balanço

vencida a maioria dos problemas que comprometiam o colunão, o quinzenário tem que, infelizmente, anunciar mais uma parada (se curta ou longa, só o tempo dirá). saibam mais, caros leitores, na versão impressa (nas bancas) e/ou no blogue de walter rodrigues, link ao lado.

abaixo, a mais recente colaboração (não direi última) deste blogueiro ao colunão. há mais, após; continuem.

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Theo em nova disparada

Talvez o nome de Theo de Barros, dito pura e simplesmente, não evoque lembranças. Sua música de maior “sucesso” é Disparada (1965), parceria com Geraldo Vandré, ainda hoje, muito regravada. Quem não lembra dos versos “porque gado a gente marca / Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente”?

Theo, o disco (Maritaca, 2004), alterna, em melodias e letras, alegrias e tristezas. Uma possível tradução do esquecimento a que são condenados muitos artistas brasileiros.

Essa mistura talvez retrate os espaços de sua própria vida, altos e baixos de uma “carreira”, se é que assim se pode falar. Jornalista de formação, Theo trabalha com publicidade, elaborando jingles. Ele assina, sozinho, nove das dezesseis faixas do disco; as outras, são parcerias com Paulo César Pinheiro (seu parceiro mais constante, com quem divide, aqui, quatro músicas), Cristina Saraiva e Conrado Goys.

Nascido no Rio de Janeiro e morando em São Paulo desde menino – tem hoje 63 anos –, é filho de pais nordestinos, outra possível explicação, esta para a variedade criativa de Theo de Barros.

Só Disparada já seria suficiente para incluir Theo de Barros no panteão sagrado da eme-pê-bê. Mas não estamos diante de um compositor de uma música só. [observação exclusiva do blogue: grifo do colunão]

Neste disco, o compositor reúne-se com ótimos instrumentistas (Léa Freire e Teco Cardoso, flautas; Arismar do Espírito Santo, contrabaixo; Caíto Marcondes, percussão; Heraldo do Monte, viola capira; Toninho Ferragutti, acordeon; entre outros, além das cordas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e cantores (Mônica Salmaso, voz em Natureza e Sete Violas; Renato Braz, voz em Sete Violas), além de tocar violão e cantar em (quase) todo o disco, o que pode explicar a qualidade do mesmo.

A única coisa que Theo não consegue explicar – precisa? Alguém deseja fazê-lo? – é o tratamento dado pelo Brasil – leia-se “mídia” (brasileira) – a artistas de seu quilate.

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e mais:

deixo hoje (ao menos temporariamente) o “posto” de colunista do diário da manhã. comunicando a decisão, enviei e-mail ao matutino, mui educadamente, e aguardo resposta.

abaixo, o que deveria ter sido a coluna do zema de hoje. não foi publicada. liguei para a redação do jornal, às 15h, quando fui informado de que a não-publicação se deu “por causa do assunto”. então este blogueiro fica, por enquanto, “exclusivamente” aqui e no overmundo (link ao lado).

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Vale noticiar

Na última sexta-feira (21) foi lançado o Vale Protestar, com panfletagem pelas ruas do Centro Histórico da capital; sexta que vem, show/manifesto ocupará a Praça Nauro Machado. Maranhense integra a Comissão do Programa de Governo do PT, que trabalhará diversos temas para a bastante provável reeleição do presidente Lula.

Vale protestar!

Foi lançado na última sexta-feira (21/7), o manifesto “Vale Protestar”, que reúne artistas, intelectuais, professores e estudantes, entre outros. Entre os principais objetivos do movimento, está a contraposição ao Maranhão Vale Festejar, já tradicional São João fora de época ocorrido no mês de julho, tendo como palco o Convento das Mercês.

O Vale Protestar, em panfleto distribuído durante caminhada realizada na data acima, entre a Praça Nauro Machado (Praia Grande) e o Convento das Mercês (Desterro), condena a apropriação do prédio histórico pela família Sarney. Através de fundação homônima – Fundação José Sarney – o grupo usa dinheiro público para promover seus nomes – da família – politicamente, além de conseguir dinheiro com o aluguel daquele prédio para diversos eventos, o de maior porte, este Vale Festejar.

Roseana Sarney, uma das atuais postulantes ao Governo do Estado, há muito tempo faz uso da cultura maranhense com fins politiqueiros. É sempre vista, no período junino, a batizar bois, Maranhão afora. Em julho, faz do Vale Festejar, palanque, embora esta faceta de sua atuação “cultural” tenha diminuído na mais recente edição do evento – esta, ainda “em cartaz”. Cansados da situação, diversos nomes reúnem-se em torno de um ideal comum: mostrar a indignação contra os desmandos sarneystas, que sabidamente vão muito além de festinhas juninas e “julinas”.

Nesta sexta-feira, 28 de julho, acontecerá, na Praça Nauro Machado, às 21h30min, o batizado do Boi de Taipa, que marcará o início das manifestações do Vale Protestar. Na ocasião, shows musicais e performances poéticas e teatrais de diversos artistas maranhenses. A idéia dos artistas reunidos em torno do movimento é realizar diversas apresentações, em vários pontos da cidade, sobre o que a Coluna do Zema trará mais detalhes em breve. [observação exclusiva do blogue: não trará mais; os leitores poderão sabê-lo aqui]

Joãozinho Ribeiro será um dos elaboradores do Programa de Governo do PT

A atuação de Gilberto Gil à frente do Ministério da Cultura no Governo Lula é digna de elogios. Ainda tem falhas que devem ser corrigidas e o ministério vem buscando isso. “Descentralizadora”. Esta é a palavra que melhor traduz estes quase quatro anos em que o compositor baiano comanda o MinC.

A reeleição de Lula é quase certa, mesmo com algumas novidades apresentadas nas últimas pesquisas eleitorais. Para garanti-la e mostrar que pode fazer um segundo governo ainda melhor que o primeiro, foram formadas, este mês, diversas comissões que irão ajudar o Partido dos Trabalhadores a formatar seu programa de governo. A Comissão de Programa de Governo – assim chamado este grande grupo de trabalho – foi subdividida em 32 grupos, que trabalharão/abordarão diversos temas.

A Comissão de Cultura será coordenada por Hamilton Pereira e conta com o nome do maranhense – poeta, compositor, professor universitário – Joãozinho Ribeiro, que tem diversos méritos reconhecidos Brasil afora, no panorama cultural, sendo um dos nomes locais mais requisitados para palestras, conferências, fóruns, seminários e atividades correlatas sobre o tema – cultura.

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