Noel, Rosa secular

Aos que foram, lembrar; aos que não, arrepender-se. Aos últimos, consolo: Noel, Rosa secular terá bis em breve (mais detalhes aqui, assim que os tiver).

A seguir, alguns momentos do show, no clique caprichado e atento de Pedro Araújo.

O Regional Feitiço da Ilha (da esquerda para a direita): Vandico (percussão), Arlindo Carvalho (percussão), Juca do Cavaco (cavaquinho), João Soeiro (violão), Domingos Santos (violão sete cordas) e João Neto (flauta). Ao fundo, o casal de mestres de cerimônias, da Companhia Beto Bittencourt.

O público ocupou todos os espaços do Daquele Jeito (Vinhais). Piada-comentário deste blogueiro na ocasião: “Eu nunca estive aqui, mas nunca vi isso aqui tão cheio”. Após: “Eu nunca tinha visto o Daquele Jeito daquele jeito”.

Os Quatro Senhores interpretam Feitiço da Vila, um dos muitos clássicos da música brasileira lembrados na noite do último 11 de dezembro, quando seu autor, Noel Rosa, o Poeta da Vila, teria completado 100 anos. Da esquerda para a direita: Joãozinho Ribeiro, Chico Saldanha, Cesar Teixeira e Josias Sobrinho.

Outro ângulo dos quatro senhores.

Aqui, Joãozinho Ribeiro em seu momento solo. Ele ganha tempo enquanto Juca troca a corda do cavaquinho e lê o texto de Zeca Baleiro, do programa da noite:

Noel Rosa é o pai da canção brasileira. Ainda que o “polêmico” primeiro samba seja atribuído ao compositor Donga, quem de fato deu forma, peso e medida à canção brasileira foi Noel de Medeiros Rosa, que hoje faria cem anos, não tivesse ele morrido prematuramente aos quase 27.

Noel tinha o toque de gênio, aquela capacidade rara de abordar os temas mais banais com um olhar único, embebido sempre em lirismo e humor. E deixou uma obra imensa, impressionantemente rica e vasta, especialmente quando se sabe que seu autor se foi com a idade de Hendrix e Joplin.

Hoje, Noel recebe a homenagem de quatro legítimos herdeiros de seu lastro de bamba – Cesar, Chico, João e Josias -, quatro cantores-poetas, filósofos de botequim, gênios da canção, assim como Noel.

Perto de vocês me calo.

Saravá, poetas. Esta noite a alma de Noel faz festa no céu!

Zeca Baleiro

O jornalista Samartony Martins (O Imparcial) e o blogueiro. Não vi quando, de dentro do balcão, Pedro Araújo clicou nossa conversa.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

7 comentários em “Noel, Rosa secular”

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