DOIS BELOS REGISTROS

Aconteceu ontem, com sucesso, a segunda edição do projeto Sinhô Samba e Choro, organizado pelo compositor madredivino Eudes Américo, que homenageia no nome o violonista João Pedro Borges, também conhecido pela alcunha de Sinhô. Se você ainda não saiu de casa às dez da manhã para verouvir o que a turma anda aprontando lá pras bandas da Madre Deus, não deixe passar do próximo domingo. O desfile de instrumentistas e cantores vai até cerca de 15h, quando os blocos do pré-carnaval ilheu começam a passar.

Diversos bambas passaram pelo quiosque do Largo do Caroçudo em frente à Cantina da Madre, local do sarau: Osmar do Trombone, João Neto (flauta), Juca do Cavaco, Madson Peixoto (percussão), Henrique Jr. (violão), Neto Peperi (que cantou, entre outras, a inédita Não vai dar pra ser rei momo, de Cesar Teixeira, atendendo pedido meu), Silvério Boscotô (que também ajuda a organizar o sarau), Eudes Américo (coordenador da iniciativa), Erivaldo Gomes (percussão), Gari do Cavaco, Luiz Jr. (violão), entre muitos outros.

O grande mérito do Sinhô Samba e Choro é a retomada das tradições madredivinas (ou madrilenas, já que Madrilenos é o nome do regional que se formou para acompanhar Eudes Américo quando de sua primeira apresentação fora das canjas no Clube do Choro Recebe, projeto ora em recesso): todos reclamam(os) que a Madre Deus já não é o que era nas décadas de 60 e 70, que o samba e o choro (notadamente de compositores que habita(va)m o lugar) perderam espaço para vocês bem sabem o quê e ninguém faz nada. Ninguém fazia nada: domingo que vem, repito, não percam.

Alô, energúmenos: vamos respeitar a legítima manifestação cultural e, se não der para desligar, vamos ao menos abaixar o volume do som que emana de seus porta-malas? Ou procurar outro lugar para perturbar e beber, nessa ordem. Por favor!

Por lá encontrei ainda Ivo Segura, habitante das redondezas e figura sempre presente onde há boa música. Ele passou-me um dvd com os registros que fez na noite de autógrafos de Samba de Minha Aldeia, segundo disco da cantora Lena Machado, acontecida na última quinta-feira, 14.

Ainda nem entreguei o disco à destinatária mas brindo os poucos-mas-fieis leitores deste modesto blogue com duas imagens.

A primeira dá ideia, embora pequena, de como ficou o Bar do Léo, entupido de gente, com o acontecimento. O estabelecimento de Leonildo Peixoto tinha pelo menos o dobro do que Ivo captou nesta panorâmica em p&b:

Léo aproveitou para ter uma foto de Patativa (de quem Lena Machado gravou Colher de chá) em sua galeria de ilustres: “Tem foto de todo mundo, tem foto de Critóvão [Alô Brasil, compositor]… por que é que não tem uma minha?”, provocou a compositora. Eis o belo e descontraído registro, também de Ivo Segura:

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

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