AS PALAVRAS NADA CLANDESTINAS DE REUBEN DA CUNHA

por Zema Ribeiro

“A poesia brasileira se arma contra a banalização da sociedade do espetáculo. Com as armas do inimigo”. Este é o subtítulo de “A Palavra Clandestina”, matéria de Reuben da Cunha selecionada pelo programa Rumos Itaú Cultural 2004/2005, na categoria Jornalismo Cultural. O estudante e poeta maranhense é um soldado armado. De flores e palavras.



O PROGRAMA



Implantado em 1997, o programa Rumos Itaú Cultural – um dos mais abrangentes de estímulo à criação e produção artística e cultural do país – já apoiou o desenvolvimento de mais de trezentos projetos em Artes Visuais, Cinema e Vídeo, Música, Dança e Literatura; são mais de setecentos artistas contemplados. Este ano percorreu cerca de trinta mil quilômetros, com encontros em todos os Estados brasileiros, entre os meses de maio e setembro.

A edição 2004/2005 do programa teve 1656 inscritos em três categorias: 1410 (música), 138 (literatura – audioficções) e 108 (jornalismo cultural). Na primeira categoria, foram selecionados três compositores maranhenses: Tião Carvalho, Ubiratan Sousa e Antonio Vieira – este último, o único residente em nossas plagas.

JORNALISMO CULTURAL


Voltada para estudantes universitários – a partir do quarto período, de acordo com o edital do programa – o processo seletivo desta categoria analisou reportagens sobre a diversidade cultural brasileira a partir de pauta elaborada pelo Instituto Itaú Cultural.
Formada pelos jornalistas Israel do Vale (SP), Kiko Ferreira (MG), Gabriel Priolli (diretor da TV PUC, SP), Gilmar de Carvalho (professor do curso de Comunicação Social e de Mestrado em História Social da UFC, CE) e Claudiney Ferreira (SP), a comissão de seleção analisou 108 inscrições de 19 Estados.
Os selecionados participarão do Laboratório Multimídia de Jornalismo Cultural, cujo editor é Israel do Vale (membro da comissão de seleção, jornalista e ex-editor-adjunto do Caderno Folha Ilustrada, do jornal Folha de São Paulo). Durante o laboratório – um estágio remunerado – os estudantes selecionados produzirão e debaterão matérias sobre produção cultural.
Ainda em dezembro deste ano, os selecionados nesta categoria participam de um seminário internacional com jornalistas especializados na área e ganham – junto com as bibliotecas das instituições onde estudam – diversos livros sobre jornalismo e cultura.

A PALAVRA NADA CLANDESTINA DE REUBEN DA CUNHA


Reuben da Cunha tem 20 anos e cursa o quarto período de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão, após ter abandonado, no terceiro período, o curso de Direito. Ele é o único maranhense selecionado – entre os três nordestinos – na categoria Jornalismo Cultural do projeto Rumos Itaú Cultural, edição 2004/2005.
“A Palavra Clandestina” é o título da matéria que o leva ao Laboratório Multimídia de Jornalismo Cultural. O texto trata da poesia contemporânea brasileira – da qual o próprio Reuben é um importantíssimo representante – e de suas diversas formas de resistência à Indústria Cultural.
Fã de Itamar Assumpção, Reuben é editor do zine de poesia GRIPE – que já foi alvo de textos do professor Alberico Carneiro no Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante – e mantém no ar, o sítio A MÁQUINA CLAUSTROFÓBICA, onde desf(t)ila poemas, pensamentos, recortes interessantes da obra de ídolos e amigos etc.
“O estágio é uma oportunidade de aprofundar não só a prática jornalística, mas o próprio contato com a cultura, além de – espero – ser também uma ponte para um futuro profissional fora da Ilha”, diz Reuben, atualmente dedicado trabalhando em um poema de maior fôlego, provisoriamente intitulado “O trompetista gago”.
Para Cláudio Daniel, poeta e intelectual entrevistado por Reuben na composição de seu trabalho, “Reuben da Cunha é um jovem poeta que está receptivo à informação nova, buscando compreender a realidade que nos circunda e os desafios do fazer poético, vendo com olhos livres, sem perder o senso crítico. Isto é o mínimo que podemos esperar de um poeta que se preza”.
Celso Borges, poeta e jornalista maranhense radicado em São Paulo, misto de ídolo, fã e amigo, afirma que Reuben “é um jovem de grande talento, interessado em literatura e arte como poucos, o que faz uma diferença enorme. Inquieto, ele está sempre questionando, querendo saber mais e mais, ‘cavando’ a beleza das palavras”. Sobre sua seleção para o programa Rumos, completa: “Ainda ouviremos falar muito dele; essa vitória é só a primeira”. Temos certeza disso!

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