eu e cb, cb e eu

na torre do desterro
no beco da bosta
na boca do boqueirão
na forca de bequimão: inveja
no sino da sé às seis
no hino de bandeira tribuzi
na classe média de merda: inveja
nos fulanos de tal, donos de danos
nos poetastros, beletristas de chás e ceias
nas praças de alimentação dos shoppings
nos desfiles de moda do sofitel
nos cartões postais do aeroporto do tirirical
nas duzentas colunas sociais de cada jornal: inveja
nos trinta dinheiros dos iscariotes ilhéus

*

não sei quando celso borges escreveu o acima. li este trecho quando, arremedo de mestre de cerimônia(s) (sem cerimônia nenhuma), chamei o poeta para compor a mesa do lançamento do plano editorial secma 2007, terça passada. eu estava vestido numa camisa branca com a inscrição (em vermelho) “a posição da poesia é oposição” (a última palavra, de cabeça pra baixo), poema seu (pintado na camisa por este blogueiro). peguei cb de surpresa e ele me disse que gostou. no música, quem interpreta o poemúsica acima é o t. a. calibre 1, entre a pegada forte de seu som, o poema furioso de cb e (tr)ec(h)os de nauro machado.

bebemos (pouco) juntos na quarta, na feira, e ainda nos encontra(re)mos antes dele voltar a “emaranhar em sampa”.

se o itaú prorrogar as inscrições (prazo final: hoje, ao menos até agora), é sobre cb que eu vou escrever.

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