CONVERSAS LITERÁRIAS

17 de setembro do ano passado: eu, Fabreu, Marla e Gilson César fomos à Capinzal do Norte pelo Conversas Literárias. A ideia do projeto era sempre (aconteceu em vários municípios) colocar um jornalista (eu) conversando com um escritor (Fabreu). Em Capinzal, contamos com a presença do poeta local Cícero Gomes de Oliveira. Foi uma experiência interessante.

A foto abaixo é a digitalização de parte da página que tem o texto de Fabreu sobre a viagem, na revista Conversas Literárias, lançada em abril passado. O texto, ele provavelmente postará em seu blogue, a estrear em breve, aguardem.

O título de meu texto, na revista na página seguinte ao de Fabreu, cita diretamente Relatos do escambau, estreia dele.


[Fernando Abreu, Zema Ribeiro e Cícero Gomes de Oliveira dando vida ao projeto em Capinzal do Norte. Legenda da revista. Foto: Marla Silveira]

RELATOS DE CAPINZAL

ZEMA RIBEIRO*

Auto-considerado um homem de bastidores, recusei por duas ou três vezes o convite. Que tinha eu a falar? Dava uma desculpa qualquer e declinava. Sempre. Mais um convite e já não havia como dizer não. Ao ser informado que eu dividiria a mesa com Fernando Abreu – “um cara de que gosto muito e cuja obra conheço”, pensei – aceitei, “de imediato”, o convite para participar do projeto Conversas Literárias: um jornalista (ou quase) conversa com escritores da capital e do interior, promovendo intercâmbios, trocas de experiências, interação com o público.

Iríamos à Capinzal do Norte, município recém-nascido – pedaços de Lima Campos, Codó, e Santo Antonio dos Lopes, de deliciosa cachaça que ainda comprei de lembrança – mas com talentos já de idade: Cícero Gomes de Oliveira, poeta setentão, lavrador que criou os não-lembro-quantos filhos com a roça que capinava, trocou a enxada pela pena e nos deixou encantados com sua obra, Verdades em poesia, cujos versos li sôfrega e apressadamente antes de começarmos o bate-papo numa quadra de esportes.

Deixou-me positivamente admirado o público ali presente, crianças mais ou menos prestando atenção, jovens e adultos interessados, uma banda musical formada por adolescentes, parecíamos grandes estrelas – Fabreu, contente, depois, deu autógrafo até em camisa de time de futebol, além, é claro, de em seus O umbigo do mudo e Relatos do escambau; o terceiro se aproxima, conversávamos no carro, na ida, na vinda, enquanto contávamos histórias engraçadas, cochilávamos e ouvíamos discos levados pelo magnífico Gilson César, mímico que quase nos rouba a cena.

Capitaneado por Marla Silveira, o Conversas, entre outros pontos positivos, ajuda também a divulgar a literatura maranhense, deixando obras nas bibliotecas municipais por onde passa. Quando fui, era dia quente, estrada longa, a vida imitando a literatura, nós-retirantes desbravando as letras e o Maranhão. Que o Conversas dê um longo calhamaço, obra em progresso ainda longe do ponto final.

*Entre outras coisas, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com. Participou do projeto Conversas Literárias em Capinzal do Norte, no dia 17 de setembro de 2008

4 comentários em “CONVERSAS LITERÁRIAS

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