Brincadeiras de Viola

(um texto desalinhado como os cabelos de Chico Maranhão)

Do lado de fora: cerveja (em lata), dois reais. (“Vâmo tomá” duas aqui; lá dentro é dois e cinqüenta). João Madson apreça o uísque: “cinco paus num baleado? Não, baleado é três!” Canta um pedaço de seu “Frevo na Chuva”, que defenderá hoje no Festival de Música Carnavalesca.

Do lado de dentro: meu nome nos agradecimentos, emoção total. Eu não esperava.

Show:

Ê, Ponta D’Areia, há muito tempo que eu não te vejo, não! Reticências… caranguejeira namorando a parede, moça bonita desarmando a rede… só mesmo um menino como Chico Maranhão (um menino, sim!) para uma imagem musical bonita como essa. Imagem bonita como a dele: “embecado”, com os cabelos em desalinho.

Entra Cesar Teixeira. Na minha opinião (eu já disse isso, mas nunca é demais repetir) o maior compositor vivo do Maranhão, sem nenhum desmerecimento a outros tantos excelentes compositores que temos. Camiseta cavada, como em algumas farras homéricas que fizemos/fazemos juntos.

Zeca Baleiro, um capítulo a parte, um fenômeno, a vitória no sul maravilha. Um artista pop, um compositor popular.

(Ao meio-dia, entrevista com Zeca – era pra Mirante: Chico chegou cedo demais e não esperou; Cesar não apareceu.)

A banda. Outra surpresa: Luiz Cláudio, Ruy Mário, Mauro Travincas, Francisco Solano, Paulo Trabulsi e acho que estou esquecendo alguém.

(Saio de casa pela manhã para o trabalho. Com a mesma roupa, após umas cervejas no Verdão, Madre Deus, vou para o show. Andrezza, como sempre, furou; idem, Ana Paula).

(Zeca tá com a ótima idéia de trazer para São Luís, em breve, o Baile do Baleiro. E será uma espécie de padrinho do projeto “50 e tantas”, que celebrará os 50 anos de vida & arte de Joãozinho Ribeiro. O blogueiro aqui é assessor de imprensa e membro da equipe de coordenação do projeto: shows, livro, disco e dvd.)

Volta pro show:

Gildomar Marinho ao meu lado. Do lado dele, sua esposa, D. Reginalda.

“Vassourinha meaçaba, que varre o chão, varre esta saudade braba, do meu coração”. Que venham outras Brincadeiras de Viola.

pê ésses:

“Pastorinha”, de Chico Maranhão, é, na opinião do amigo Glauco Barreto, uma das três melhores músicas produzidas no Brasil em todos os tempos.

“Shopping Brazil”, disco de Cesar Teixeira que batiza este blog foi o melhor disco lançado no Maranhão (quiçá no Brasil) ano passado.

“Chico Maranhão nunca fez uma música feia”; disse-me certa vez o ótimo Erivaldo Gomes.

Para ouvir:

Shopping Brazil – único registro de Cesar Teixeira em disco;

Lances de Agora – de 1978, o disco de Chico Maranhão foi gravado na Igreja do Desterro e conta com um senhor chamado Antonio Vieira na percussão; lá estão clássicos como Meu Samba Choro (que abre o disco), Ponto de Fuga (um dos sambas mais bonitos que já ouvi na vida), Ponta D’Areia e Pastorinha. (não há reedição em cd; tenho em casa uma transcrição do vinil; deste disco Celso Borges tirou faixas para o poema “Menino”, em seu “XXI”)

PetShopMundoCão – podia ser qualquer um do Baleiro; este por ser o último.

(o ambiente de trabalho, às vésperas de mais um vestibular, e a ressaca me impediram algo melhor: eu pensei em apagar isso tudo; não sei por que não o fiz!)

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