MEMÓRIAS

 

CARNAVAL

Meus carnavais são tranqüilos. Sempre. Meu furdunço é durante o dia: saio de casa ainda antes do almoço, escolho um balcão e me encosto. Adoro quitandas com balcões, tipo os bares americanos de filmes antigos e das revistas de Tex Willer. Breve memória do de 2005:

sexta-feira: desço até o Jornal Pequeno, onde Gutemberg Bogéa me indica onde está Cunha Santos. Acho-o num bar próximo e vamos emendando algumas. Joãozinho Ribeiro se une e descemos até o Restaurante Crioulas (Rua do Giz, Praia Grande). Lá em frente, o Baile do Bigurrilho pegando fogo, no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho. Joãozinho entra; desço com Cunha até o Koisa Nossa, onde tomo mais algumas e de lá para casa.

sábado: Bira Milhomem chega de Fortaleza; encontro com ele e Gildomar com a esposa. Do Ponto de Fuga (refúgio zêmico madredivino) à Rua do Passeio. O Bira adora aquilo ali; há alguns carnavais agitamos o pedaço com mini-trio-elétrico dele, o BabySauro. O nome do bloco? AlcoolMais.

domingo: a caminho do Bar do Léo, topo com Gildomar em uma roda de samba numa quadra do Vinhais. Aboleto-me por ali. Depois topamos com Cesar Teixeira e Marcio Jerry numa barraca na Litorânea.

segunda-feira: descanso. Cheguei a sair com Vinicius, um primo, mas retornei logo.

terça-feira: cerveja na casa de Gildomar. Depois, Bar do Léo, numa mesa ilustre e rara (pena eu não ter uma máquina fotográfica): Parafuso (memória viva do Rádio maranhense), Bruno Batista e Paulo Gilmar (pai do Bruno), Flávia Bittencourt e seus pais, Márcio Jerry, Irinete e Cesar Teixeira. Na ocasião, Bruno e Flávia trocaram seus excelentes discos de estréia.

quarta-feira de cinzas: o carnaval não acaba na terça. Vou com Bira, Mamãe, Luziana e Vinicius até Rosário, onde ao meio-dia saímos no Mikarroça, tradicional bloco que usa carroças puxadas por jumentos enfeitados como carros alegóricos. Chuva e maisena num encerramento de carnaval em grande estilo.

OUTRAS COISAS QUE FIZ DURANTE O CARNAVAL

Aumentei minha conta (já paga) com Dona Moema, no Papiros do Egito (Rua da Cruz, ao lado da SMDH); alguns livros somaram-se a uma “ruma” por ler que tenho.

Escrevi uma resenha de “Debora fala reservadamente com todos”, bom livro de Ivy Knijinik, para a revista eletrônica O Caixote, cujo próximo número sai em breve. O livro foi lançado ano passado pela Editora Altana, do amigo Xico Santos.

COMPREI ALGUNS DISCOS

Marcelo D2 Acústico MTV – como será um acústico de hip hop e rap? Eu me perguntava. Li uma dica de Reuben na Máquina e levei.

Blood on the tracksBob Dylan é sempre bom. Esse disco de 1977 traz “If you see her, say hello”, regravada por Renato Russo em “The Stonewall Celebration Concert” com a mudança de her para him.

Novos Baianos, Acabou Chorare – êta moçada boa. Ô clima descontraído! Eu já tinha os dois discos seguintes. Ótimo esse de 1972.

Paulinho da Viola, Perfil – eu detesto coletâneas, mas vendo minha modesta coleção de discos, percebi que não tinha as faixas “clássicas” do Paulinho. Vale a pena e o preço é bom.

Flávia Bittencourt, Sentido – esse eu ganhei, autografado pela amiga/ídolo na terça de carnaval. Estão lá, revisitados, Josias Sobrinho (Terra de Noel), Cesar Teixeira (Flor do Mal e a inédita Dolores), Chico Maranhão (Vassourinha Meaçaba e Ponto de Fuga). Vazio e a faixa-título apresentam a compositora Flávia ao público.

OUTRAS MEMÓRIAS

A passagem do amigo carioca Paulo Neves, editor do ótimo sítio Samba-Choro (link ao lado) durante o pré-carnaval. No quintal lá de casa, cerveja e caranguejo, ao som de Chico Maranhão, Cesar Teixeira e outros maranhenses (a gente tinha ido ver o “Brincadeiras de Viola”, mas não se topou por lá); depois, o violão de Gildomar Marinho.

O aniversário da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos – SMDH. Show histórico com Cesar Teixeira, Joãozinho Ribeiro e Gildomar Marinho, com participações especiais de Arlindo Carvalho, Lena Machado, Celson Mendes e Bloco Afro Akomabu. Momentos inesquecíveis: o pandeiro de Arlindo Carvalho em Panderê, de Gildomar (os caras nunca tinham se visto na vida!); Joãozinho brincando com a platéia e esquecendo a letra dum cacuriá recentemente composto; a galera riu e aplaudiu; Cesar Teixeira cantando uma inédita em homenagem a Faustina (Viva o xirizal!, ele cantou no meio da música). O final: todos os artistas juntos, e o público de pé entoando o hino Oração Latina.

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