afro-brasileira: São Luís, Codó, Pedreiras, Caxias, Bacabal, Viana, São Bento, Cururupu, entre outros. A liturgia concentra-se, sobretudo, no tambor de mina e na umbanda.

É grande o legado daomeano e ioruba para a religiosidade local, destacando-se a Casa das Minas e a Casa de Nagô. Na crença jeje-nagô em São Luís foi ainda inserido o ritual do candomblé, adotado pela Casa Fanti-Ashanti a partir de 1976, onde se festeja Oxóssi, também conhecido por Odé.

Assim, São Sebastião sai da Igreja e vai aos terreiros, embora o inverso não seja praxe em relação ao orixá, tão discriminado quanto a sua etnia. Em São Luís, até 1988 os rituais eram controlados pela Polícia, que cobrava taxas de funcionamento dessas casas, prática que fere a igualdade constitucional.

Na Roma antiga, o deus Janus, que dá origem à palavra Janeiro, tinha duas faces: uma que olhava para o futuro e outra para trás. As duas “faces” de São Sebastião miram para o alto.

Porém hoje, a propósito de Diocleciano, ainda há cruzadas contra a “feitiçaria” que utilizam jornais, rádios e canais de TV. Para resistir, o santo vira a pele do avesso, pega o erukerê, o arco e a flecha (ofá), a espingarda e demais apetrechos de caça, incorporando Oxóssi.

O jantar dos cães – São Sebastião fora do dia 20 é uma rara exceção que se dá na Casa das Minas, terreiro jeje-fon, onde surpreendemos o santo camuflado entre voduns. Ali, no mês de janeiro, festeja-se um ciclo em torno de Acossi Sakpatá (não se trata de Oxóssi) e seus irmãos – que não descem no querebentã há décadas.

O dia 19 pertence a Azonce, ligado a São Sebastião; no dia 20 festeja-se Acossi, vodun das doenças e remédios, associado a São Lázaro, e, no dia 21, Azili, que é venerado como São Roque. Azonce, ou Agonço, também é rei e não é doente como ou outros, que dançam com as mãos em garra como se tivessem lepra.

Mas a festa de São Sebastião é para Acossi, chefe da família Dambirá, e no seu dia é oferecido um jantar para os cachorros sobre esteiras cobertas por alvas toalhas bordadas. Sete, nove ou treze cães (depende do modo de contar os parentes de Acossi), acompanhados por igual número de crianças.

A saborosa comida, preparada em fogão de lenha e caldeirões, é feita pelas filhas da casa e servidas em pratos de louça: galinha, arroz, torta, macarrão e farofa, além da sobremesa de goiabada. Durante o jantar os voduns entoam cânticos, até que os pratos sejam recolhidos por pagadores de promessa.

Confesso ao leitor, que, pelo fato de ter nascido ao lado da Casa das Minas, ali na rua São Pantaleão, inúmeras vezes levei um pequeno vira-lata chamado Lord para repastar-se no banquete de Acossi. Sendo inevitáveis as brigas caninas durante o jantar, o que causava grande alvoroço, os pratos eram levados para casa.

Enfim, pouco sobrava para o magérrimo cão. Até hoje, no dia de São Sebastião, lembro do fato e me penitencio. Okê, Caboclo!

Punks da periferia

A máxima punk “faça você mesmo” tem sido seguida, ainda bem, por artistas maranhenses que cansaram de ficar reclamando que nada acontece, que ninguém apoia, que isso, que aquilo.

Na cena pop-rock, por exemplo, 2010 marcou os lançamentos de discos de Djalma Lúcio (ex-Catarina Mina) e Garibaldo e o Resto do Mundo, trabalhos que mereceram a atenção deste blogue. Espera-se que das rádios idem.

Nesta sexta-feira, duas bandas dividem disco e palco. Rock Split é um trabalho que soma a Velttenz e a Gallo Azhuu, três faixas de cada. Ainda não ouvi o disco, que já valeria só pela máxima punk com que abro o post.

A Velttenz é Tiago Diniz (guitarra e vocal), Paulo Moraes (vocal e guitarra, ele também homem à frente da Garibaldo e o Resto do Mundo), Sergio Henrique (contrabaixo) e Kiko Lisboa (bateria). A Gallo Azhuu é André Grolli (contrabaixo, ele que é baterista da Pedra Polida), Pablo Habibe (guitarra), Patrick Pataugaza (vocal e guitarra) e Denis Carlos (bateria).

O lançamento acontece nesta sexta-feira (21), às 20h, no Teatro Alcione Nazaré, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande. Ingressos e discos custam R$ 5,00 cada. Detalhes abaixo, no cartaz e no vídeo.

Aperta start, a trupe já está Na Estrada

Um post-aviso tardio (por que antes, eu caí na estrada).


Foto: Lena Machado

Teve início ontem em São Luís a turnê Na Estrada com Carlinhos Veloz. Projeto aprovado pela Petrobras através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura levará o artista a 20 cidades nordestinas, entre capitais e interiores.

Pernambucano de nascimento, maranhense de adoção, Carlinhos Veloz contará com as participações especiais de Wilson Zara, que assina a técnica de som, e Gildomar Marinho, que ministra palestra-oficina sobre a cultura e a música populares maranhenses – com auxílio de pesquisa deste que vos tecla.

A on the road band de Veloz é formada por Marcos Lussaray (guitarra), Carlos Raqueth (contrabaixo), George Gomes (bateria) e Jesiel Bives (teclado), contando com a participação especial de Jeff Soares (contrabaixo e violoncelo), que co-pilotará a mesa de som.

A inauguração do projeto aconteceu na chuviscosa noite de ontem, às 20h – horário em que acontecerá a maioria dos shows da turnê – na Galeria Valdelino Cécio do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, na Praia Grande. Todos os espetáculos da turnê têm entrada franca.

Chegando de viagem, encarei os pingos mandados por São Pedro. Atrasado, acabei perdendo a(s) abertura(s) do show: além das funções supra, Gildomar e Zara cantam e tocam antes de Veloz e banda subirem ao palco. A apresentação de ontem foi aberta por Tara, minha música predileta de seu repertório, e encerrada com Ilha bela (se houve bis, eu já havia saído, moído da viagem), com um desfile de grandes sucessos – que não lhe faltam.

Na Estrada com Carlinhos Veloz chega hoje (17), às 20h, ao Centro de Ensino José Sarney, em Santa Inês/MA. A agenda completa da turnê pode ser acessada em seu blogue.

Uma sátira ao vazio dos discursos


O ator Adeilton Lima em cena em A conferência

Do texto do release, que recebi por e-mail, poderia resumir a peça A conferência como uma sátira ao vazio dos discursos: acadêmico, político, religioso etc.

O espetáculo, bem humorado, chega à São Luís com entada franca, com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura e Secretaria de Cultura de Brasília/DF, ficando em cartaz dias 14 (sexta) e 15, às 20h, e 16 (domingo), às 19h, no Teatro Alcione Nazaré (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande).

O monólogo é interpretado por Adeilton Lima, que conta 22 anos de carreira, com direção de Cláudio Chinaski e iluminação de Eduardo Fernandes. Em 2006 A conferência recebeu o prêmio Myriam Muniz de Teatro, da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A curta temporada em São Luís conta ainda com o apoio do São Luís Convention & Visitors Bureau, Espaço Cultural Mosaico, Office Stand Up, Universidade FM e Pousada Portas da Amazônia.

A Conferência tem 50 minutos de duração e é indicado para pessoas com 14 anos ou mais.

Bombas modernas não fazem tic-tac

Revista Pitomba tem lançamento nesta sexta-feira em São Luís

O Bar do Porto (Praia Grande) recebe a festa de lançamento da revista Pitomba nesta sexta (14), a partir das 19h. A noite contará com discotecagem de Bruno Azevêdo, leitura de poemas e a presença de vários colaboradores da publicação.

Pitomba é uma revista com 36 páginas. Sem periodicidade, privilegia a produção inédita de artistas contemporâneos das regiões Norte e Nordeste, poetas, prosadores, artistas plásticos, músicos, ilustradores, quadrinhistas e fotógrafos de fora do centro do mapa cultural brasileiro. Editada por Bruno Azevêdo, Celso Borges e Reuben da Cunha Rocha.

Pitomba, a primeira, que não é necessariamente a número um, tem capa assinada pelo piauense Antônio Amaral (veja reprodução abaixo), traduções e colagens de Reuben da Cunha Rocha, prosa de Bruno Azevêdo, Carolina Mello, Carlos Augusto Lima e Guaracy Britto Jr., poesia de Celso Borges e Eduardo Jorge, samba de Cesar Teixeira, fotos de Márcio Vasconcelos e André Lucap, ilustração de Fernando Mendonça e quadrinhos de Ricardo Sanchez. O projeto gráfico é de Bruno Azevêdo, com colaboração de Celso e Reuben. Sai com o apoio das livrarias Poeme-se, Vozes e do jornal Extra.

Os Editores

Bruno Azevêdo – escritor, autor de Hemóstase (2000); A Bailarina no Espelho (2007); Breganejo Blues [novela trezoitão] (2009); e O Monstro Souza [romance festifud] (2010). Em 2009, fundou a editora Pitomba! livros e discos e mantem o blog O Putaquepariu!.

Celso Borges – poeta e jornalista, publicou oito livros de poesia; os últimos, XXI (2000), Música (2006) e Belle Époque (2010), compõem a trilogia A posição da poesia é oposição, em formato livro-CD. Desenvolve projetos de poesia no palco, entre eles Poesia Dub e Celso Borges e os Restos Inúteis.

Reuben da Cunha Rocha – ensaísta, poeta e tradutor, com trabalhos publicados nas revistas Cult, Autofagia, Modo de Usar & Co e Minotauro. Mestrando em Ciências da Comunicação pela USP. Tem inédito o livro Manual pra assassinar papas.


Capa. Reprodução

Serviço: Lançamento Pitomba > Sexta, 14/jan, 19h > Bar do Porto (Praça dos Catraieiros, Praia Grande) > Entrada gratuita > Revista: R$ 5,00

[colo aqui o release recebido da produção]