TODO DIA É DIA DE CHORO!

Hoje é o Dia Nacional do Choro. A data é comemorada em todo o Brasil desde 2001. A Lei que o institui, de nº. 10.000, foi sancionada em 4 de setembro de 2000. Na data, em 1897, nasceu Alfredo da Rocha Viana Filho, ninguém mais ninguém menos que Pixinguinha, um dos maiores gênios da música brasileira já surgidos em todos os tempos, na foto entornando mais uma, ladeado por Donga (E) e João da Baiana. Um brinde, seu Pixinga!

Carinhoso, Rosa, Lamentos e Um a Zero, para citar apenas alguns, estão entre os maiores clássicos de autoria do maestro, homenageado pela Portela, no carnaval de 1974 – Pixinguinha falecera no ano anterior – com o samba O mundo melhor de Pixinguinha (Pizindim), de Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha. A escola carioca levou o segundo lugar.

A exemplo de outros anos, o Dia Nacional do Choro não passará em brancas nuvens em São Luís, em 2010. Professores e alunos da Escola de Música do Estado do Maranhão Lilah Lisboa de Araújo preparam homenagem a Pixinguinha e outros bambas do gênero com apresentação musical gratuita na Praça Valdelino Cécio (Praia Grande), entre 18h e 19h30min. Não dou detalhes do “serviço” por não os ter.

Na EMEM, cabe lembrar, surgiu o Instrumental Pixinguinha, originalmente formado pelos professores da casa Domingos Santos (violão sete cordas), Juca do Cavaco, Nonatinho (pandeiro), Raimundo Luiz (bandolim) – hoje diretor da instituição – e Zezé Alves (flauta). Foi o primeiro grupo maranhense a ser registrado em disco – Chorinhos maranhenses (2006) –, onde gravaram somente obras de chorões maranhenses, entre temas autorais e composições da velha guarda do choro maranhense, muitos infelizmente já nem mais entre nós.

Outra celebração do Dia Nacional do Choro na capital maranhense acontece em frente à praça-palco da EMEM: no Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 175), o Regional Feitiço da Ilha, que tradicionalmente anima as noites de sexta-feira da casa com o melhor do samba e choro brasileiros, preparou para hoje uma homenagem especial a Pixinguinha. O grupo, formado por Chico Nô (voz, violão, percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), Juca do Cavaco e Vandico (percussão), receberá diversos convidados para juntos lembrarem o aniversariante do dia, no show Saravá, Pixinguinha!.

O Clube do Choro Recebe, por motivos de força maior, viu-se obrigado a suspender o já tradicional sarau realizado aos sábados, há quase três anos – atualmente tendo como endereço a Associação do Pessoal da Caixa (APCEF), no Calhau. O que não significa que o Clube do Choro do Maranhão não dê a devida atenção ao mais brasileiro de todos os gêneros musicais, motivo maior de sua existência.

Pintar o rosto de crianças em escolas no Dia do Índio certamente não demonstra preocupações maiores com as questões indígenas. “Todo dia era dia de índio”, como já dizia Jorge Ben. Todo dia é dia de choro!, hoje mais que nunca, basta uma rápida olhada nas agendas culturais da Ilha. Celebremos Pixinguinha e todos os chorões brasileiros. Todos os dias.

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