RESSACA

Já que ontem foi domingo. E domingo é dia de… Tribuna Cultural!

Notas, antes:

1) Parabéns a Eudes Américo, Boscotô e todos os envolvidos com a organização do Choro na Praça (é mesmo este o nome do projeto?), que reuniu, ontem, na Madre Deus, entre aproximadamente 10h e 15h, diversos grandes nomes do choro e samba maranhenses, com direito a canja de Monarco (que eu não vi). Espero que o projeto tenha vida longa! Quando é a próxima edição, turma?

2) Lena Machado realiza sessão de audição e noite de autógrafos de Samba da Minha Aldeia, seu novo disco, nesta quinta-feira, 14, às 20h, no Bar do Léo (Hortomercado do Vinhais). Notem que não é (ainda) um show de lançamento: a ideia é reunir uma turma boa (ela, seus compositores, eu, os poucos-mas-fieis leitores deste blogue, e quem gostar de boa música, for bom da cabeça e são do pé, entre outros), conversar, beber e ouvir seu disco e outras pérolas do acervo de Leonildo Peixoto. ‘Té lá!

*

PARA LER NO BAR, COM OS AMIGOS

Tulípio – Humor de Botequim reúne em livro as tiradas geniais do bebum mais querido do Brasil.


[Tulípio – Humor de Botequim. Capa. Reprodução]

“Que atire a primeira garrafa quem nunca tomou um porre”. À 207ª. página de Tulípio – Humor de Botequim [Devir, 2009, 207 páginas, R$ 35,00], a provocação certeira, encerrando o livro – garanto que contar isso, aqui, não faz a coisa perder a graça. Como todo o “compêndio filosófico” do bebum mais querido do Brasil.

A cria de Eduardo Rodrigues (texto) e Paulo Stocker (traço) – vencedores do HQ Mix em 2009 – reúne em livro várias das tiradas geniais de Tulípio, publicadas nas sete (o último número na íntegra) edições da revista distribuída gratuitamente em bares paulistas e cariocas – alô, São Luís do Maranhão, já não é hora?

Na apresentação, Deus criou a mulher e a cerveja. E Tulípio vive atrás delas, o poeta e jornalista Ademir Assunção conta como nasceu o personagem: “Marquei um encontro entre Edu e Paulo Stocker. Num bar, claro. Entre porções de calabresa, muitas garrafas de cerveja e generosas doses de cachaça, Tulípio veio ao mundo. Gozado que ele já nasceu adulto e com o cotovelo encostado no balcão. E eu acabei virando padrinho do bebum. O estranho dessa história toda é que Tulípio só tem pai. Dois. É por isso que ele bebe tanto – dizem as más línguas”.

Quem prefacia a obra é Aldir Blanc. E além de todo esse time, já importantíssimo, ainda estão lá nomes como Ignácio de Loyola Brandão, Jaguar, Luís Fernando Veríssimo, Mario Prata, Moacyr Luz, Nei Lopes, Sócrates (filósofo – de botequim – com nome de filósofo), Ziraldo e Xico Sá, entre outros.

Uns contam histórias, outros traçam, digo, desenham. E o bom humor está garantido da primeira à última página. Algumas amostras, suas tiradas ligeiras, cá na coluna sem o charme do traço: “Pra próxima encarnação, vou pedir um estômago de teflon” (p. 142); “Se os Beatles fossem bons mesmo, teriam gravado alguma coisa do Jackson do Pandeiro” (p. 98); “O duro de ser um profissional do copo é que a aposentadoria normalmente é por invalidez” (p. 79); “Pelo princípio da coletividade, estar na fossa é bem pior que estar na merda” (p. 180). E segue por aí, o desfiar do rosário de pérolas da simpatia, salve, salve!

[Tribuna do Nordeste, Tribuna Cultural, ontem]

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