Arquivo mensal: julho 2006

a carta

Zema Ribeiro – Boa tarde, Kenard!
Roberto Kenard – Diga, Zema.
ZR – Recebeste meu e-mail?
RK – Qual deles?
ZR – Peraí… um intitulado assim: “Zema Ribeiro, ex-colunista do jornal Diário da Manhã”
RK – Sim.
ZR – É que não recebi nenhuma confirmação disso (digo, do recebimento) e me apareceu aqui uma mensagem de erro, com um de teus endereços de e-mail.
RK – Aí é com teu provedor. Bom, vou ter de sair para cortar o cabelo. Entrei no msn apenas para saber se minha coluna havia chegado ao jornal. Abraços.

*

A conversa acima, rápida, deu-se ontem (portanto, após minha saída do Diário da Manhã), via msn. Aí, sua transcrição integral.

Roberto Kenard, para quem não sabe, é Diretor de Redação (além de sócio-proprietário) do citado matutino.

Quem me conhece, sabe que sou um cara pacífico. Não gosto de brigas. Principalmente se a causa não for realmente válida, o que creio ser o caso.

Deixo de escrever a Coluna do Zema no Diário da Manhã por divergências políticas. É só. E só.

Como não gosto de brigas, também não gosto de fuxicos e fofocas. E (somente) para evitá-las é que escrevo as presentes mal-traçadas.

Já é do conhecimento dos que acompanham este blogue (se você não acompanhava, está aí, posts abaixo) a nota “censurada” pelo Diário da Manhã. Abaixo, reproduzo a carta (e-mail) em que comunico minha decisão à diretoria do jornal; a conversa que abre este post deixa bem claro seu comportamento.

*

Eis a carta:

São Luís, 25 de julho de 2006

Ao Sr.
Roberto Kenard
Diretor de Redação
Jornal Diário da Manhã
São Luís/MA

Prezado Senhor,

Ontem, dia 24 de julho de 2006, enviei, em tempo hábil, minha coluna, para publicação hoje, terça-feira, dia 25 de julho no jornal Diário da Manhã. Para minha surpresa, ao abrir o jornal pela manhã, a mesma não estava lá; ainda antes de meio-dia, indaguei, por e-mail, o porquê disto, não obtendo, até às 15h, resposta. Telefonei para a redação do matutino e, falando com Josélia, a mesma alegou-me que a coluna não havia sido publicada por conta do assunto lá tratado.

Perguntei-lhe se tu estavas na redação, no que fui respondido com uma negativa. Pedi-lhe então que ela te avisasse que eu não mais escreveria para o jornal Diário da Manhã – ao menos não na condição de colunista fixo, a em que ora encontrava-me.

Mês passado, tive – sem consulta prévia – o nome de minha coluna mudado: de Diário Cultural passou a chamar-se Coluna do Zema. Em tese, isso me daria (ainda) mais liberdade para escrever, o que não aconteceu.

Findada a participação brasileira na Copa do Mundo – mas ainda não encerrado o maior evento esportivo do planeta – tive recusado, um texto meu que tratava de futebol. A alegação: fugia do assunto da colunacultura. Engoli em seco, publiquei o texto em meu blogue e prometi não mais afastar-me do assunto – cultura, nunca é demais frisar – de minha coluna. Essa “fuga” não aconteceu ontem. Embora eu tenha dado, é certo, um viés político às duas notas, não se pode dizer que as mesmas não são “culturais”. Se não te chegaram aos olhos, o que julgo muito difícil, digo: a primeira nota tratava do movimento Vale Protestar – legítimo em contraposição ao Vale Festejar, o já tradicional São João fora de época do Estado –, e a segunda, dava conta do nome de Joãozinho Ribeiro como membro do comitê de elaboradores do programa de governo do presidente Lula, que será implementado caso se concretize sua muito provável reeleição.

Não sei se “censura” é o termo mais correto – a ditadura militar é até citada em tua coluna de hoje – mas que há, aí, ao menos o uso de “dois pesos e duas medidas”, isso há. Tanto é que outros colunistas que não têm competência para falar nem de problemas de sua – deles – rua, desatam a escrever as piores “barbaridades” sobre temas tão distantes quanto – serão tão distantes assim? – futebol e política, ou moda e segurança, ou o colunismo social a que eles deveriam limitar-se; e ainda que a isso se limitassem, deveriam aprender “português básico” para bem – melhor eu não diria – fazê-lo.

Voltando aos “dois pesos e duas medidas”: creio que “o assunto” de minha coluna de hoje – a não publicada – desagrada por meu posicionamento – se não, o que mais pode explicar-lhe o veto? – claramente anti-sarneysta (embora não reinaldista) e pró-reeleição de Lula. Ou a participação de Joãozinho Ribeiro na Comissão de Cultura para a elaboração do programa de governo do “sapo barbudo” não é “cultural”? Ou não é “cultural” também a manifestação de artistas, intelectuais, professores, estudantes, profissionais liberais – gente, enfim – contra o uso para fins politiqueiros – que há muito vem sendo praticado, sabe-se – do Convento das Mercês?

Agora, só resta-me agradecer a oportunidade, o espaço e a confiança depositados. Mas prefiro renunciar ao espaço da Coluna do Zema, evitando assim, novos “problemas” desta ordem.

Cordiais e respeitosas saudações,

Zema Ribeiro
Estudante de Comunicação Social (Jornalismo)
Faculdade São Luís

ligeiras, que por enquanto só no blogue

com texto de nelson rodrigues e encenação da tapete criações cênicas, a peça dorotéia (farsa irresponsável) tem sessão gratuita hoje, às 20h, no teatro alcione nazaré (centro de criatividade odylo costa, filho, praia grande). interessados devem retirar senhas a partir das 18h, no local.

o cine praia grande continua exibindo, em duas sessões diárias (18h e 20h), o filme cinema, aspirinas e urubus (brasil, 2005), de marcelo gomes. ingressos: r$ 6,00 (metade para estudantes com carteira).

e notas ligeiras como essas, vez em quando por aqui, agora.

balanço

vencida a maioria dos problemas que comprometiam o colunão, o quinzenário tem que, infelizmente, anunciar mais uma parada (se curta ou longa, só o tempo dirá). saibam mais, caros leitores, na versão impressa (nas bancas) e/ou no blogue de walter rodrigues, link ao lado.

abaixo, a mais recente colaboração (não direi última) deste blogueiro ao colunão. há mais, após; continuem.

*

Theo em nova disparada

Talvez o nome de Theo de Barros, dito pura e simplesmente, não evoque lembranças. Sua música de maior “sucesso” é Disparada (1965), parceria com Geraldo Vandré, ainda hoje, muito regravada. Quem não lembra dos versos “porque gado a gente marca / Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente”?

Theo, o disco (Maritaca, 2004), alterna, em melodias e letras, alegrias e tristezas. Uma possível tradução do esquecimento a que são condenados muitos artistas brasileiros.

Essa mistura talvez retrate os espaços de sua própria vida, altos e baixos de uma “carreira”, se é que assim se pode falar. Jornalista de formação, Theo trabalha com publicidade, elaborando jingles. Ele assina, sozinho, nove das dezesseis faixas do disco; as outras, são parcerias com Paulo César Pinheiro (seu parceiro mais constante, com quem divide, aqui, quatro músicas), Cristina Saraiva e Conrado Goys.

Nascido no Rio de Janeiro e morando em São Paulo desde menino – tem hoje 63 anos –, é filho de pais nordestinos, outra possível explicação, esta para a variedade criativa de Theo de Barros.

Só Disparada já seria suficiente para incluir Theo de Barros no panteão sagrado da eme-pê-bê. Mas não estamos diante de um compositor de uma música só. [observação exclusiva do blogue: grifo do colunão]

Neste disco, o compositor reúne-se com ótimos instrumentistas (Léa Freire e Teco Cardoso, flautas; Arismar do Espírito Santo, contrabaixo; Caíto Marcondes, percussão; Heraldo do Monte, viola capira; Toninho Ferragutti, acordeon; entre outros, além das cordas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e cantores (Mônica Salmaso, voz em Natureza e Sete Violas; Renato Braz, voz em Sete Violas), além de tocar violão e cantar em (quase) todo o disco, o que pode explicar a qualidade do mesmo.

A única coisa que Theo não consegue explicar – precisa? Alguém deseja fazê-lo? – é o tratamento dado pelo Brasil – leia-se “mídia” (brasileira) – a artistas de seu quilate.

*

e mais:

deixo hoje (ao menos temporariamente) o “posto” de colunista do diário da manhã. comunicando a decisão, enviei e-mail ao matutino, mui educadamente, e aguardo resposta.

abaixo, o que deveria ter sido a coluna do zema de hoje. não foi publicada. liguei para a redação do jornal, às 15h, quando fui informado de que a não-publicação se deu “por causa do assunto”. então este blogueiro fica, por enquanto, “exclusivamente” aqui e no overmundo (link ao lado).

*

Vale noticiar

Na última sexta-feira (21) foi lançado o Vale Protestar, com panfletagem pelas ruas do Centro Histórico da capital; sexta que vem, show/manifesto ocupará a Praça Nauro Machado. Maranhense integra a Comissão do Programa de Governo do PT, que trabalhará diversos temas para a bastante provável reeleição do presidente Lula.

Vale protestar!

Foi lançado na última sexta-feira (21/7), o manifesto “Vale Protestar”, que reúne artistas, intelectuais, professores e estudantes, entre outros. Entre os principais objetivos do movimento, está a contraposição ao Maranhão Vale Festejar, já tradicional São João fora de época ocorrido no mês de julho, tendo como palco o Convento das Mercês.

O Vale Protestar, em panfleto distribuído durante caminhada realizada na data acima, entre a Praça Nauro Machado (Praia Grande) e o Convento das Mercês (Desterro), condena a apropriação do prédio histórico pela família Sarney. Através de fundação homônima – Fundação José Sarney – o grupo usa dinheiro público para promover seus nomes – da família – politicamente, além de conseguir dinheiro com o aluguel daquele prédio para diversos eventos, o de maior porte, este Vale Festejar.

Roseana Sarney, uma das atuais postulantes ao Governo do Estado, há muito tempo faz uso da cultura maranhense com fins politiqueiros. É sempre vista, no período junino, a batizar bois, Maranhão afora. Em julho, faz do Vale Festejar, palanque, embora esta faceta de sua atuação “cultural” tenha diminuído na mais recente edição do evento – esta, ainda “em cartaz”. Cansados da situação, diversos nomes reúnem-se em torno de um ideal comum: mostrar a indignação contra os desmandos sarneystas, que sabidamente vão muito além de festinhas juninas e “julinas”.

Nesta sexta-feira, 28 de julho, acontecerá, na Praça Nauro Machado, às 21h30min, o batizado do Boi de Taipa, que marcará o início das manifestações do Vale Protestar. Na ocasião, shows musicais e performances poéticas e teatrais de diversos artistas maranhenses. A idéia dos artistas reunidos em torno do movimento é realizar diversas apresentações, em vários pontos da cidade, sobre o que a Coluna do Zema trará mais detalhes em breve. [observação exclusiva do blogue: não trará mais; os leitores poderão sabê-lo aqui]

Joãozinho Ribeiro será um dos elaboradores do Programa de Governo do PT

A atuação de Gilberto Gil à frente do Ministério da Cultura no Governo Lula é digna de elogios. Ainda tem falhas que devem ser corrigidas e o ministério vem buscando isso. “Descentralizadora”. Esta é a palavra que melhor traduz estes quase quatro anos em que o compositor baiano comanda o MinC.

A reeleição de Lula é quase certa, mesmo com algumas novidades apresentadas nas últimas pesquisas eleitorais. Para garanti-la e mostrar que pode fazer um segundo governo ainda melhor que o primeiro, foram formadas, este mês, diversas comissões que irão ajudar o Partido dos Trabalhadores a formatar seu programa de governo. A Comissão de Programa de Governo – assim chamado este grande grupo de trabalho – foi subdividida em 32 grupos, que trabalharão/abordarão diversos temas.

A Comissão de Cultura será coordenada por Hamilton Pereira e conta com o nome do maranhense – poeta, compositor, professor universitário – Joãozinho Ribeiro, que tem diversos méritos reconhecidos Brasil afora, no panorama cultural, sendo um dos nomes locais mais requisitados para palestras, conferências, fóruns, seminários e atividades correlatas sobre o tema – cultura.

uma nem tanto, e duas, rapidinho

vale protestar – em contraponto ao são joão fora de época do maranhão, o já tradicional “vale festejar”, patrocinado pela companhia vale do rio doce, em julho, diversos grupos realizarão hoje, 21, ato de protesto contra a apropriação do convento das mercês pela família sarney, além da utilização das manifestações “juninas” para promoção política daquele grupo.

hoje, 21, haverá panfletagem, com concentração às 18h, na praça nauro machado (praia grande), em frente à câmara municipal. de lá, o grupo de manifestantes seguirá em caminhada até o convento das mercês. a manifestação continuará dia 31, com a participação de vários artistas, para quando está programado o “batizado” do boi de palha.

para os funcionários da vale, não vale festejar. a festa é só para os gerentes. para aqueles, vale protestar. participe!

isso aí saiu no informativo ferroviários em movimento”, nº. 21, julho de 2006, distribuído a partir de hoje aos funcionários da companhia vale do rio doce (cvrd), pelo sindicato dos trabalhadores em empresas ferroviárias dos estados do maranhão, pará e tocantins (stefem), onde este escriba é estagiário em comunicação social.

e mais duas, rapidinho:

o fakerfakir fechou. mas ronaldo bressane continua aprontando em outro blogue, link ao lado já atualizado.

uma boa pedida para o domingo 23: às 18h, no circo da cidade, com entrada gratuita, tem “a morte do boi desmiolado”, com a cia. de artes santa ignorância. o texto da peça é de cesar teixeira.

coluna do zema de hoje

ao saber pelos jornais da reabertura do cine praia grande, ontem, fiquei contente. a ausência de espaços alternativos para a exibição de boas produções cinematográficas em nossa cidade é algo impressionante (ou não?).

elogiei, para quem pude, a seriedade e competência de gisele vasconcelos, atual diretora do centro de criatividade odylo costa, filho. assim como tenho elogiado, para quem posso, estas mesmas qualidades em ester marques, atual diretora regional do sesc (ma).

ainda que avesso a estréias, aberturas, inaugurações etc. e/ou tudo isso aí com um “re-” na frente, fui à praia grande, prestigiar o acontecimento.

mas, por motivo de força maior (leia-se: um problema com o ar-condicionado), a reabertura do cine praia grande não aconteceu, ficando remarcada para hoje, no mesmo horário (19h); o que não tirará o brilho da única sala de cinema do centro histórico.

abaixo, a coluna do zema de hoje. no diário da manhã, as duas notas abaixo do endereço do blogue do colunista (uma sobre o tudo de bom, outra sobre o café do armazém) não foram escritas por este que vos perturba.

Nego Ka’apor: mais que música

Nego Ka’apor no palco do Chez Moi Ciber Bar, na sexta-feira à noite; ao meio-dia, no mesmo, dia, Dança no SESC; e Tom Jobim, mais uma vez em trilha global.

Nego Ka’apor no Chez Moi

Uma boa pedida para começar o fim de semana é assistir ao show da banda Nego Ka’apor, nesta sexta-feira, 21, às 22h30min, no Chez Moi Ciber Bar (Rua do Giz, em frente à Praça da Faustina, Praia Grande). Os ingressos custam apenas R$ 5,00 e o show promete.

A banda (Beto Ehongue: voz e percussão; Mauro Izzy: contrabaixo; Du Menezes: guitarra; Baé Ribeiro e Andresa Oliveira: percussão; Nicolau Esloco: bateria; Tiago Bochecha: trombone; e Alex Brasil: trompete) mescla ritmos tipicamente maranhenses (bumba-meu-boi, tambor de crioula, tambor de mina, lelê, entre outros) a ritmos conhecidos mundialmente (rock n’roll, soul ,reggae etc.), unindo às melodias, letras de cunho fortemente social: denúncias sobre a situação de populações carentes, indígenas, a fome e a miséria.

Há seis anos no cenário musical da Ilha (inicialmente como Som do Mangue), a banda Nego Ka’apor retorna aos palcos após quatro meses; mostrará um show maduro, onde misturará músicas inéditas (“Jardim das Parabólicas”, “Às Margens” e “Auto-retrato”) e “clássicos” já conhecidos de um público fiel que os acompanha (“Maria de Jesus”, “Nordeste”, “Deus S. A.”, “Bateu um Branco” etc.).

SESC Dança

Com coreografia de Sandra Oka e figurinos de Joice Oka, os dançarinos Leônidas Portella e Luiza Sousa, além da própria coreógrafa, da Yin Companhia de Dança, apresentam o projeto Dança em Cena, ao meio-dia desta sexta-feira, na área de vivência do SESC Deodoro. O projeto tem como principais objetivos, incentivar a prática da Dança no Maranhão e a formação de platéia.

A Yin Companhia de Dança foi criada em 2002. A apresentação desta sexta-feira tem entrada franca.

O maestro soberano

Em “Paratodos” (1993), Chico Buarque cunhou expressão definitiva em referência ao mestre Tom Jobim: “maestro soberano”. Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim está soberano, bastante presente na trilha sonora do novo drama global, Páginas da Vida. Novas roupagens para clássicos jobinianos, a trilha é válida. (Não, a trilha sonora não é exclusivamente composta por músicas do autor de tantos clássicos da música brasileira).

tema livre, ficção, a critério delas (ou: o blogue das se7e mulheres)

entusiasmo-me com o vigor da escrita de alguns amigos.

ela tem talento. tanto para a ficção, como para o jornalismo, embora ainda nem tenha começado a faculdade (mês que vem, entra para o curso de jornalismo da puc-rj, com apenas dezessete aninhos).

eu fico sempre “cobrando” textos novos em seu blogue [link ao lado; calma!, digo já quem é!]; eles, os textos, às vezes demoram.

agora, ela escreve semanalmente (às quartas-feiras, com estréia hoje), noutro blogue [também já linkado aí ao lado], um espaço que remete ao blônicas (crônicas semanais de diversos autores, link também ao lado).

uma mulher (menina? para o diabo as “classificações etárias”, ao menos aqui, agora) por dia: domingo, segunda-feira, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e repete. a mulher, não o texto.

das outras, comento depois. ela, recomendo agora: deleitem-se!

tema livre, ficção, a critério delas. com vocês, mariana bradford!

dm, hoje

[coluna do zema]

Debate, show e internet

Professores de Comunicação debatem hoje a crise da mídia brasileira (e maranhense); amanhã, Rosa Reis em mais uma edição de seu show Flor da Mangueira; e o jornalista Xico Sá [link ao lado] escrevendo sobre política, PCC e outros assuntos: sem ser chato, e com classe.

Mídia, Espaço Público e Democracia em debate

Com promoção da Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão (APRUMA) e com o tema “Mídia, espaço público e democracia”, acontece hoje, às 18h, no Auditório do Centro de Ciências Sociais (UFMA), um debate, onde será discutido o comportamento da imprensa brasileira e, em especial, a do Maranhão. Mediará o debate a professora Joanita Mota, do Departamento de Comunicação Social da UFMA. Os debatedores serão os professores Francisco Gonçalves (Coordenador do Curso de Comunicação Social da UFMA), Carlos Agostinho Couto (Coordenador do Curso de Comunicação Social da Faculdade São Luís) e Verônica Cortes (da Universidade Metodista de São Paulo).

A professora Veronica Cortes está em São Luís por conta do curso de pós-graduação em Gestão Cultural, coordenado pelo professor Joãozinho Ribeiro, onde ela ministrou a primeira disciplina do primeiro módulo, encerrada com sucesso sábado passado: “Teorias da Cultura: História e Crítica”.

Por ocasião do debate, ela apresentará uma pesquisa desenvolvida sobre o tema do mesmo, contando com um auxílio à Pesquisa da FAPESP: “Sem medo do bicho papão. O governo Lula nas páginas da revista Veja”. Lucidez, num momento em que o principal colunista daquela revista prega descaradamente o voto em Geraldo Alckmin.

Turma da Mangueira

Rosa Reis agita as quartas-feiras de julho, mês de férias, no Circo da Cidade, com o show Flor da Mangueira. Sempre às 21h, com ingressos por R$ 10,00 (metade para estudantes com carteira) e trazendo convidados especiais, é uma boa pedida para o meio de semana. O já citado (acima como professor) Joãozinho Ribeiro fará o “momento poético” da noite, onde recitará trechos de seu “Paisagem Feita de Tempo”. Cabe lembrar que além de poeta e professor, Joãozinho é também compositor, assinando parte do repertório que Rosa canta(rá). A produção é do Laborarte.

Questão Eleitoral (ou “Navegar é preciso!”)

“Questão Eleitoral – ou eleitoreira. Eis no que se transformou o debate em torno da onda de ataques em SP”. Letra “Q” de “O PCC de A a Z”, pequeno dicionário para entender o caos paulista, texto de Xico Sá, no blogue do jornalista no site No Mínimo. O endereço direto para o blogue é http://ponteaereasp.nominimo.com.br; jornalismo político, sem a chatice comum. Vale(m) a(s) visita(s)!

um agitado fim de semana

abaixo, em itálico, a “vencida” coluna do zema, no diário da manhã de ontem:

Ligeiras dominicais

Notas ligeiras para o leitor que não quer perder muito tempo neste domingo. Tanta coisa interessante lá fora, ficar aqui lendo jornal?

III Parada do Orgulho pela Diversidade Sexual de São Luís

Após o sucesso do III Seminário GLBT (apesar de algumas ausências injustificáveis), realizado dias 12 e 13 de julho, acontece hoje a III Parada do Orgulho pela Diversidade Sexual de São Luís, na Avenida Litorânea. A produção/promoção é do Grupo Gayvota. A concentração acontece às 14h, entre a Praça do Pescador e o São Luís Park Hotel. Entre diversas atrações, destaque para a cantora Vanessa da Mata. A Coluna do Zema se fará presente, torcendo pelo sucesso do acontecimento e esperando que ele seja muito mais que mera festa e/ou palanque político/eleitoral. A Parada é – e assim deve ser – bem mais que isso.

Cinema grátis no SESC

O SESC promove durante a semana, o Cine Arte SESC: com entrada franca, dez sessões de cinema (duas por dia) de segunda a sexta. Ao meio-dia e às 18h, no auditório do SESC Deodoro. Na programação, destaques para os brasileiros “Nina”, com Mateus Nachtergale e Selton Melo, que será exibido terça-feira 18, e “Se eu fosse você”, com Toni Ramos, Glória Pires, Glória Menezes e Thiago Lacerda, na quinta-feira 20.

Mão no Gatilho!

Claro que essa coluna prega a paz. O subtítulo aí é só pra avisar: organizada por mestrandos em Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora/MG (UFJF), a Revista Gatilho está recebendo colaborações para o seu próximo número. Os textos, que passarão por uma seleção, devem ser inéditos e enviados até o próximo dia 28: artigos, resenhas e textos de criação artística (contos, crônicas e poemas). Maiores informações no site da revista:
http://www.gatilho.ufjf.br

Prêmio em São Luís

As inscrições para o XXX Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís foram prorrogadas e podem ser feitas na sede da Fundação Municipal de Cultura (FUNC) até o próximo dia 31. Nas diversas categorias, os vencedores receberão dez salários mínimos cada, ficando o(s) segundo(s) lugar(es) com cinco salários mínimos. O regulamento pode, também, ser conferido na sede da fundação, na Rua Isaac Martins, em frente à Fonte do Ribeirão, esquina com a Rua do Ribeirão.

Prêmio em Recife

Também está com inscrições abertas (até o próximo dia 3 de agosto) o concurso “Prêmios Literários Cidade do Recife”, que premiará obras de ficção (novela, romance, contos), poesia, ensaio e peça teatral. O vencedor de cada categoria receberá R$ 3 mil. Maiores informações no site
http://www.recife.pe.gov.br

e uns comentários ligeiros, só aqui no blogue [antes um aviso: isso não é jornalismo!].


capital na capital

o capital inicial apresentou-se mais uma vez em são luís do maranhão [sábado, 15/7]. segundo “auditado” pela própria banda, seis mil pessoas lotaram o estacionamento do jaracati shopping. ingressos: r$ 25,00, apesar de alguns jornais terem dado um preço menor (r$ 20,00). ingresso caro e nós, com as vistas poluídas de tanta propaganda (o que, em tese, deveria garantir um ingresso mais barato). dinho ouro preto já não tem mais vinte e cinco anos, mas ainda não aprendeu isso. a pose de rebelde sem causa, dominou o garoto: “valeu, são luís! do caralho!”, repetiu, como a um mantra.

o repertório do show mesclou aborto elétrico / legião urbana, além de canções do capital inicial. o boneco gigante (aludindo a outra turnê da banda) e a boneca natasha (que batiza hit radiofônico/chiclete da mesma, no caso a banda) foram ridiculamente desnecessários (desnecessariamente ridículos?).

tudo bem que a cultura do atraso impere no maranhão, mas três horas e vinte minutos é um pouco demais, não? e nem uma banda local para abrir. 1h40min de show, incluindo o bis.

nem tudo são flores

uma ligação, sábado de manhã, me avisa: homossexual desaparecido é encontrado e levado ao socorrão i, vítima de violência. em estado de coma. só muito depois, descubro que o fato foi noticiado [tive acesso aos jornais pequeno e o estado do maranhão]. o que os jornais não dizem é que a “vítima” é homossexual. mas quando o “acusado” é um “travesti“, isso vem dito na manchete.

sobre a “vítima”, o estado do maranhão fica em evasivas do tipo “morava só, e sua casa era muito freqüentada por rapazes”. sobre os “acusados”, a notícia (na mesma página) abre assim: “os travestis geovane pereira rodrigues, o jack, e manoel fernandes cerqueira lopes, o samire, foram conduzidos ao plantão central etc”. o jornal pequeno também insinua, mas não afirma, que a “vítima” é homossexual.

não há motivos para comemorar. mas a 3ª parada do orgulho pela diversidade sexual de são luís do maranhão, doravante denominada “3ª parada gay” mostrou-se apenas mais um carnaval fora de época.

coloridos e barulhentos trios elétricos, faziam propaganda eleitoral. “garotos” “sensuais” seminus, em danças “sensuais” e gestos “mais sensuais” ainda, reforçavam estereótipos.

“abalou, alexandra tavares”, lia-se, nas costas da camisa “oficial” da parada. vestir a camisa da causa é, portanto, vestir a camisa de alexandra tavares?

“alexandra tavares, madrinha de nossos desejos e direitos”, lia-se, no trio onde vanessa da mata cantou, no encerramento do evento. os desejos e direitos dessa parcela da população lá precisam de madrinha?

[antes que me “acusem”: não, eu não sou sarneysta, e também não concordo com o “batizar bois” de roseana sarney. rápida “explicação”, já que no maranhão, quem não está de um lado, está de outro, politicamente, só não pode é ficar “em cima do muro”]

[aliás, o que mais se condena, acaba virando prática, não é?]

“marafolia e forró fest perderam feio”, ouço de uma transeunte. é, a parada gay acabou, repito, transformando-se em mero carnaval fora de época.

[manchete na capa do jornal pequeno de hoje: “jovens são esfaqueados em evento da ong gayvota na av. litorânea”. fosse o evento só flores e sucesso, a manchete não daria destaque aos organizadores.]

benditos sejam maria e seus filhos

[antes, um off-topic, que sem chatice não é zema: no diário da manhã de ontem, uma nota sobre o armazém da estrela foi somada ao texto original da coluna do zema. nada contra o local, que já divulguei em outras ocasiões, nem contra o jornal, mas preciso esclarecer até onde e o que escrevi. dito isso, vamos ao que interessa]

referências são fundamentais. eu já disse isso e cito, sempre que posso e devo, e até quando não posso e não devo, as minhas. em seu “crônica: modo de usar”, xico sá cita algumas das dele: joão antonio, joão do rio, bukovsky e antonio maria, não necessariamente nessa ordem.

xico pratica, hoje, um jornalismo e uma literatura únicos. e para além dos “modos de macho & modinhas de fêmea, amores platônicos & phodas homéricas, jornalismo picareta & gonzolendas, fábulas & carapuças”, consegue escrever sobre política, sem ser chato. quem não acreditar (até agora), pode conferir a ponte aérea sp, no no mínimo. (aí ao lado, mais xico: além do blogue, o blônicas, antes desta ponte aérea).

abaixo, antonio maria, bendito seja!, no original. última hora (rj) de 8 de junho de 1960. [“benditas sejam as moças: as crônicas de antônio maria” / joaquim ferreira dos santos, organização. – rio de janeiro: civilização brasileira, 2002].

[antes de maria, outra fala deste outro maria, zé maria, zema, o blogueiro: o texto, entre tantos outros tão bons, foi escolhido por conta da frase, certeira, de manoel de barros, que ainda me martela a cabeça: “o que é bom para o lixo é bom para a poesia”]

poesia perdida

não sei onde deixei minha poesia. deve ter sido em um desses bares, por aí. ou no olhar, na carne, no breve dia feliz da mulher amada. sei que a perdi e, se era tão pouca, foi bom que se perdesse, porque poesia é como areia – só merece menção quando é muita; exemplo: praia e deserto.

que me lembre, senti-a pela última vez em um amanhecer do cais de hamburgo. era a noite curta de um fim de primavera e, já às três da madrugada, começava a clarear. aos nossos pés, faxinando o seu barco, um marujo cantava uma canção de palavras engroladas, mas muito bonita, a canção. a alguma distância sobre o horizonte do amanhecer, a silhueta de bismarck. foi a última madrugada da minha poesia.

deus, bem haja as viagens que me deste!

de lá para cá, as coisas têm acontecido fora de mim. sinto-as imensamente mas nada nasce, como outrora nascia, dentro do meu coração – um universo à parte. ao contrário do que possam pensar, essa mudança não me desgasta. digo-me, muitas vezes: que bom não ser poeta! que alívio interior, que descanso, o de não gerar! a poesia é, agora, o acontecimento fugaz e ocasional em minha volta. eu só o temo, depois de escolher.

mas há uns dois ou três dias, distraído, ia-me encrencando com um desses acontecimentos exteriores. era uma festa. a porta se abriu e entrou uma mulher. bem, já tem havido isso, de portas se abrirem e, por elas, entrarem mulheres. mas, embora a porta fosse igual a todas as outras, a mulher não era. as mulheres deviam ser como os caranguejos – todas iguais. entanto, para desgraça nossa, não o são. é verdade que é bom ter-se uma mulher por quem se faça barba todos os dias, por quem se mande fazer um terno azul de casimira, por quem se encomende uma gravata na dominique france, por quem se deixe de comer pão, arroz, batata e manteiga. todavia…

quando a porta se abriu e aquela mulher entrou, porque ela fosse alígera ou, simplesmente, míope, uma sensação já minha conhecida vibrou no peito esquerdo. algum mal estaria me acontecendo: poesia ou burrice? deus queira que tenha sido este último… poesia só leva ao que não serve.

literatura em blogues

não, não vou traçar aqui nenhuma tese ou coisa que o valha sobre o assunto. nem discutir se blogue é literatura, ô negocinho chato.

aos infelizes, saudosistas e similares, só quero dizer o seguinte: apesar de não existirem mais gracilianos, machados e que tais por aí (e não sei se isso é ruim, creio que não, cada qual no seu cada qual), ainda há, sim, boa literatura no brasil. aliás, só há.

aos que me perguntam onde ela está, eu sempre respondo: em parte, nos blogues. muita gente torce o nariz, por saber que eu sou blogueiro. mas peraí: eu não faço literatura. uma ou outra tentativa desastrada aqui e acolá. algo bissexto. mesmo.

deixando o blá-blá-blá pra lá, quero dizer o seguinte: dois amigos blogueiros, ambos linkados ao lado, foram indicados ao prêmio jabuti, um dos maiores prêmios literários do brasil. o que me deixou muito contente.

são eles ivana arruda leite e marcelino freire. e clica aí ao lado para saber mais.

Prêmio Mídia, no MA; HQ maranhense no RS

[coluna do zema, diário da manhã, hoje]

Prêmio Mídia Pelos Direitos da Infância será lançado hoje e valoriza profissionais e estudantes de Comunicação que trabalhem a temática. Quadrinhos maranhenses em blogue gaúcho: os comentários de Augusto Paim [link ao lado] sobre “Corpo de Delito”, que já ocupou a Coluna do Zema, à época, Diário Cultural.

Prêmio Mídia pelos Direitos da Infância 2006

Será lançado hoje, às 19h, no Complexo de Proteção à Criança e ao Adolescente (CPCA) (Praça Maria Aragão, s/n), o Prêmio Mídia pelos Direitos da Infância 2006, iniciativa do Projeto Rompendo o Silêncio, com patrocínio da Petrobrás. É a segunda edição do prêmio – a primeira foi lançada em 2004 e tinha como objetivo – mantido – reconhecer a atuação de profissionais e estudantes de Comunicação no Estado do Maranhão, no que diz respeito à cobertura da temática “infância e adolescência”, com destaque, nesta edição, para abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Poderão concorrer matérias veiculadas/publicadas entre 1º de novembro de 2005 e 31 de outubro de 2006. A premiação – em quatro categorias: jornalismo impresso, fotojornalismo, telejornalismo e radiojornalismo – será de R$ 500,00 (por categoria).

É importante lembrar que hoje – data do lançamento do prêmio – o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 16 anos de instituído (Lei nº. 8.069, de 13 de julho de 1990).

As inscrições – gratuitas – podem ser feitas na Agência de Notícias da Infância Matraca, Rua Isaac Martins, 63A. Maiores informações pelo telefone (98) 3254-0210.

“Corpo de Delito” em blogue gaúcho (ou: Navegar é preciso!)

No dia 17 de março, a Coluna do Zema – então Diário Cultural – noticiou o lançamento da revista Corpo de Delito, com aventuras do delegado Augusto “Caolho” dos Anjos, ambientadas em São Luís do Maranhão. A idéia, de Iramir Araújo e uma “gangue” de bons desenhistas, como escrevi na ocasião, ganha destaque, agora, em blogue gaúcho. O “Cabruuum” – com três “u”, em sua definição “um blog bem redondinho sobre quadrinhos” – destaca a HQ ambientada nesta “Paisagem feita de tempo”, como tasca, certeiro, outro poeta, ele, Joãozinho Ribeiro.

Em tempo: Beto Nicácio, que participa do “delito” aqui (e lá, no blogue gaúcho) tratado, é responsável pela capa e diagramação do livro de Joãozinho.

A revista e o livro podem ser adquiridos em diversas bancas de revista e livrarias da cidade: Banca do Dácio (Estacionamento, Praia Grande), Papiros do Egito (Rua da Cruz, 150, Centro), Chico Discos (Fonte do Ribeirão), Poeme-se (Rua João Gualberto, 52, Praia Grande), entre outros/as.

O texto de Augusto Paim, editor do Cabruuum, pode ser lido no endereço http://cabruuum.blogspot.com

Em tempo, também: o Cabruuum está no Top10, isto é, entre os dez melhores do Coke Ring, um concurso de blogues, dividido por categorias (ele, é claro, em “quadrinhos”), promovido pela Coca-Cola. Mais sobre isso, você pode saber também no endereço acima.

Colunas do Zema

[tentei postar aqui, ontem, o colunão de domingo. não consegui. abaixo, coluna do zema de hoje, no diário da manhã, e ele, o colunão do dia 9. melhor dizendo, nossa modestíssima colaboração ao colunão do dia 9]

Pós-Graduação e Seminário

[coluna do zema, diário da manhã, hoje]

Aula inaugural da primeira Pós-Graduação em Gestão Cultural em São Luís acontece hoje, na Faculdade São Luís (Unidade Renascença); amanhã, tem início o III Seminário GLBT, uma das atividades preparatórias para a III Parada Do Orgulho Pela Diversidade Sexual de São Luís do Maranhão.

Gestão Cultural

Acontece hoje, às 19h, no Auditório da Faculdade São Luís (Unidade Renascença), a aula inaugural do Curso de Pós-Graduação em Gestão Cultural, que será ministrada por Américo Córdula, Gerente da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

O curso tem início amanhã e a primeira disciplina do primeiro módulo – “Teorias da Cultura: História e Crítica” – será ministrada pela professora convidada Verônica Aravena Cortes, da Universidade Metodista de São Paulo. O módulo terá prosseguimento com a disciplina “História da Arte”, com o professor Paulo César Alves de Carvalho.

Coordenada pelo poeta, compositor e professor universitário Joãozinho Ribeiro, a pós-graduação é uma iniciativa pioneira no Maranhão e está em perfeita sintonia com o momento pelo qual passa o Brasil e o mundo: o Plano Nacional de Cultura, inserido na Constituição Federal através da Emenda Constitucional nº. 48, promulgada em agosto do ano passado, prevê a necessidade da “formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões”.

Homofobia é crime!

Como parte das atividades preparatórias para a III Parada do Orgulho Pela Diversidade Sexual de São Luís, o Grupo Gayvota realiza dias 12 e 13 de julho, o III Seminário GLBT. Com os temas “Homofobia é crime” e “DST/HIV/Aids no SUS”, o seminário acontecerá das 19 às 22h, no Auditório Che Guevara, do Sindicato dos Bancários (Rua do Sol, 413, Centro).

A III Parada do Orgulho Pela Diversidade Sexual de São Luís acontecerá na Avenida Litorânea, no domingo, 16/7, com concentração a partir das 14h, entre o São Luís Park Hotel e a Praça do Pescador.

Para o acontecimento, os organizadores anunciam, entre diversas outras atrações, show da cantora e compositora Vanessa da Mata.

Maiores informações pelo telefone (98) 3222-5005 e/ou e-mail grupogayvota@yahoo.com.br

Criativo e brasileiríssimo

[colunão, 9 de julho]

O desejo de Jarbas Mariz, de mudar “Do Cariri Pro Japão” (Atração Fonográfica/Pôr do Som, 2005) não representa minimamente qualquer indício de anti-ufanismo ou coisa que o valha: seu quarto disco é brasileiríssimo. Primeiro trabalho solo após “Forró do Gogó ao Mocotó” (2000) – onde tributava o mestre Jackson do Pandeiro –, este novo disco segue uma linha musical alegre, dançante – o que não representa “vazio” nas letras, algo por vezes indissociável, hoje – talvez herdada do pilar supra, a quem Jarbas homenageia – novamente – dedicando-lhe a música “No Mundo dos Peixes”.

“Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”. O dito popular nunca valeu tanto. Jarbas Mariz é daqueles artistas que (quase) ninguém ouviu falar, mas cuja presença foi fundamental para o desenho de diversas obras-primas da música brasileira. Para citar alguns, lembremos dos últimos trabalhos de Tom Zé (após sua re-descoberta por David Byrne no início da década de noventa do século passado), o “Estilhaço” (1980) de Cátia de França (paraibana, conterrânea de Jarbas), e o raro “Paêbiru” (1975), de Lula Côrtes e Zé Ramalho.

Entre diversos nomes importantes com quem Jarbas já dividiu o palco, podemos citar Alceu Valença, Chico César (com quem Jarbas divide a autoria do xote “Fulutiado”, neste disco), Demônios da Garoa, Dominguinhos, Elba Ramalho, João do Vale, Lenine, Lourival Tavares, Mestre Ambrósio, Pedro Osmar e Tom Zé, sendo integrante da banda que acompanha este último em turnês nacionais e internacionais.

As influências dos já citados Jackson do Pandeiro e Tom Zé são inevitáveis, o que leva Jarbas Mariz a percorrer diversos ritmos ao longo das doze faixas – sozinho ou em parcerias, ele assina onze delas. Sem fugir ao(s) ritmo(s) do disco, há a regravação de “Severina Cooper (It’s Not Mole Não)”, de Accioly Neto, sucesso de outrora na voz de Paulo Diniz.

Em tempos de forrós eletrônicos, roquinhos descartáveis e letras paupérrimas, “Do Cariri Pro Japão” é doce para ouvidos cansados. Corpos, não; estes, cansados, cansem mais no “Fulutiado” de Jarbas Mariz.

querem fechar o bar do léo!

antes, um aviso: isso aqui não é jornalismo!

não dá pra ficar calado diante de certas aberrações. os que me conhecem sabem que não me importo em atrair alguns ódios, em correr alguns riscos. sigo meu caminho, embora isso signifique, às vezes, não ter grana para uma cerveja no fim de semana. ou para uma revista, ou livro, ou disco, ou o que quer que seja.

acredito muito numa coisa: “a insatisfação move o homem“. ainda tenho capacidade de me sentir insatisfeito. e de me emocionar também. quando um homem perde a capacidade de se sentir insatisfeito e/ou sentir emoções, está morto. penso assim. e me sinto vivo. com pouco dinheiro no bolso, mas vivo. e feliz. (insatisfação não é sair por aí dizendo que nada presta etc. e não fazer nada para mudar isso. ao contrário…)

o post anterior é fruto de minha insatisfação: não dá para ver a semthurb chegar e fazer o que quiser contra quem quer que seja e aceitar isso calado. e há outros exemplos, não só com relação ao órgão de urbanismo da prefeitura ludovicense. os motivos são vários e não vou listá-los aqui para não me tornar (mais) chato (ainda).

há pouco, márcio jerry (link ao lado) entrou no msn e me fez um convite, que multiplico aqui (alô, poucos leitores, poucos mas fiéis, deste blogue!):

hoje, 6 de julho, às 21h, no bar do léo, exibição do documentário phono 73 (phutuca aí o “phono 73” para ler mais sobre ele).

o acontecimento será, também, um ato contra a tentativa de culturicídio que um burocratinha do governo (municipal? estadual?) quer cometer: fechar o bar do léo.

soa absurdo, não? pois é. como afirmo acima, isso aqui não é jornalismo! portanto, não vou julgar os méritos da questão. se está certo leonildo martins (o léo, proprietário do bar-museu-academia musical) ou o governo, via bu(r)rocrat(inh)as de gabinete. não sei. mas isso cheira mal. muito mal.

até a noite!

querem apagar o brilho d“o luar”

[coluna do zema de hoje, de volta após uma semana de interrupção por estes e/ou aqueles problemas/motivos]

Há um ano a SEMTHURB tentou silenciar o espetáculo semanal “A Vida é uma Festa!”, na Praia Grande. Tentou. Continua agindo com truculência, e assim, continua sem ter sucesso. Após reforma, barraca O Luar será reinaugurada com novo nome e sob nova administração, sobre o que a coluna falará em breve.

Quando todas as atenções maranhenses se voltavam para os festejos juninos e a Copa do Mundo, agentes da Secretaria Municipal de Terras, Habitação e Urbanismo (SEMTHURB) agiram, mais uma vez, de forma truculenta, comportamento típico do órgão. No último dia 27 de junho, mais de dez homens se identificaram – embora sem apresentar documentos – como agentes da citada secretaria, da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual, providenciando a imediata derrubada de um muro de arrimo – que já existia há quatro anos – reformado pelos proprietários da barraca O Luar (vizinha ao Arpoador, outra barraca, próxima ao posto de atendimento do Corpo de Bombeiros, no Calhau).

Os agentes alegaram que o muro era de alvenaria, quando deveria ser de madeira e, por isso foi derrubado. Essa informação, porém, não foi dada na hora da derrubada – por volta de 18h30min da data acima – e, sequer, foi apresentada qualquer documentação que os autorizasse a tal. Isso só viria acontecer depois. A coluna não contesta a legalidade ou não do muro; é contra, apenas, a forma como os atos do órgão municipal de urbanismo são praticados.

Segundo informações obtidas pela Coluna do Zema, outra alegação apresentada pelos agentes é a de que o muro de arrimo – algo ubíquo ao longo da Avenida Litorânea, vide outras barracas – estava sendo preenchido com areia da praia, o que caracterizava “destruição das dunas” e, conseqüentemente, “crime contra o meio-ambiente”.

Próxima à barraca, uma vala para o escoamento de águas pluviais – de responsabilidade da Prefeitura – foi consertada pelos proprietários; esta não foi derrubada. Um advogado, que estava no local e intermediava a construção/preenchimento do muro-“problema”, teve sua prisão decretada – por “crime contra o meio-ambiente” – e está em liberdade provisória, graças a um habeas-corpus.

Procurado pela coluna, o Sr. Fernando Barreto, Titular da 1ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, do Ministério Público, informou desconhecer a ação: “Essa operação não teve a minha participação e nem prévio conhecimento. Na área dos bares da Avenida Litorânea vigora um Termo de Ajustamento de Conduta entre o Ministério Público Federal e os proprietários de bares e restaurantes, que rege a ocupação do solo. Portanto, se o muro de arrimo era ou não era legal, somente o MPF, o SPU (Serviço de Patrimônio da União) ou a SEMTHURB podem esclarecer”.

A coluna procurou a secretaria, em insistentes telefonemas durante dois dias: foi atendida por porteiro e secretárias.