BENITÃO 2009

Essa saiu na Tribuna Cultural (Tribuna do Nordeste), ontem.

BENITO DI PAULA REPAGINA CLÁSSICOS EM DISCO AO VIVO

Disco traz o fino da produção do compositor.


[Benito di Paula Ao Vivo. Capa. Reprodução]

Mesmo os que não têm ainda 30 anos de idade – caso deste modesto colunista – é impossível não cantarolar aqui ou ali, seja levado por uma execução no rádio, num boteco, o assobio ou o cantar de alguém entre seus afazeres cotidianos ou qualquer outro motivo que seja, versos como “ninguém sabe a mágoa que trago no peito/ quem me vê sorrir desse jeito/ nem sequer sabe a minha solidão” ou “seria muito bom/ seria muito legal/ se cantor ou compositor/ pudesse ser ator ou jogador de futebol”. Ou ainda “Aquela sanfona branca/ aquele chapéu de couro/ é quem meu povo proclama/ Luiz Gonzaga é de ouro” e “agora chegou a vez, vou cantar/ mulher brasileira em primeiro lugar”, entre inúmeras outras.

São versos que fazem parte da memória coletiva brasileira, cantados em uníssono pelo povo – que às vezes sequer sabe da autoria destas e de outras pérolas, mais ou menos famosas – nas décadas de 1960 e 70 e repetidos infinitamente pelas décadas seguintes, até hoje. Se por um lado uns lhes torcem o nariz (e ouvidos), como se se tratasse de um artista menor, outros conferem a Benito di Paula epítetos como os de gênio, mestre, antológico e outros.

Em Benito di Paula ao vivo [EMI, 2009, R$ 24,90 em média, disponível também em DVD], o gênio mestre antológico – sim, o artista é tudo isso ao mesmo tempo e mais um pouco – ressurge em clássicos como Do jeito que a vida quer, Assobiar e chupar cana, Sanfona branca e Mulher brasileira, os dos versos citados acima, todos de sua autoria. Além de Charlie Brown, Ah! Como eu amei (Jota Velloso/ Ney Velloso), Tudo está no seu lugar e Retalhos de cetim, esta recentemente regravada com o acento pop de Zeca Baleiro, cujos títulos já remetem a versos: imediatamente estamos cantarolando.

Para alguns, pode soar mais do mesmo. Para os com menos de 30 anos, às vezes sem acesso às gravações e álbuns originais daquele que introduziu o piano no samba, deve servir principalmente para (re)colocá-lo no merecido lugar entre os grandes da música popular brasileira.

diga lá! não precisa concordar com o blogue. comentários grosseiros e/ou anônimos serão apagados

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s