Arquivo mensal: janeiro 2005

Spam nos comentários

Outro dia os amigos blogueiros Ronaldo Bressane e Eva Uviedo fizeram um poema contemporâneo com colagens de mensagens spam que lhes chegavam nos e-mails.

O pior, é descobrir, agora, que os spams (aquelas propagandas chatas e indesejáveis) chegaram aos comentários dos blogs (Shopping Brazil ainda não criou esse espaço, menos por um sentimento antidemocrático, mais por “analfabetismo eletrônico zêmico”).

Vi nos comentários dos blogs de Reuben da Cunha e Jane Maciel (ótimos blogs, que não merecem isso!), a chatice que transcrevo abaixo:

Aê ! que Post Legal! hihihihi

Um Abraço Jorge,

Procurando Letras de Musica?

Visite meu weblogWeblog :

http://www.lyrister.com

Jorge Fountoura – enviado em 6/1/2005 04:35:00

Onde vamos parar?

Parabéns!!!



Hoje é 4 de janeiro. Com atraso (e antecipação), parabéns!:

– Dia 1º foi aniversário de Carol, com quem estudei durante o curso de Telecomunicação no CEFET-MA (eu abandonei o curso, nada a ver comigo; acho que ela também…)

– Dia 2, Merval Filho, grande fotógrafo maranhense.

– Dia 3, Cássia, musa do poema que segue ao fim do post.

– Amanhã: Stephanie, prima que faz “quinz’anos”; e Natália, musa de outrora, ex-namorada (foi?), hoje amiga.

a calcinha de cassinha



para cássia

a calcinha

de cassinha

esconde

pelos

belos

ralos

escuros

claros…

sem medo

perdem-se meus dedos

um pouco abaixo

onde me procuro

e logo me acho

perfeito encaixe

a calcinha

de cassinha

que eu abaixo

me perco

me acho

vou e venho

e permaneço

e acordado

adormeço

num orgasmo

frenético

num gemido

de prazer

num gozo infindo…

a calcinha

de cassinha

onde, ao redor

passeio

e no meio

descanso

após caminhar

meu lar, doce lar

meu remanso

onde nunca canso

nem sinto doer

rebuliço manso

quero nela estar

e para sempre viver


Nada Mudou

E a virada de ano na Rua de Santiago foi nota dez! Parabéns aos moradores que se envolveram mais de perto com a coisa (Luzia, em especial, capitaneando; um abraço!). Aquários decoravam as mesas, regadas por cerveja gelada. Eu, cansado, após ter bebido algumas antes do horário programado fui dormir antes das duas da manhã. Ao acordar, regressei para a “batalha” (alguns resistentes vizinhos não chegaram a dormir; alguns, mais resistentes ainda, seguiram até completar 24h de farra).

Domingo, passei o dia em casa. Depois da recusa de Andrezza (amiga/irmã que ganhei na Faculdade) em ir à praia, só sai para o supermercado, voltando rapidamente.

À tarde, entrei na internet e encontrei uma moça simpática, com quem bati um papo legal pelo msn. Quando ela se despediu de mim avisando que ia almoçar (às 16h30min), mandei-lhe um carinhoso beijo na testa. Ela agradeceu e se foi. E eu, lembrei dum hit do Léo Jaime, dum dos primeiros vinis que tive na vida, um “clássico” dele que traz uns sapatos pretos na capa. A música tem o nome desse post.

Ela me dá um beijo na testa

E quer que eu tenha um dia legal

Mas se eu quiser eu posso ver nas ruas

Senhores e escravos, nada é real

Todo mundo me diz bom dia

Todo dia é sempre igual

Crianças pedem na janela do carro

Até nas noites de Natal

Ô, ô, ô, ô, nada mudou

Se ela quer o sétimo céu

Vai ter de subir degrau por degrau

Os melhores momentos do mundo

Não são manchetes no jornal

Os velhos jogam dama na praça

Professores de tudo que é dor

Fingindo esconder a falta que faz

Viver um grande amor

Ô, ô, ô, ô, nada mudou

(Léo Jaime)