fim de semana

abaixo, textos do diário cultural (no diário da manhã) e do colunão de ontem (a agenda não é transcrita), além do convite de joca reiners terron (link ao lado) para o lançamento da revista da mercearia.

1.
Cultura ocupa agenda da AL

Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão inclui a pauta “cultura” na agenda de discussões da casa. De forma democrática e transparente. Com a participação de membros do legislativo e da sociedade civil, avança a discussão sobre o decreto regulamentador da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A próxima reunião acontece dia 30, às 15h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho.

Entre jornalistas, pesquisadores, estudantes, produtores culturais e artistas, um público variado se fez presente à audiência pública realizada no Auditório Fernando Falcão, na Assembléia Legislativa, na última quarta-feira, 24 de maio. Previamente convocada pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, o objetivo da citada audiência era discutir a regulamentação da Lei nº 8.319, de 12 de dezembro de 2005.

Presidida pelo deputado Luiz Pedro, a discussão foi fruto de um requerimento do deputado Aderson Lago e contou ainda com a presença da deputada Helena Heluy. Para compor a mesa, foram convidados o poeta e compositor Joãozinho Ribeiro, o ator e produtor cultural Nélson Brito e o arquiteto e assessor parlamentar Ronald Almeida.

Durante a discussão, destacou-se a importância de regulamentar-se a Lei urgentemente, tendo como objetivo impulsionar a produção cultural maranhense como um dos maiores ativos para o desenvolvimento econômico do Estado do Maranhão. Assim, destacou-se o que segue: na próxima terça-feira, dia 30 de maio, às 15h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, reunião aberta ao público para a finalização da proposta de minuta de decreto regulamentador; encaminhamento da minuta finalizada do decreto regulamentador e do relatório da I Conferência Estadual de Cultura, realizada em dezembro de 2005, ao Governador José Reinaldo pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia da Assembléia Legislativa; formação institucional da Frente Parlamentar de Cultura da Assembléia Legislativa.

Este colunista recebeu cópia da minuta do decreto, com três capítulos e vinte e nove artigos tratando da regulamentação e regimento do Subsistema de Incentivo à Cultura (SINC), alvo da Lei aqui tratada. Assim, convida os leitores interessados a participar da reunião acima, enriquecendo as discussões.

Pela primeira vez a questão da cultura é incluída na agenda de discussões da Assembléia Legislativa, sendo a Frente Parlamentar da Cultura um importantíssimo instrumento de interlocução entre o poder público e os agentes culturais – artistas e produtores. Ícone das discussões culturais no Estado, o militante Joãozinho Ribeiro mostra-se satisfeito com os resultados até aqui obtidos: “É preciso paciência e tolerância, sem que isso comprometa os objetivos maiores de nossa luta. Demos um exemplo de amadurecimento, até por saber que o resultado alcançado é fruto de uma longa lida, que já passou por diversos fóruns, seminários e conferências. Por isso aposto na capacitação dos sujeitos da cultura, em todos os níveis. Tenho certeza que o avanço do movimento cultural em nosso Estado depende basicamente de dois fatores: do crescimento do nível de consciência dos militantes culturais e da organização social e política dos grupos e das pessoas, o que envolve também a capacitação profissional, para a qual, até pouco tempo, nossos artistas e produtores torciam o nariz e viravam as costas”.

A quem interessar possa, a minuta do decreto pode ser disponibilizada por e-mail. Basta escrever para esta coluna (zemaribeiro@gmail.com). E lembrando: a próxima reunião para a discussão – aberta ao público – dos temas aqui expostos acontece na próxima terça-feira, dia 30, às 15h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande.

2.
Doses de poesia na medida

O poeta Marcelo Sandmann, com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, publica “Criptógrafo Amador”, que reúne sua produção poética a partir de 2000. A pequena editora Medusa é a mesma que fará chegar ao mercado “Música”, livro/cd do maranhense Celso Borges, que de São Paulo tem mandado novas ao Colunão.

Se você acredita que já não há vida inteligente na atual poesia produzida no Brasil, como fazem certos críticos desprovidos de qualquer senso (auto-)crítico, não leia Marcelo Sandmann. Se você acha impossível que se produza boa poesia, hoje, no Paraná, terra de Paulo Leminski – justamente por isso –, idem. Se você crê que não é possível encontrar vida inteligente fora de grandes editoras, ibidem. Caso consiga pensar no contrário de todo o até aqui exposto, encare “Criptógrafo Amador” (Editora Medusa, 2006).

Ao contrário do que possa sugerir o título, o autor curitibano não tem nada de amador; é, sim, um profissional da palavra: é graduado em Letras pela Universidade Federal do Paraná, onde defendeu a tese de mestrado “A poesia de José Paulo Paes”. Lá, é professor de Literatura Portuguesa desde 1992. Em 2004, Sandmann concluiu, na Unicamp, o doutorado em Teoria e História Literária, com a tese “Aquém-além-mar: presenças portuguesas em Machado de Assis”.

Não pensem os caros leitores que o excesso de informação contido no poeta – se é que assim se pode falar – torna sua obra, e conseqüentemente a leitura da mesma, desinteressante e/ou cansativa. Longe disso: ele sabe o que fazer com a informação e coloca cada palavra no lugar preciso, numa precisão hoje raramente vista, talvez influência de seu lado músico, já que é também compositor.

Seu poema – duas palavras apenas, em inglês – “E-mail a um jovem poeta (da lavra de um velho medalhão)”, que compõe o trecho do livro intitulado “15 paesianas (à paisana) reunidas ao acaso”, diz simplesmente: “Fuck you!”, talvez – ou não – uma recusa ouvida pelo próprio, em algum passado (talvez) não muito distante. Talvez, repito, uma mensagem criptografada, ininteligível para seus códigos (à época): ainda bem, Marcelo Sandmann fez ouvidos de mercador.

Serviço

O quê: Criptógrafo Amador, livro de poemas
Quem: Marcelo Sandmann
Quanto, onde: sob consulta com a Editora Medusa, pelo e-mail editoramedusa@hotmail.com

3.
Um convite de Joca Reiners Terron, link ao lado

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